Estamos iniciando uma Campanha em nível nacional que visa nos comunicarmos pela Internet, pelos vários canais que essa mídia proporciona, e começarmos realmente a criar um movimento forte porém pacífico, atuante porém digno, representativo da nossa vontade de que tipo de mundo queremos, que vida queremos para nós, que condições sociais queremos para toda a população brasileira, que tipo de programação queremos nas nossas televisões, que tipo de letras de música queremos que sejam veiculadas, que tipo de imagem de adolescência queremos que nossos jovens recebam, que remuneração salarial queremos que todas as profissões recebam, que tipo de energia queremos para movimentar o Brasil, que tipo de propagandas queremos, o que queremos que os políticos façam por nós, como podemos exercer o nosso poder de exigência, de veto, enfim, um movimento em que possamos, mais do que ficarmos nos queixando, reclamando, nos neurotizando, nos sentindo manipulados, impotentes, à mercê de decisões dos fóruns “superiores”, de um poder invisível que decide tudo por nós, mas geralmente não para nós, podermos exercer a nossa vontade, determinarmos o que queremos, o que é justo, o que é correto, o que é positivo. Durante vários meses, o movimento Indignação Pacífica – A Compaixão no Poder permanecerá apenas apresentando-se, expandindo-se, mostrando-se, tornando-se conhecido, recolhendo as opiniões das pessoas que quiserem participar dele, dando as suas sugestões, que idéias temos, o que pensamos do mundo em que vivemos, o que queremos e o que não queremos para o Brasil, o que achamos da nossa sociedade, que tipo de educação queremos nas Escolas, como podemos ter um Serviço de Saúde digno e honesto para toda a população brasileira, como podemos acabar com a fome, com a miséria e com a violência criadas por nosso sistema injusto e piramidal, qual o papel que queremos da televisão em nossa vida, o que pensamos a respeito do cigarro, das bebidas alcoólicas, como podemos mudar o Brasil para que diminua o uso de drogas ilícitas, como podemos nivelar os salários das diversas classes profissionais, sem os absurdos das diferenças astronômicas entre várias delas, como podemos transformar a imagem da nossa vida em uma imagem mais espiritual, menos materialista, mais coerente, menos agressiva, mais profunda, menos imediatista, enfim, que Brasil queremos?
A Indignação Pacífica – A Compaixão no Poder é um modelo de movimento similar ao criado e desenvolvido com sucesso por Mahatma Gandhi, com o qual ele venceu a luta contra a injustiça, contra a violência, contra o abuso, sem briga, sem conflito, sem guerra. Todos nós queremos paz, todos queremos viver com justiça, com amor, todos queremos igualdade, fraternidade, todos somos irmãos, somos todos iguais, filhos de Deus, então por que a humanidade até hoje ainda não conseguiu o que todos querem? Que paradoxo é esse que faz com que a vontade de todos não consiga ser nunca alcançada? O que falta?
Esse movimento é suprapartidário, supra-religioso, não se vincula a nenhuma associação, instituição ou organização, seja de que linha ou ideologia for. A Indignação Pacífica – A Compaixão no Poder quer mostrar que acima de qualquer diferença aparente entre nós, as nossas similaridades e as nossas concordâncias são infinitamente maiores, que devemos aprender a nos unir, a darmos as mãos, a viver como representantes de Deus aqui na Terra, cumprirmos nossa missão espiritual de oportunizarmos a todas as pessoas terem moradia, educação, alimentação, saúde, lazer, de uma maneira saudável, gratificante, oportunizadora de um bem viver, de uma vontade de viver em paz, de colaborar uns com os outros, de acabarmos com as disputas, com as competições egóicas, com o viver sem um rumo, sem uma finalidade maior.
A partir desse momento, a palavra está com todos nós. Através do site WWW.indignaçãopacifica.org todos poderemos opinar, nos conhecer, afirmarmos a nossa vontade, iremos compilando as idéias, as sugestões, o que nos angustia, o que queremos melhorar no Brasil, o que não queremos mais, e aos poucos, gradativamente, esse movimento irá crescer, tornar-se conhecido, ganhar adesões, e poderemos ver, então, o que a união entre nós pode acarretar, o que podemos fazer, onde podemos chegar, até que ponto a opinião da maioria das pessoas tem poder realmente, enfim, estamos iniciando um movimento forte e pacífico, firme e espiritual, o futuro dirá onde poderemos chegar.
Criamos Seções onde colocaremos as idéias, as sugestões, as opiniões de todos que participarem do movimento através de e-mails, para que ali cada um possa encontrar o(s) ponto(s) para onde vai a sua indignação pacífica, onde o seu coração sente que pode haver uma melhora, uma mudança, onde possa responder, debater, criando assim canais de comunicação em áreas seletivas. Temos as Seções Moradia, Alimentação, Educação, Saúde, Comunicação, Política, Lazer, Arte, Caridade, Drogas lícitas, Drogas ilícitas, Violência, Racismo, Salários, Aposentadoria, Trânsito, Literatura, Cinema, Televisão, Rádio, Jornais, Internet, Censura, etc. A finalidade é conversarmos entre nós, sabermos o que os outros pensam, sabermos o que pensam do que nós pensamos, entendermos as diversas opiniões uns dos outros, vermos o que temos em comum, o que nos afasta, o que nos une, para que possamos ir chegando a um consenso minimamente satisfatório para que possamos exercer o nosso direito de criarmos o Brasil que queremos, o sistema de vida que desejamos, o mundo que sonhamos.
Outras Seções irão sendo criadas através dos e-mails recebidos. Nesse movimento todos tem o mesmo direito, aqui todos são iguais, todos são respeitados, todos terão o mesmo espaço para colocar suas idéias, sugestões e opiniões. Aqui todos aprenderemos a nos amar e a nos respeitarmos.
Recebam todos os meus votos de Boas Vindas! Participem, divulguem essa Boa Nova para seus contatos, para suas Redes Sociais. O exercício da Indignação Pacífica fará com que um dia a Compaixão assuma o Poder, não sabemos quando nem de que maneira, mas a Mensagem dos Grandes Mestres Espirituais de todos os tempos é de que um dia o Reino de Deus estará aqui na Terra, podemos então colaborar para que isso aconteça com maior brevidade.
A bebida alcoólica – quem nos viciou e vicia os nossos filhos?
O consumo de álcool é um hábito antigo que, um dia, vai desaparecer da face da Terra. E aí a bebida alcoólica receberá o mesmo status das drogas hoje consideradas ilícitas, será ilegal. Todas as bebidas alcoólicas, o vinho, a cerveja, o whisky, a vodka, a cachaça, e todas as outras bebidas alcoólicas só tem um objetivo: embebedar as pessoas. O álcool é a porta inicial para o uso das drogas chamadas ilícitas, junto com o cigarro. Depois dela e do cigarro, geralmente vem a maconha, depois a cocaína, e por aí vai. Todos nós fomos e somos criados em uma sociedade em que o seu uso é além de permitido, incentivado e estimulado. Alguém recorda alguma festa em sua casa, desde que era criança, em que não havia bebida alcoólica? E hoje em dia, isso não continua? Nós fomos habituados a acreditar que o uso da bebida alcoólica é algo normal e fazemos o mesmo com nossos filhos e netos, ou seja, nos venderam essa idéia e nós continuamos vendendo-a. Agregando isso ao incentivo maciço da mídia para o uso de bebida, nós crescemos sendo viciados e vamos viciando as novas gerações.
As manobras de divulgação e venda utilizadas pelo marketing, cuidadosamente planejadas, são baseadas no conhecimento de que quanto mais precoce é o consumo entre os jovens, maior é a possibilidade de cativá-los, por isso a publicidade é feita prioritariamente sobre os pré-adolescentes, os adolescentes e os adultos jovens, associando o ato de beber ao sucesso nos esportes, nas conquistas afetivas e no progresso financeiro, quando o que ocorre é o oposto, ou seja, quem bebe vai mal nos esportes, mal na vida afetiva, mal nos estudos e mal na vida profissional. Como os fabricantes de bebida alcoólica e as agências de publicidade conseguem convencer uma grande parcela de jovens e adultos de que beber faz bem e traz sucesso, é algo difícil de entender.
Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool é uma droga psicotrópica, pois atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter um grande potencial para desenvolver dependência. O álcool é a única droga psicotrópica que tem seu consumo admitido e incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada quando comparado com as demais drogas. Apesar de sua ampla aceitação social, que considera “beber moderadamente” como algo normal, o consumo freqüente de bebidas alcoólicas é um grave problema. Alcoolismo não é apenas viver bêbado, é beber todos os dias, mesmo que seja apenas uma cervejinha, uma taça de vinho, uma dose de whisky, uma caipirinha, etc. O ato de beber todos os dias caracteriza o vicio no álcool.
No Brasil, o consumo regular de bebida alcoólica inicia comumente a partir dos 14 anos de idade, causado pelo exemplo dos próprios pais e familiares, bebedores diários ou freqüentes em casa e em todas as festas. As nossas crianças são expostas desde a mais tenra idade a esse exemplo, e além disso, sendo estimuladas ao consumo através das rádios e das televisões. A propaganda da cerveja no Brasil é extremamente agressiva, endereçada prioritariamente às crianças e aos adolescentes, visando viciá-las o mais cedo possível. Se com isso forem mal no colégio, se ficarem doentes, se sofrerem acidentes, se destruírem suas famílias, isso não importa, o que importa é ganhar dinheiro, festejar o aumento do consumo, abrir novas fábricas sempre com a presença da imprensa comemorando aquele evento e de muitos políticos discursando e aparecendo nos jornais e nas televisões sorridentes por esse grande avanço do “progresso social”. Afinal, são mais empregos, mais impostos, mas a que custo? Doença, acidentes, mortes. Mas isso não importa, o que importa é ganhar dinheiro.
Os adolescentes que bebem com alguma freqüência, geralmente têm pai, mãe e familiares que também ingerem álcool com alguma ou bastante freqüência. O consumo inicia vendo-os bebendo nas festas, porque fomos criados em uma sociedade que não consegue imaginar uma festa sem bebida, em casa à noite “para agüentar o tranco”, nos finais de semana “para relaxar”, para “comemorar” uma conquista profissional ou financeira, para “festejar a vitória do seu time” ou para “esquecer a derrota”, para “brindar” nos aniversários, no Natal, no Ano Novo, enfim, qualquer festa ou acontecimento é sempre associado ao ato de beber.
E quando um jovem torna-se viciado em bebida alcoólica, pelo mau exemplo dos adultos e por ação da propaganda nas rádios, nas televisões, nos jornais, simplesmente está reproduzindo com a veemência dessa faixa etária, o mesmo comportamento de sua família e de quase todas as famílias, o que aprendeu desde criança vendo em sua casa e nas festas, o que lhe ensinaram e continuam lhe ensinando, o que lhe dizem seus ídolos do esporte, sempre sorrindo, sempre vencedores, com um copo ou uma latinha na mão, o que enxerga nos outdoors nos campos de futebol, nos carros de corrida. Enfim, nós viciamos os nossos filhos ou permitimos que os fabricantes de bebida alcoólica e algumas agências de publicidade o façam, com o beneplácito dos nossos governos, e depois os levamos aos psicoterapeutas para curar seu vício, criado, incentivado e permitido por nós mesmos, pela nossa irresponsabilidade e omissão.
A mensagem que incutimos neles, desde crianças, e que alguns meios de comunicação se encarregam com extrema competência de confirmar, baseado no interesse de vender e ganhar dinheiro, é de que temos de relaxar com algo, temos de nos ativar com algo, temos de comemorar as vitórias com algo e esquecer com algo as derrotas, preparando o campo propício para, simplesmente, o jovem, curioso, um dia mudar o objeto do consumo e passar, então, para as chamadas drogas: a cannabis, a cocaína, o crack e outras coisas. Mas quem viciou ou permitiu que viciassem os nossos jovens? Nós viciamos os nossos filhos nas drogas lícitas e depois infernizamos a nossa vida e muitas vezes acabamos com a vida deles, quando, simplesmente, agregam um “i” e passam a consumir as drogas ilícitas. A única diferença é um “i”.
Uma criança que cresce vendo seus pais e familiares bebendo, comemorando vitórias, derrotas, aniversários e festas em geral, começa a apreender como é essa vida de adulto, o que os adultos fazem, como eles fazem, e acreditam, então, que isso é o certo. E aliado a esse exemplo que damos a eles, as estratégias de vendas da indústria de bebida, principalmente da cerveja, estimula o consumo precoce dela entre crianças e adolescentes para viciá-los. Seguindo o nosso próprio exemplo, a publicidade passa uma imagem de festa, e alegria e de diversão associada à cerveja e, esmerando-se ainda mais, atua na área da sexualidade e do sucesso afetivo e profissional. A aparência é de incentivo à cultura, apoio às festas populares, de alegria, mas a finalidade é uma só: embebedar a todos e aumentar o número de usuários da droga. Ou seja, os governos permitem e nós concordamos, e muitas vezes participamos, de uma tática perversa de nos drogar e aos nossos filhos, sob os mais simpáticos e coloridos disfarces.
Os fabricantes de bebida alcoólica, indiferentes ao mal que provocam, sem amor ou consideração pelos jovens, visando apenas o lucro, incentivam eventos em que a promoção da bebida alcoólica é muito forte, e transformam manifestações culturais em estratégia de venda. O importante não é o evento, não é a cultura, o que importante é vender e ganhar muito dinheiro. Se algum jovem saindo dali, embriagado, bater o carro e ficar aleijado ou morrer, isso não importa, o que importa para o fabricante e o pessoal do marketing é quantas caixas venderam, quanto dinheiro ganharam, isso é festejado por eles, em seus escritórios, entre risadas e comemorações, enquanto os jornais, as rádios e as televisões noticiam os acidentes, as mortes, os assassinatos, provocados pelo uso da bebida alcoólica, mas para aliviar a sua consciência, também associam-se às campanhas anti-álcool, numa demonstração de como é possível adorar a dois Senhores.
Nenhuma campanha antidroga funcionará enquanto os pais não pararem de ensinar os seus filhos a beber, parando eles mesmos de usar essa droga, enquanto algumas agências de publicidade, parceiras dos fabricantes das drogas, não pararem de colaborar com a venda delas e os meios de comunicação não se recusarem a veicular anúncios dessas drogas. É uma grande hipocrisia afirmar que a maconha é a porta de entrada para as drogas: é a bebida alcoólica e o cigarro. Elas é que abrem a porta para a maconha, a cocaína e outras. Qualquer pai ou mãe que beba, diariamente ou freqüentemente, qualquer quantidade de bebida alcoólica e fume cigarro, não possui uma autorização interna para condenar seu filho se ele também beber, fumar cigarro ou usar qualquer outra droga.
Algumas agências de publicidade, buscando anunciantes sem nenhum critério a não ser o de ganhar muito dinheiro, ficarem famosas e disputar o prêmio de Melhor Agência do Ano, divulgam qualquer coisa, ajudam a vender qualquer coisa, cigarro, bebida, produtos supérfluos, “alimentos” artificiais, vale tudo. As propagandas de bebida alcoólica mostram modelos ou cantoras seminuas, ganhando dinheiro e vendendo sua alma, segurando garrafas geladas, com a espuma da cerveja transbordando dos copos e das canecas, numa celebração de festa, sexualidade e alegria. Alguns jogadores de futebol transmitem a mesma mensagem, de que o importante é festa, sexualidade, alegria, e eles são vencedores, ganham salários milionários, qual o jovem que não gostaria de estar em seu lugar, ser famoso, ganhar muito dinheiro, ter todas as mulheres aos seus pés, e eles conseguiram tudo isso porque bebem cerveja, são vencedores porque bebem, estão sempre sorrindo, felizes, realizados! Vários cantores e cantoras participam desse crime, fazendo propaganda de cerveja, sempre sorrindo, adoecendo e matando os jovens, arrasando as vidas de pais e famílias, em troca de algumas moedas de ouro.
A mensagem que nossos jovens recebem desde criança em casa, nas festas familiares, na televisão que nós permitimos que eles assistam livremente, é de que, onde houver festas e pessoas, é obrigatória a presença das bebidas alcoólicas. É inviável uma festa, uma comemoração, sem álcool. Nós embebedamos nossos filhos com nosso exemplo e conivência e depois choramos quando eles viram bêbados ou drogados.
A culpa e o uso de substâncias prejudiciais
Algumas pessoas que usam substâncias prejudiciais para si são movidas por uma culpa que jaz escondida dentro do seu Inconsciente, que vem de alguma encarnação passada, e que faz com que elas adotem uma postura de vida autodestrutiva, sem saberem porque estão fazendo isso. É como uma angústia, um desconforto, que faz com que a pessoa sinta permanentemente algo dentro de si que a impede de ser feliz, de ter sucesso, seja na vida pessoal, na vida profissional, e até a sua vida espiritual é permeada de altos e baixos, de incertezas entre a sua capacidade e uma espécie de medo de soltar seu poder e, quando o faz, isso lhe faz mal, lhe traz uma sensação estranha, desagradável.
A culpa que vem de uma vida passada é decorrente de alguma coisa que fizemos lá no passado para uma outra pessoa ou para muitas pessoas. Certas pessoas têm uma grande força, um poder, que todos vêm e elas também, mas que não conseguem admitir isso, sentem-se culpadas quando assumem um lugar de destaque, uma posição, quando são elogiadas, quando são admiradas, apresentam uma falsa modéstia, olham para baixo, disfarçam, fingem humildade mas lá no fundo sabem que são orgulhosas, vaidosas, enfim, é uma espécie de martírio entre duas forças: o Ego puxando para cima e o Inconsciente para baixo.
Geralmente o Inconsciente vence e uma das maneiras desse nosso subterrâneo vencer a luz do dia é o uso de cigarro, de bebidas alcoólicas e outras drogas, como uma tentativa de amortecer a angústia, aliviar o desconforto, acalmar a inquietude interna, que geralmente vem de séculos atrás. É o caso de pessoas que apresentam o que chamamos de “Repressão do próprio poder”, que elas dizem ser timidez, introversão, mas é um medo de soltar o seu poder e fazerem, novamente, o que fizeram de errado em outra encarnação.
Uma possível solução para uma pessoa movida por culpa, e ajudá-la a libertar-se do vício em substâncias, é através de algumas sessões de regressão, que chamamos sessões de Telão aqui na Terra, acessar as encarnações passadas onde errou, recordar o que aconteceu, e libertar-se dessa ressonância que até hoje ainda está lhe influenciando negativamente. Muitas pessoas usuárias de substâncias e que sofrem desse tipo de culpa, podem assim libertar-se do vício.
Outro tipo de culpa que vem do passado é o que vem de situações em que a pessoa não fez o que deveria ter feito, não agiu como deveria ter agido, não ajudou alguém, não salvou alguém, cometeu um ato de traição, enfim, uma atitude que na época lhe pareceu a mais certa ou conveniente ou que acreditava não poderia fazer diferente, mas que ficou dentro do seu Inconsciente e até hoje ainda lhe traz angústia, inquietude, culpa, e o uso de substâncias tem nisso a sua origem. A Regressão Terapêutica pode ajudar a resolver essa situação, se os Mentores entenderem que está na hora disso acabar, que ela já pode livrar-se disso. Não precisamos mais esperar ver o Telão lá no Mundo Espiritual após nosso desencarne, podemos vê-lo aqui na Terra, num processo comandado pelos nossos Mentores Espirituais, essa é a Regressão que a Psicoterapia Reencarnacionista utiliza para ajudar quem vem tratar-se conosco.
As pessoas que trazem culpa dentro do seu Inconsciente tendem a culpar-se de tudo, se fazem, se não fazem, deveriam ter feito, não deveriam ter feito, e até culpam-se por atos cometidos por outras pessoas, quer estejam próximas, quer nem conheçam, como atos bárbaros cometidos por assassinos em outras cidades ou países, por ditadores, por terroristas etc. São reflexos do que fizeram em outras épocas e ressona dentro delas de uma maneira muito forte e inexplicável. Tudo o que for forte e inexplicável vem de outra época e pode ser entendido e resolvido com a Regressão, mas desde que ela seja comandada pelos Seres Espirituais, para não infringir a cosmo-ética e a Lei do Esquecimento.
Outro aspecto que deve ser levado em consideração em pessoas usuárias de substâncias e que sofrem de culpa, é a possível presença de Espíritos obsessores ao seu lado, buscando vingança de sofrimentos provocados por elas no passado, e que estão ali influenciando seu pensamento, perturbando a sua vida, incentivando-os a fumar, a beber, a usar outras drogas. Dificilmente uma pessoa usuária de drogas que esteja obsediada conseguirá libertar-se do uso se não realizar um tratamento espiritual em um Centro Espírita ou Espiritualista, de preferência gratuito ou que cobre um valor nada mais do que razoável para seus procedimentos, mas não de milhares de reais, isso é comércio com o sofrimento alheio.
Na verdade, a culpa que muitos de nós traz dentro do seu Inconsciente, de encarnações passadas, é decorrente de uma postura própria diante de algo que aconteceu há tempos atrás, ou durante a vida em que a situação ocorreu ou após seu desencarne lá, quando ficou na Terra remoído pela culpa ou foi para o Umbral levado por ela ou mesmo lá em cima, no Mundo Espiritual, quando a culpa leva um tempo para esmaecer-se e desaparecer. Após a cessação desse sentimento, a culpa fica guardada nos recônditos do nosso Espírito e assim que descemos novamente para a Terra, quando reencarnados, ela vai retornando, fazendo-se presente, mas ao contrário da época anterior, quando sabíamos porque e de quê sentimos culpa, a partir dessa próxima encarnação,e La jaz escondida mas fazendo-se sentir, sempre presente, às vezes mais, às vezes menos intensa, mas se ela for muito forte, pode fazer com que uma pessoa sinta necessidade de fumar, de beber ou usar as chamadas drogas para acalmar-se, para sentir um alívio, ou para punir-se sem nem saber que está fazendo isso, pois é uma força inconsciente. Através da recordação do seu passado (Regressão), essa pessoa pode acessar a situação original, recordar o que fez (ou não fez), lembrar aquela vida passada, o seu final, a sua subida para o Plano Astral, até libertar-se da culpa por meio dessa técnica (desligamento).
Muitos casos de tristeza, de timidez, de isolamento, de fracasso na vida pessoal ou profissional, são provocados por culpas advindas do Inconsciente e as terapias tradicionais, até a infância, são muito limitadas para resolver esses casos de séculos atrás. O Dr. Freud teve a genialidade de perceber a força imensa que vem de dentro do nosso Inconsciente mas faltou ao Mestre vienense libertar-se da concepção religiosa de que Reencarnação não existe. Se tivesse ele aberto a sua mente para a filosofia oriental, para os antigos filósofos ocidentais, para o trabalho do seu contemporâneo Allan Kardec, teria expandido ainda mais a sua genialidade e hoje em dia a Psicologia e a Psiquiatria lidariam com a Reencarnação, podendo auxiliar ainda mais as pessoas que necessitam de uma terapia mais abrangente, mais ampla do que a limitação a essa vida apenas.
A continuação do trabalho do Dr. Freud é a Terapia de Regressão e a Psicoterapia Reencarnacionista é a mais moderna Escola de Psicologia existente em nosso planeta, pois veio fazer a fusão da Psicologia com a Reencarnação. As pessoas que sofrem de uma culpa inconsciente vieram promover uma Reforma Íntima nesse sentido, mas como fazer isso sem abrir o baú de recordações e acessar seu passado centenário ou milenar? E sem desligar-se definitivamente de lá?
Culpar-se e destruir-se por causa dela não adianta nada, mas as pessoas que fazem isso, devido a culpas que trazem de outras encarnações, não sabem que estão se destruindo por essa culpa, apenas sentem que tem de destruir-se, e muitas vezes o fazem. Quando morrem e voltam para Casa, no Mundo Espiritual, descobrem que fizeram isso consigo desnecessariamente, mas aí só na próxima encarnação. Assistir o Telão aqui na Terra que é a Regressão Terapêutica da Psicoterapia Reencarnacionista, pode poupar tudo isso e fazer essas pessoas mudarem sua postura e decidirem evoluir ao invés de destruírem-se, crescer ao invés de apequenar-se, ajudar seus irmãos ao invés de viverem apenas para si e sua autodestruição.
O PERDÃO – Como entender e aplicar essa máxima de Jesus.
Muitas pessoas afirmam que já perdoaram um desafeto. Geralmente, quando afirmam isso, na verdade, decidiram entregar o caso a Deus, afastar-se da pessoa, como se diz “deixar pra lá…” e tocar a sua vida, deixando o Tempo decidir o que é certo, o que é errado, que irá mostrar a verdade. As pessoas boas de coração possuem a capacidade de aceitar as atitudes de outras pessoas que lhes fizeram mal, que lhes fizeram ou fazem sofrer e, muitas vezes, elas são até incompreendidas por essa capacidade de amar e perdoar. São Espíritos mais antigos e mais elevados em seu grau de consciência e discernimento, e sabem que perdoar faz bem principalmente para si mesmos, que entendem que não vale a pena permanecer aferrado a uma mágoa, a uma raiva, a uma aversão, pois é como um veneno que se ingere diariamente e que vai destruindo os pensamentos, os sentimentos e o corpo físico de quem costuma permanecer remoendo fatos passados.
Outras pessoas dizem que querem perdoar alguém mas acreditam que perdoar é impossível, e que apenas um Ser superior como Jesus poderia perdoar. São Espíritos em um grau um pouquinho menos elevado de consciência, mas que já tem a suficiente elevação para querer perdoar, já entenderam que o beneficiado maior é quem perdoa, conhecem as Leis Divinas da atração pelos cordões energéticos e até levantam a possibilidade de, em encarnações anteriores, terem agido mal, prejudicado, o atual “vilão”.
Outros dizem que não querem perdoar um inimigo porque tem razão na sua mágoa ou no seu ódio por essa pessoa. Não esquecem o que foi feito contra eles, ou o que deixou de ser feito, não toleram o que lhes fazem ou não fazem, enfim, acreditam-se com absoluta razão para decretar que aquela pessoa é um vilão, que esteve ou está errado, que é mau, não merece seu perdão e terá de se entender com Deus.
Enfim, nessa questão de “Perdão” encontram-se as mais variadas opiniões, os mais diversos raciocínios, dependendo do grau de elevação espiritual da pessoa que sofreu ou sofre um mal. Fico pensando que, se somos um ser espiritual com, no mínimo 500.000 anos de existência + as poucas décadas da nossa persona atual, como é arriscado ter uma opinião firmada a esse respeito. Quando alguém sente mágoa ou raiva do seu pai ou de sua mãe, pelo que lhe fez ou deixou de fazer na sua infância, como pode afirmar estar certo, ter razão nesse sentimento, se não lembra de duas questões importantíssimas:
1. Por que seu Espírito “pediu”, o que significa em outras palavras, que necessitou desse pai ou dessa mãe?
2. O que pode ter feito para ele(a) em encarnações passadas de igual ou pior teor?
Se a mágoa ou a raiva é em relação a seu marido ou ex-marido, sua esposa ou ex-esposa, outro familiar, um amigo que lhe traiu, lhe enganou, enfim, um acontecimento durante a vida, se pensar nessas mesmas duas questões, poderá afirmar com convicção que tem razão?
Nós somos um ser, que chamamos de Espírito, muito antigo, vivemos centenas ou milhares de encarnações, todo esse tempo, tudo o que aconteceu, o que fizemos, o que nos fizeram, guardado dentro do nosso Inconsciente, apenas lembramos dessa vida atual, poucas décadas de vida, vocês não acham extremamente arriscado decidir coisas como “Não vou perdoar!”, “Ele(a) me fez(faz) mal, sou(fui) sua vítima!”, “Ele(a) não merece perdão!”, etc?
Lá no Mundo Espiritual existe algo que aqui na Terra ainda não existe: o Telão. Quando voltamos para Casa, durante a nossa permanência no período intervidas, em um certo momento, somos chamados a assistir um filmezinho de nossas vidas passadas, o que fizemos, o que não fizemos, como éramos, e, ao contrário da Regressão Terapêutica realizada por nós aqui na Terra durante um tratamento de Psicoterapia Reencarnacionista, no qual é vedado incentivar o reconhecimento de pessoas no passado, lá em cima, na sessão de Telão, os Mentores oportunizam esse reconhecimento, tanto da “vítima” como do(a) “vilão(ã)”, e o resultado dessa viagem no tempo é uma cena chocante de arrependimento, de vergonha e de frustração, por não termos, na vida encarnada anterior, alcançado o que havíamos proposto a nós mesmos: o resgate e a harmonização com aquele Espírito que sabíamos iríamos encontrar aqui na Terra, para fazermos as pazes, e, pelo contrário, mantivemos a nossa tendência anterior, arcaica, de nos magoarmos, de odiarmos, de sentirmos aversão a ele. E nesse momento, quando a verdade está ali, escancarada à nossa frente, percebemos que perdemos uma grande oportunidade de nos reconciliarmos com aquele antigo desafeto e, com isso, elevarmos o nosso grau espiritual e, com bastante freqüência, nos redimirmos do que havíamos feito a ele, até pior, em encarnações passadas.
Em um livro acerca do uso de substâncias de tendência autodestrutiva (Como evoluir espiritualmente numa droga de mundo, ainda inédito, a ser lançado em 2011), em que muitas vezes por traz desse hábito encontra-se mágoa, rejeição, raiva, é muito importante trazer essa mensagem, de que é extremamente perigoso julgar alguém, condenar-se uma pessoa, decretar quem é o vilão e quem é a vítima, considerando que 20, 30, 40, 50 anos de vida é muito pouco comparado com milhares e milhares de anos, que é a idade do nosso Espírito. Em um tratamento com Psicoterapia Reencarnacionista, do qual faz parte as “sessões de Telão”, realizadas pelo terapeuta mas totalmente comandadas pelos Mentores Espirituais das pessoas, é relativamente freqüente encontrar-se depois da visita às encarnações mais recentes, vidas mais anteriores em que trocam-se os papéis, e a atual “vítima” descobre-se um “vilão” e o atual “vilão” como sua vítima… E a pessoa que fumava, bebia, usava drogas, para amenizar a sua mágoa, acalmar a sua raiva, para vingar-se ou para agredir o “vilão” (muitas vezes o seu pai ou sua mãe), o que faz agora com essa descoberta?
Tenho dito em palestras que podemos fazer duas coisas:
1. Aguardarmos a morte do nosso corpo físico e o nosso desencarne e assistirmos as sessões de Telão no Mundo Espiritual e nos encaixarmos na estatística oficial de 99% de frustrações, arrependimentos e vergonha.
2. Assistir essas sessões aqui, durante a encarnação, quando ainda estamos “vivos” e podemos, pela mudança radical do nosso raciocínio, perceber o nosso erro de interpretação, e resolvermos reavaliar completamente a nossa infância e a nossa vida, substituindo a “versão persona” da nossa história pela “versão Espírito”, e, com isso, amenizarmos os nossos sentimentos inferiores, elevarmos o nosso grau espiritual e nos reconciliarmos com antigos desafetos que “pedimos” para reencontrar.
E quando deixamos de nos sentir “vítimas” nem precisamos mais perdoar, precisamos é pedir perdão pelo que fizemos em nosso passado para o(a) atual “vilão(ã), e que Deus, em Sua Absoluta Justiça, nos presenteou com esse reencontro. Essa mudança de raciocínio, esse novo tipo de enfoque, essa abertura para a verdadeira história de conflito entre Espíritos há séculos digladiantes, opera verdadeiros milagres, pois ao invés de sabermos disso apenas lá em cima, para deixarmos para a próxima encarnação (quando provavelmente erraremos novamente…), podemos fazer isso agora, já, aqui na Terra, nessa encarnação mesmo, acertando o nosso rumo, retificando o nosso pensamento e sentimento, e aproveitando a atual encarnação para alcançarmos o crescimento espiritual almejado há tanto tempo e há tanto tempo adiado.
A verdadeira (e a falsa) rebeldia jovem
Quando eu era jovem, e não foi há tanto tempo assim, apenas algumas décadas, eu pensava, como os jovens sempre pensam, que ser jovem é ser assim como todos os jovens acham que ser jovem é… Na minha época de jovem, ser jovem era ser rebelde, independente, infringir regras, mudar esse mundo careta dos meus pais e avós, curtir as músicas que tocavam nas rádios e nos programas jovens nas televisões, e era assim que tinha de ser, era assim que eu queria ser e todos os jovens também queriam. Mais tarde, já ficando homem, fui conhecendo jovens e eles pensavam como eu pensava quando era jovem, que ser jovem é ser rebelde, independente, infringir regras, mudar esse mundo careta dos seus pais e avós, curtir as músicas que tocam nas rádios jovens e nas televisões, e é assim que tem de ser. Estão achando repetitivo o que eu estou escrevendo? Pois bem, é de propósito, continuemos. Quando fiquei coroa, quarentão, cinqüentão e agora sessentão, indo para o terço final dessa atual passagem pela Terra, fui conhecendo os novos jovens e eles querem ser rebeldes, independentes, infringir regras, mudar esse mundo careta. Os jovens que estão me lendo devem estar pensando, mas ser jovem é isso, ser rebelde, independente, infringir regras, mudar o mundo, isso é ser jovem! O meu lado (ainda) jovem concorda, mas vamos ver ponto a ponto:
Concordo inteiramente em ser rebelde, mas contra o quê e como? Existem duas maneiras de ser rebelde: rebelar-se contra a sociedade, contra seu pai, contra sua mãe, contra a sua família, contra uma parcela de políticos, contra a corrupção, contra as injustiças sociais, contra a fome, a miséria, a violência de uma negativamente, ou rebelar-se contra isso tudo de maneira positiva. Como são ambas essas maneiras? A maneira que deveria ser preferencialmente escolhida pelos jovens, se eles não fossem lavados diariamente, mentalmente, pela imagem criada de “Ser jovem é…”, seria a rebeldia positiva, ou seja buscar ser diferente, procurar ser melhor, procurar dar um exemplo, ou seja, se os adultos caretas fumam, não fumar, se os adultos caretas bebem, não beber, se os adultos caretas são acomodados, não ser acomodado, se alguns políticos são corruptos, se roubam, se enganam, não ser corrupto, não roubar, não enganar, se a injustiça social, a fome, a miséria, a violência no Brasil e no mundo lhe incomoda, entrar em ONGs, Associações, Entidades, que lutam contra isso, para que um dia ninguém mais passe fome, para que ninguém mais viva na miséria, para que acabe a violência, e essa é, então, a rebeldia positiva.
Uma certa parcela dos jovens rebela-se de maneira negativa, rebelam-se contra o errado agindo errado, fumando, bebendo, drogando-se, indo mal no Colégio, mal na Faculdade, vivendo na noite, ou trancando-se dentro de si, deprimindo-se, enraivecendo-se, enfim, uma maneira de rebelar-se que não vai dar em nada, apenas vai levar à sua própria destruição, numa canalização mal dirigida de sua força jovem, de sua indignação, que deveria ser positiva mas é negativa. Para aqueles eu dou meus parabéns, pois eles mudarão o mundo, para esses, eu dou um conselho: sejam diferentes do que não aprovam, não sejam iguais, pois estão mantendo o mundo exatamente como ele é ou até piorando-o.
Existem duas maneiras de querer ser independente: uma achando que é independente mas, na verdade, ser prisioneiro da mensagem midiática, que lhe convenceu de que ser jovem independente é fumar, beber, “aproveitar a vida”, ser maluco, meio doidão, que é o estilo americano e europeu de ser jovem… A outra maneira é ser independente mesmo, não seguindo o que as mensagens comerciais incentivam, interessadas em transformar os jovens em meros consumidores, em fonte de renda, e ser então livre dessas mensagens e ser um jovem realmente independente, que não obedece ao que dizem, o que os jovens devem fazer, como devem ser, que vocês devem fumar, que devem beber, que devem ”aproveitar” as noites, os finais de semana, as férias. Ser independente é mandar em si, mas para isso o jovem deve desenvolver um discernimento, uma visão crítica em relação ao que lhe entra pelos olhos e pelos ouvidos, se é uma mensagem positiva ou negativa, se visa lhe incentivar a usar a sua força jovem, a sua indignação, positivamente, para melhorar o mundo, ou para “aproveitar a vida”, que lhe dizem que é uma só, lhes dizem que a juventude passa rápido, que tem de fazer tudo o que pode, antes de – que horror! – virar adulto e, pior ainda, ficar velho!
No Oriente é um orgulho ficar velho, aqui no Ocidente, ficar velho é um até uma espécie de vergonha.
Quais as regras que devem ser infringidas? Uma das regras que os jovens devem infringir é a regra criada, por alguns segmentos da indústria e do comércio, de que “Ser jovem é ser doidão”, essa deve ser definitivamente infringida! Alguns programas de rádios jovens e alguns programas e filmes na televisão e sites na Internet incentivam essa concepção, ela deve ser infringida totalmente! Jovens do Brasil: infrinjam essa regra! Mas uma regra que nunca deve ser infringida é a regra moral que diz que os jovens devem esforçar-se para utilizar a sua energia e força jovem para melhorar o mundo, para acabar com o hábito de fumar, de beber, de usar outras drogas, e saber utilizar o seu tempo para colaborar em Organizações sociais, espirituais, humanitárias, para ajudar a melhorar o mundo. Essa regra deve ser imediatamente adotada! Ao invés de ir para a pracinha fumar um baseado, ao invés de ir ao bar tomar cerveja e jogar conversa fora, ao invés de ficar horas e horas em frente à televisão assistindo programas que ativam os nosso chakras inferiores ou no computador “conversando” ou jogando ou passando o tempo, rebelar-se contra isso e procurar uma Instituição onde possa unir-se à pessoas que trabalham para ajudar os pobres, irmãos abandonados, carentes, doentes. Essa é uma ótima rebeldia! Uma regra que não deve ser infringida é a que diz que os jovens devem estudar, ser ótimos alunos, para tornarem-se ótimos profissionais e trabalhar em empresas, em órgãos governamentais, que caracterizem-se por ter uma atividade que ajude a acabar com a injustiça social, com a fome, com a miséria, com a violência no Brasil e no mundo.
Essa deve ser a principal atividade e meta dos jovens! Para isso, os jovens devem perceber o que piora o mundo, o que o mantém como está e o que pode melhorá-lo para ele tornar-se, um dia, como todos queremos, nós, os utópicos. Por exemplo, um jovem é idealista e quer melhorar o mundo, e vai trabalhar numa fábrica de cigarros ou de bebida alcoólica, ou numa distribuidora dessas drogas, ou em algum local onde a venda é incentivada. Onde ficou o seu ideal? O que mais provavelmente acontecerá é que irá matar seu sonho e irá tornar-se um adulto cínico e hipócrita, que matou seu ideal juvenil, que sabe que está fazendo o que não é bom para o mundo, que trabalha em um local que não tem a preocupação social de ser útil para as pessoas, que visa apenas vender e ganhar dinheiro. Aos adultos que já foram jovens e se perderam de seu ideal e aos jovens que são bombardeados diariamente pelas mensagens “jovens” de “Como um jovem deve ser…” eu sugiro cuidado, atenção, discernimento. Vejam o que estão fazendo com aquela vontade de melhorar o mundo, de mudar o mundo para melhor, de termos uma sociedade mais justa, mais humana, mais digna. Estão fazendo isso ou apenas isso jaz adormecido, ou morto, dentro de si? Ser rebelde é usar o poder da indignação positiva e ajudar a mudar as coisas, a melhorar o mundo. Fazer a mesma coisa de quem está fazendo coisas erradas, fumar, beber, usar drogas, viver na noite, ou trabalhar em qualquer emprego, apenas para ganhar uma grana, não aproveitar o seu potencial revolucionário, modificador do mundo, não é ser rebelde, é ser conivente.


A importância de ter um local em casa para conversar com Deus
Num mundo poluído energeticamente como o que vivemos, é de fundamental importância que tenhamos em nossa casa um local para sentar, nos acalmar e conversar com Deus. Nesse exercício de meditação, procuramos acalmar os nossos pensamentos, através da busca de um silêncio interior ou de mantras, que podem ser as orações tradicionais (Pai Nosso, Ave Maria) ou afirmações, decretos, sons, etc.
O que importa é, pelo exercício freqüente dessa prática, procurarmos nos libertar gradativamente do comando do nosso pensamento, que nada mais é do que um instrumento do nosso Ego para atender os seus próprios desejos e anseios, em sua maioria ego-ístas. Qualquer pensamento que comece pela palavra “Eu” ou que tenha uma forte conotação de “Meu” e “Minha” é, em si, falso e enganoso, embora pareça real e verdadeiro. O nosso Ego é uma criação da nossa persona, para orientar o seu rumo na vida, um rumo geralmente cego e sem sentido. E o pensamento faz de tudo para que permaneçamos nesse rumo, acreditando e nos fazendo acreditar que somos nós que estamos pensando e querendo coisas, ansiando por aquelas coisas, que nós é quem somos ansiosos, impacientes, angustiados, tristes, magoados, abandonados, quando, na verdade, é a nossa persona que se sente assim e através de seu representante, o Ego, nos transmite isso, parecendo que somos nós, o que não é assim.
Qual a importância de ter em casa um local onde sentar comodamente ou deitar, relaxar, acalmar os pensamentos da minha persona e procurar Me encontrar? É de saber onde Eu estou. Certamente estou na minha persona, mas ela é apenas uma parte infinitesimal de mim, de 1 metro e 70 centímetros. Como acesso o restante de Mim? Como consigo me libertar do domínio que o Mauro exerce sobre Mim? Como consigo fazer com que o Ego atual Me obedeça? Os meus pensamentos, sendo oriundos do Mauro, não irão colaborar em nada para isso. Preciso me libertar desses pensamentos, preciso parar de pensar, não querendo parar mas, sim, não querendo nada. Como isso é possível?
Um local em casa, bonito, calmo, silencioso, confortável, onde o Mauro possa ficar de vez em quando, aprendendo a parar de pensar, pode fazer com que, aos poucos, ele comece a se libertar de si e consiga ir Me encontrando. Eu estou aqui em cima, ele precisa subir até aqui, e essa subida não é difícil, trabalhosa, árdua, pelo contrário, é como um balão. Quanto mais leve, mais sobe. Onde está o peso que impede a subida? Nos pensamentos e nos seus representantes emocionais, os sentimentos. Onde está a leveza que permite a subida? No não-pensamento.
Num local assim, onde possamos permanecer algum tempo não-pensando, não-querendo, não-desejando, podemos nos libertar, dia-a-dia, de nós mesmos, dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos e irmos nos endereçando para um local muito mais arejado, mais leve, onde tudo é diferente, onde se começa a sentir paz e conforto e onde podemos encontrar Deus com mais facilidade. Deus está em tudo, mas em locais assim podemos percebê-Lo mais facilmente. Ali está a alegria, a felicidade, a bem-aventurança, a serenidade, ali acabam-se nossos problemas, terminam nossos sofrimentos, encerram-se nossas dores. Ali nós suspiramos profundamente e nos entregamos.
Onde está o sofrimento? Parece que está nas coisas, no que aconteceu ou está acontecendo conosco, no que queríamos e não temos, no que tínhamos e perdemos mas, se examinarmos bem direitinho, de cima, o sofrimento está no nosso pensamento, em como vemos, percebemos e assimilamos o que nos causa sofrimento. Geralmente confundimos as coisas com o nosso pensamento a respeito delas e não é a mesma coisa. Como diz um dito popular: “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!”. Eu perco algo muito importante e isso me causa um enorme sofrimento. Onde está o sofrimento? Na perda ou em como eu penso isso?
A perda é a perda, o sofrimento está no meu pensamento a respeito dessa perda. Se eu não posso fazer nada em relação à perda, existe uma saída! Eu posso mudar meu pensamento a respeito dela! Mas isso vai depender de quem está comandando o pensamento sofredor: a minha persona ou Eu. A minha persona sofre porque perdeu algo ou alguém, Eu nunca perco nada.
Por que nunca perco nada? Porque Eu nunca tive nada, quem tem coisas é minha persona. Quando morre o pai do Mauro, o que aconteceu? O Mauro perdeu o pai, Eu não tenho pai. O Mauro ficou sem pai, Eu estou junto com aquele Espírito que tinha o rótulo de pai do Mauro, o Mauro ficou só, triste, eu me sinto bem, estou junto com quem foi seu pai. O Mauro sofre, Eu observo seu sofrimento. Ele não entende por que isso aconteceu, por que tinha de perder seu pai. Eu sei.
Se o pensamento (e os sentimentos) estiverem sob o comando do Mauro, ele padecerá de um sofrimento muito maior do que necessitaria, por um tempo muito maior do que deveria. Se o Mauro tiver um local em casa para meditar (parar de pensar), Eu poderei assumir o comando e transmitir a ele o que Sei, o que ele precisa lembrar, o que deve entender, a respeito de Vida, de Morte, de Impermanência, de Desapego, de Libertação, de Felicidade. O Mauro pode não me escutar e continuar sob o comando do seu próprio pensamento e dos sentimentos que advém desse comando, afundando na tristeza, na depressão, na saudade. Pode estragar sua encarnação por isso e até suicidar-se, literalmente ou através de uma doença grave e, enquanto isso, Eu aqui de cima fico observando, aguardando quando ele irá abrir mão do comando e Me passar essa tarefa, para que Eu possa falar com ele, explicar-lhe tudo, ensinar como as coisas são e, sob Meu comando, amenizar sua dor, libertar-se da auto-piedade egoísta e do sofrimento egocêntrico e infantil.
Daí a importância de termos um local em casa para, diariamente, nos acalmar, conversar com Deus e encontrar nosso Eu.
O Poder da Indignação Positiva
Antigamente, quando eu era jovem (de “casca” jovem), utilizei mal uma das maiores forças que o ser humano pode ter, que é a indignação. Eu a utilizei, como havia feito em várias encarnações passadas, da maneira equivocada como muitas pessoas fazem: negativamente.
Para dar uma idéia, em uma vida passada abandonei tudo, totalmente descontente com o mundo e fui morar isoladamente em uma floresta, até que a minha família de então, acreditando que eu estava louco, mandou me internar em um hospital psiquiátrico, ou algo semelhante naquela época, de onde saí somente após morrer, quando percebi um homem brilhante ao meu lado, onde estivera o tempo todo sem eu o ter percebido. Ele me deu a mão e me levou para o Mundo Espiritual, onde percebi meu erro: haver me indignado negativamente.
Na minha encanação anterior a essa, fui um escritor russo de “sucesso”, alcoolista, movido pela indignação negativa. Na vida atual, até uma certa fase dela, eu me movia entre a indignação negativa e a busca de isolamento para encontrar “paz”, que só encontrava no silêncio do meu quarto, entre os livros, o violão, a música.
Usei algumas substâncias prejudiciais, porque eu ainda era o mendigo, ainda era o escritor russo e era eu, hoje em dia. Até que a vida foi me amadurecendo e hoje em dia – no 1/3 final dessa encarnação – eu não como carne, não fumo, não bebo, não uso nenhuma substância prejudicial a mim e à minha Consciência, não me isolo mais. Encontrei a paz na convivência, no trabalho com meus irmãos e irmãs, na Yoga, na Meditação e posso dizer para aquele homem brilhante que me conhece há tanto tempo: Finalmente aprendi!
Atualmente, o que quero é transmitir através dos Cursos, dos trabalhos (que viemos fazendo em Centros Espíritas com pessoas que usam substâncias prejudiciais), dos Hinos espirituais, dos livros que viemos escrevendo (principalmente no ainda inédito que sairá em breve) às pessoas indignadas que utilizem essa força positivamente: a Indignação Positiva.
No século 16, um escritor chamado Thomas More (1478-1535) discípulo de Erasmo, lançou um livro chamado “A Utopia”, uma ilha onde as coisas eram mais ou menos assim: Thomas More era filho de juízes do banco dos reis, com quinze anos virou pajem do cardeal Morton, da Cantuária. Foi um pensador humanista, otimista em relação à solução dos problemas, pensando que bastava para isso bem conduzir a razão e obedecer a natureza. Era como um discípulo de Erasmo, que dedicou a ele seu principal livro “Elogio da Loucura”. Mantiveram correspondência. Thomas More chegou a chanceler da Inglaterra e escrevia para Erasmo: “Não podes avaliar com que aversão me encontro nesses negócios de príncipe, não há nada de mais odioso do que essa embaixada.” Seu principal livro é um livro político, “A Utopia”, que em grego significa “não lugar, lugar que não existe”. A Utopia é uma ilha afastada do continente europeu. A Ilha de Utopia abarca a sociedade ideal e esse termo depois virou sinônimo de coisa ideal, mas inatingível. Pode-se considerar o termo utopia como o sinônimo de uma coisa boa, porém não alcançável.
Mas, no início do século XIX, era considerada uma utopia a escravidão acabar ou o homem voar e isso acabou ocorrendo depois. Thomas More admirava Platão e tirou a inspiração para “A Utopia” da “República”. Toda a sociedade utopiana é familiar, a Ilha é uma “Grande Família”. Na história do livro, as pessoas são pacíficas. More era como Erasmo, achava o cristianismo bom em seu princípio, mas acreditava que sua mensagem fora deturpada através dos séculos. Para More, “torceram o evangelho como se fosse uma lei de chumbo, para modelá-lo segundo os maus costumes dos homens”. Uma sociedade justa deveria ter leis pouco numerosas (More era advogado) e as riquezas repartidas. A principal crítica social de More gira em torno da abolição da propriedade privada. Adverte que a igualdade seria impossível com a propriedade. E foi um dos primeiros a atacar a propriedade na era cristã.
Na República de Platão e na Utopia de More, os cidadãos adotavam um regime de comunhão de bens. A Utopia é uma ilha em forma de semi-círculo, de quinhentas milhas de arco. Tem uma fortaleza e é inacessível para quem não é nativo, pois existem poucos caminhos que escapam dos rochedos. Existem 54 cidades. Na capital, são trinta famílias com quarenta indivíduos cada. Cada família é dirigida por uma “Filarca”, ou aquela que ama. Existe renovação anual do trabalho agrícola, uma das principais atividades. Todos os meses há uma festa. Tem mel e sucos de frutas. Fazem música nas horas de lazer, além de outras coisas. Nas cidades da Utopia, grande parte das casas são de três andares. Tem palacetes também. Eles são governados por um príncipe. Todas as crianças são educadas nas escolas. Além de agricultores, os utopianos são tecelões, pedreiros, oleiros e carpinteiros. As mulheres trabalham nos serviços mais leves, como a tecelagem. Todos usam as mesmas roupas. Vestir roupas luxuosas é censurável, pois elas incitam a desigualdade e a falsa superioridade. A vaidade, no livro é criticada em diversos aspectos. O trabalho não é esgotante, são seis horas por dia, mas todos trabalham. Dessa forma, não são as massas trabalhadoras que tem que fazer o trabalho dos vagabundos e parasitas, como por exemplo certos nobres e religiosos. As crianças obedecem aos pais e todos respeitam os mais velhos. More critica o orgulho e a vaidade, que levam ao luxo supérfluo. Efetivamente, diz que todos os países do mundo adotariam o regime de Utopia se não fosse o orgulho, “esse pai de todas as pestes”. Utopia não tem dinheiro. Existem hospitais e médicos, apesar destes serem pouco requisitados, pois todos são saudáveis. É uma das profissões mais respeitadas. O prazer não está ligado ao luxo. Esse leva a um “falso prazer”, que deve ser descartado, por ser na verdade desagradável. O verdadeiro prazer pode ser mental ou corporal. Um prazer mental, pode vir por exemplo quando se compreende uma coisa. O principal prazer corporal é a saúde contínua. A saúde perfeita tem equilíbrio entre todas as partes do corpo. O bem individual é submetido ao bem geral. Tem ouro e prata importados, mas esses estão abaixo dos ferros, e não são valorosos. Na religião, acreditam na imortalidade da alma. Deus existe e recompensa a virtude. Os utopianos acreditam em felicidade após a morte, por isso não choram os mortos, só os doentes. A virtude se consegue vivendo segundo a natureza. A razão leva à adoração de Deus, os dois estão em comunhão. Só existimos por causa de Deus. A religião de Utopia funciona como uma espécie de regulador social, pois é do temor a Deus que advém a busca por justiça. Pois, se não pensarmos em uma vida após onde seremos julgados, todos buscarão todas as espécies de prazer, sem nenhum limite. A caça é proibida, por ser considerada crueldade. Todos concordam que existe um ser supremo. Os materialistas são desprezados como resultado de uma natureza inerte e impotente. A guerra na Utopia é motivo de vergonha, mas às vezes é necessária. Todos são treinados para defender a República em caso de guerra. Mas são pacíficos. Os sacerdotes rezam primeiro pela paz e depois pela vitória de Utopia. Ninguém busca a glória no campo de batalha. Na ilha, todos estão em casa em qualquer cidade. Viajam com um visto do príncipe. As cidades não são muito distantes. E apesar de ninguém ter nada, todo mundo é rico. Nos centros das casas são depositados materiais de primeira necessidade produzidos, que são pegos pelos pais de famílias.
More ergueu seu protesto, principalmente contra as injustiças da Inglaterra de Henrique VIII. Atacou a monarquia e as instituições, bem como a vida de luxos inúteis em cima do trabalho de outros. Morreu decapitado em 1535.
A indignação é uma arma poderosa, infelizmente com frequência utilizada de modo negativo, principalmente pelos jovens, mas também por adultos inconformados com a maneira como nossa sociedade está estruturada, com o que se transformou a nossa vida, e com a impressão equivocada de que somos incapazes de mudar, de transformar as coisas, de alterar profundamente para melhor o mundo todo.
A Indignação Positiva é uma arma pacífica extremamente poderosa e todos podemos utilizá-la. Basta cada um de nós se negar a continuar sendo marionete nas mãos dos donos da nossa sociedade, dos donos da nossa opinião e começarmos a exercer o que é de nosso direito: comer o que percebermos que é bom para nós, bebermos apenas o que é saudável, olharmos os programas de televisão e decidirmos se é melhor pegar um bom livro, ou fazer uma meditação, ou conversar com a família, com os amigos, com os filhos, ouvirmos apenas as músicas que vale a pena, que transmitem mensagens positivas, endereçadas aos nossos chakras superiores e não apenas aos nossos aspectos mais inferiores (sexualidade e relações afetivas egóicas).
Enfim, cada um de nós pode se tornar um formador de sua própria opinião, responsável pela sua encarnação, seu Espírito, suas metas evolutivas e, principalmente, pelo seu Templo, com cuidado e atenção.
A Indignação Positiva é a maior força que nós temos. Nos unirmos em torno dela e mudarmos o mundo é nossa obrigação social e espiritual. Vamos transformar o planeta em algo parecido com o Nosso Lar. Quem vai nessa?
Como aprendermos a respeitar o nosso Templo
A nossa casa é o nosso corpo e o nosso corpo é o nosso Templo. A boca é a porta principal do Templo, e devemos aprender a ter cuidado e atenção com o que, através dela, entra Nele. Precisamos aprender a respeitar o nosso Templo. Essa é a questão básica sobre a qual fundamenta-se o uso de cigarro, de bebidas alcoólicas, de outras substâncias tóxicas, da alimentação que não alimenta e tantas coisas que fazemos conosco, com o nosso Templo corpóreo. Todo o demais, raiva, ódio, tristeza, rejeição, mágoa, solidão, injustiças e tantas outras circunstâncias que caracterizam, ainda, a vida aqui na Terra, são os argumentos que a nossa persona utiliza para justificar a infração de algo que nunca nos ensinaram: como respeitarmos o nosso Templo.
Alguém pode imaginar abrirmos a porta do Templo da nossa Religião, seja uma Igreja, uma Casa, um Centro, e colocarmos qualquer coisa lá dentro? Alguém introduziria tonéis de bebidas alcoólicas dentro do seu Templo? Alguém guardaria lá dentro toneladas de baganas de cigarro? Alguém colocaria animais mortos em estado de decomposição lá dentro? Todos nós não temos um cuidado, um respeito, ao entrarmos no Templo da nossa Religião? Tiramos o chapéu ou o boné, algumas vezes tiramos o sapato ou o tênis, fazemos o sinal da cruz ou manifestamos alguma outra atitude de respeito. Por que então colocamos qualquer coisa para dentro do nosso corpo, se ele é o Templo através do qual se manifesta o nosso Espírito?
Muitas pessoas não tem cuidado e respeito pelo seu Templo corpóreo, abrem a sua porta e comem qualquer coisa, bebem qualquer coisa, fumam, ingerem bebidas alcoólicas, usam substâncias tóxicas, sem atentar para o que vai acontecer quando aquilo penetrar no Templo. Imaginemos que nosso corpo fosse transparente e pudéssemos ver o que acontece quando ingerimos “alimentos” não-saudáveis, “alimentos” prejudiciais, bebidas alcoólicas geralmente em grande quantidade, sem mastigar, ou bebendo em grandes goles. Certamente ficaríamos horrorizados com o que veríamos. O nosso pobre estômago enchendo daquilo tudo, misturado, sem critério, se amontoando lá dentro. O estômago pedindo clemência e nós não escutando sua mensagem, que vem através de gases, flatos, inchação, prisão de ventre, diarréia, até que ele não agüenta mais e se inflama de raiva de nós (gastrite) ou resolve se vingar e numa atitude autodestrutiva começa a abrir buracos em si mesmo (úlcera). Nada adiantando, toma a atitude drástica de acabar com essa falta de respeito e dar um jeito de nos matar (câncer). Assim vamos nós e nossa falta de respeito.
Se pudéssemos ver a fumaça corrosiva quando fumamos, entrando por nossos brônquios, queimando tudo, rindo de nós, devastando, chegando aos alvéolos de nosso pobre pulmão, passando para o sangue, percorrendo todo o organismo, empestecendo, poluindo, envenenando, destruindo, dificilmente alguém continuaria fumando. Mas dando continuidade, começaria a arcar com a vingança do corpo, com a disseminação da bronquite, os problemas pulmonares, a falta de ar, os cânceres. Nosso Templo nos dando uma lição.
O interior do nosso Templo, que deve ser um local limpo, puro, imaculado e divino, começa desde que nascemos, com exceção do leite materno, a ser poluído e degradado com alimentos que não alimentam, num critério geralmente baseado na cor, no aspecto, no sabor, no odor e não como deveria ser, baseado em se é saudável ou não, se alimenta ou não, se nutre ou apenas satisfaz os nossos sentidos, a nossa comodidade ou a nossa pressa.
Essa falta de atenção com o que colocamos dentro do nosso Templo, desde criançasm é padronizada como “normal” em nossa sociedade, faz com que todos nós assimilemos a mensagem de que não é necessário um cuidado e um respeito com o nosso corpo, e a nossa boca torna-se então, ao invés de uma guarita na fronteira, uma porteira aberta para qualquer coisa.
Os malefícios dessa prática disseminada de comer qualquer coisa, beber qualquer coisa, seja saudável ou não, em qualquer quantidade, de qualquer jeito, começou há algum tempo a ser estudada pelos médicos, pelos nutricionistas, pelas pessoas encarregadas de cuidar da nossa saúde. Mas qual a sua importância em um livro como esse que trata do uso de substâncias tóxicas? Pois é essa mesma falta de atenção, de cuidado e respeito com o nosso Templo corpóreo que faz com que muitas pessoas coloquem boca adentro as duas piores drogas existentes, as que mais nos adoecem, mais nos matam e, incrivelmente, são de uso autorizado: o cigarro e a bebida alcoólica.
Além de não trazerem nenhum benefício, não serem alimento, não nos fornecerem nada que contribua para a nossa saúde, são a porta que abre para as chamadas “drogas ilícitas”: a maconha, a cocaína, o crack e tantas outras. Existe um mito de que é a maconha que abre as portas para as drogas “pesadas”, o que não é verdade. As “drogas pesadas” são o cigarro e a bebida alcoólica e são elas que abrem para todas as demais substâncias tóxicas, tudo autorizado pelos governos. Se pode fumar e se pode beber e essa é a mensagem. Lá vão os nossos jovens no embalo das músicas e festas “jovens”, confirmando a sua imagem criada de que ser jovem é ser doidão, então pode tudo!
O cigarro e as bebidas alcoólicas não têm proteínas, não tem vitaminas, não alimentam, não nutrem, não nos fornecem nada de bom, nada de saudável, não são medicamentos, não curam nada, não resolvem nada, não nos trazem absolutamente nada de conveniente, então, meu Deus, por que as pessoas fumam e bebem? Os governos alertam que ambas são drogas perigosíssimas, alertam para seu terrível efeito devastador sobre as pessoas, mas então por que permitem a sua fabricação e venda? São a maior causa de doenças e de mortes em todo o mundo, mais do que as guerras, mais do que as terríveis catástrofes naturais que ocorrem em todos os lugares, mas seu uso é legalizado e, pior, estimulado e incentivado, apesar das frágeis e tímidas advertências e campanhas contrárias ao seu uso.
Quero, nesse livro, convencer as pessoas que não aprenderam a cuidar do seu Templo e a respeitá-lo, que comem qualquer coisa, fumam, bebem, ingerem seja o que for, abrem a porta e admitem em seu Templo o que for, sem o menor cuidado, sem o menor respeito, para que atentem para a verdadeira heresia que estão cometendo com a casa do seu Espírito e o atentado contra o seu Espírito, no principal objetivo de uma encarnação: a busca da Purificação.
Este livro a respeito de evolução espiritual tem a finalidade utópica de colaborar para que, um dia, não exista mais no Brasil (e em todos os países) nenhuma substância tóxica e que cigarro e bebidas alcoólicas não sejam mais fabricados. O cigarro provavelmente dentro de uns 20 ou 30 anos será considerado droga ilícita pois terá sua fabricação proibida. A bebida alcoólica levará um tempo maior, uns 100 ou 200 anos, pois o seu hábito é mais antigo do que o cigarro, mas também, um dia, não existirá mais na face da Terra.
Estamos encarnados no Brasil, comecemos por aqui. Todos os brasileiros querem um país melhor, todos querem governos e uma sociedade com mais amor, mais cuidado, mais atenção, mais respeito e isso é possível, desde que comecemos a enxergar as coisas como elas realmente são e percebamos a causa básica de tudo o que acontece: a falta de espiritualidade.
O uso de drogas no mundo inteiro, em todos os países e particularmente aqui no Brasil, é apenas um reflexo do que nós e nossos ancestrais viemos fazendo há séculos, criando uma terrível e desumana desigualdade social, alimentada pela corrupção e os interesses pessoais, a miséria, a fome e a violência em níveis cada vez mais alarmantes, por uma concepção pré-fabricada de que a vida é curta, é para ser aproveitada, aceitando como normal que alguns segmentos da mídia difundam qualquer produto, independentemente do critério de ser benéfico ou maléfico para nós, que uma parte das músicas nas rádios e dos filmes e séries nas televisões sejam de origem americana, nos incutindo os valores e os ideais daquele país, criando uma cultura baseada no consumo e no materialismo, alicerçada no egoísmo, na superficialidade e na competitividade e criando uma concepção de que podemos comer e beber qualquer coisa, que nos alimente ou não, que nos faça bem ou não. Assim, a maioria de nós, ingênuos e descuidados, abrimos a porta do nosso Templo e ingerimos qualquer coisa, sólida ou líquida, que satisfaça o nosso paladar ou o nosso olfato, sem atentarmos para o principal, o seu valor alimentar, o seu valor nutritivo. Sem “perguntar” se o seu estômago aprova.
Nós criamos e ajudamos a manter uma sociedade tremendamente injusta e piramidal, com uma certa parcela das pessoas que habitam o alto da pirâmide, dando um mau exemplo para quem está mais abaixo nela, uma classe intermediária fazendo de tudo para manter-se ali ou ascender na pirâmide, trabalhando em qualquer coisa que dê mais dinheiro, independentemente se é bom ou não para si e para os demais e os situados mais abaixo da pirâmide, vitimados pelo seu peso, procurando apenas sobreviver e, se possível, melhorarem de vida, sonhando em quem sabe um dia também ascenderem na pirâmide, enfeitiçados por algumas revistas e novelas das televisões que mostram um mundo mágico, o luxo, as casas maravilhosas dos donos do poder, um mundo em que o ideal de consumo cria cada vez mais e mais produtos “indispensáveis”, que a cada um ou dois anos estão ultrapassados, e lá vamos todos nós em busca do mais moderno, do mais rápido, do mais fashion.
Nesse mundo de materialismo, de superficialidade, de viver o dia-a-dia e de domínio pelos meios de comunicação (uma certa parte deles atentando apenas para a captação de patrocinadores sem importar-se com a qualidade de seu produto, se é bom para as pessoas ou não, se é saudável ou não, se a sua mensagem é positiva ou negativa) permanecemos todos imersos numa estrutura em que nos sentimos perdidos, a não ser que sejamos iguais e ansiosos e que façamos tudo como todos fazem. Nesse mundo, aprendemos desde crianças a comer qualquer coisa, recebemos a mensagem de que todas as festas devem ser comemoradas com bebida alcoólica, onde muitos pais, mães e familiares são usuários de cigarro, de medicamentos psicotrópicos (principalmente ansiolíticos e antidepressivos), dando assim um exemplo para os filhos de que tomar bebida alcoólica, fumar cigarro e usar medicamentos psicotrópicos (se não é algo realmente bom e recomendável) é de uso socialmente aceitável, criando assim a mística de que “isso pode”.
As nossas crianças, criadas nesse meio, comem qualquer coisa, vêem seus familiares usando essas substâncias, assistem às programações de televisão, em grande parte alienizantes e massacrantes, escutam as rádios e suas músicas “jovens” endereçadas aos nossos chakras inferiores, com a mensagem que devemos nos sacudir, pular, gritar e ficar “bem loucos”, numa sociedade materialista, consumista e permeada de falsos valores, em que uma partida de futebol atrai 40 mil pessoas e uma atividade de caridade, talvez 4 ou 5, em que todos querem ser jogadores de futebol, atores, atrizes ou modelos e ninguém quer ser enfermeiro ou atendente em hospital. A prioridade é ganhar dinheiro e não ajudar os outros, a meta é ficar rico e famoso e não ser uma pessoa que viva para servir aos demais. O que podemos esperar de nossos jovens, depois que lhes ensinamos a beber e fumar , já que “isso pode”?
Vão apenas continuar fazendo o que nós lhes ensinamos, o que algumas rádios jovens ensinam, o que alguns programas e filmes na televisão ensinam, que é como ser irresponsável e imediatista, que tem de estar na moda, tem de ser igual aos outros, que estudar é uma coisa chata, o legal é balada, que trabalhar só se for em algo que dê muita grana ou se for para ganhar pouco que não tenha muita coisa para fazer, que ser jovem é ser doidão, que tudo é uma festa, a vida é para ser aproveitada, que a juventude passa rápido e então tem de aproveitar. E com a nossa autorização e exemplo de abrir a porta para a bebida alcoólica e para o cigarro, e com todo esse incentivo da sociedade “moderna” à loucura e à doideira, lá vão nossos jovens procurar novas emoções, na maconha para “se acalmar e se espiritualizar”, na cocaína para “se ligar e se ativar”, no crack para “viajar mais barato”, no LSD para “aumentar o seu amor”, no Ecstasy para poder pular a noite toda, enfim, eles vão simplesmente continuar, a seu jeito, fazendo o que nós lhe ensinamos, o que a sociedade lhes transmitiu, só que agora aconteceu algo inesperado: enquanto bebiam socialmente e fumavam de vez em quando – como nós - isso é lícito (às vezes com certo exagero, mas nós também cometemos os nossos), está tudo bem. Mas drogas ilícitas, não!
A mãe pode tomar calmantes o dia todo, o filho não pode fumar maconha. O pai pode beber quando seu time ganha ou quando seu time perde, em todas as festas, aniversários, batizados, Natal e Ano Novo. Pode “correr” de carro nas ruas, competir com quem ousa lhe ultrapassar, andar a 140km/h na Free-Way porque conhece todos os pardais, mas seu filho não pode cheirar cocaína, ela é ilegal! A mãe pode ser viciada em televisão, o pai pode ser viciado em enganar clientes, o filho não pode ser viciado em nada. Uma certa parcela dos políticos dá um mau exemplo, se vendendo e refestelando na mordomia e no poder, aumentando seus próprios salários, fazendo acertos e conchavos, uma parcela dos pais e mães fazem o mesmo em seus negócios e em sua vida diária, mas os jovens tem de ser educados, responsáveis e corretos. A publicidade convence os nossos jovens de que precisam ter um celular de última geração, tênis da moda, roupas e bonés de marca e nós lhes damos isso para que não fiquem traumatizados ou se sintam mal perto dos outros, pois todos têm. Um jovem pobre vira traficante ou assaltante para ganhar dinheiro porque “tem de ter” esses bens de consumo e assalta o nosso filho para lhe roubar isso. Quem é o responsável? O jovem pobre ou quem fez sua cabeça de que isso é “importante” e “necessário” a qualquer preço? Alguns programas de televisão mostram cenas de sexo e sacanagem dia e noite para os nossos filhos e filhas e nós permitimos isso e consentimos, assistindo juntos e quem sabe, no fundo, até gostando, o nosso filho engravida uma menina ou a nossa filha engravida de um rapaz. Quem é o responsável? O nosso filho, a nossa filha, nós mesmos, as televisões? Todos.
Perguntemos a um jovem por que ele fuma maconha, por que ele cheira cocaína, por que toma LSD, por que faz essas coisas? Ele dirá que é porque os jovens fazem. Mas por que os jovens fazem? Porque nós criamos uma droga de imagem de como deve ser um jovem, construímos uma droga de mundo, uma droga de sociedade, injusta e patogênica. Muitas famílias são uma droga de família, muitos pais são uma droga de pais, a programação das televisões em grande parte é uma droga, as músicas que tocam e fazem sucesso geralmente são uma droga e nós queremos que nossos jovens não usem droga.
Todas as campanhas antidrogas são admiráveis e louváveis, aplaudo e colaboro com todas, mas nenhuma vai funcionar enquanto nós não acabarmos com essa droga de mundo, essa droga de informação que passamos para nossos filhos, essa droga de exemplo que damos a eles. É sobre isso esse livro: “As drogas”.
A sua finalidade é colaborar para que todos nós nos unamos e decidamos fazer do nosso mundo um lugar limpo para se viver, que mostremos para nossos filhos, desde crianças, que devemos cuidar do que botamos em nossa boca, do que é saudável ou não, do que é bom ou não. Precisamos aprender a cuidar e respeitar o nosso Templo.
Ele tem, além da boca, outras portas que devemos aprender a manter fechadas: os olhos e os ouvidos. Devemos aprender a selecionar melhor o que queremos, ou não, ver e o que queremos, ou não, ouvir. Podemos escolher o que queremos ver, podemos escolher o que queremos ouvir. Outra porta é o nariz, cuja única finalidade é podermos inalar o oxigênio e o Prana, necessários para nossa sobrevivência, mas algumas pessoas utilizam essa porta para colocar cocaína dentro do seu Templo.
Esse livro é sobre como aprendermos a cuidar e respeitar o nosso Templo. Esse livro é a respeito de uma utopia que só irá concretizar-se dentro de alguns séculos. Mas podemos começar já, ainda dá tempo.
Teste espiritual
1. Em sua casa, você come qualquer coisa ou cuida para que a alimentação seja saudável?
2. Você vai comer num Buffet. Serve-se de qualquer comida ou escolhe apenas o que alimentará seu corpo?
3. Você considera comer muito, comer bem?
4. O seu critério para comer é o que é nutritivo ou o que tem um odor mais simpático?
5. Você procura controlar a quantidade de proteínas, de carbohidratos, de lipídeos e de vitaminas em sua alimentação?
6. Considerando que alimentação é o que alimenta, você come arroz branco, massa e batata frita?
7. Você ainda acredita que a carne é a maior e melhor fonte de proteína que existe e ela é indispensável?
8. Você mastiga bem a comida antes de engolir?
9. Você prefere Coca-Cola ou suco de laranja?
10. Você prefere um refrigerante de limão ou suco natural de limão?
O “Amor” do Chakra Umbilical
A Terra é um lugar para onde geralmente viemos para sofrer. A causa principal, original, do sofrimento é o Egoísmo no qual “entramos” desde que Deus nos criou e nos colocou aqui nesse planeta. Aí criamos nosso Ego e começamos a sofrer.
Mas o sofrimento é apenas uma lição e podemos, gradativamente, parar de sofrer, fazer cessar esse atestado do nosso egoísmo e começarmos a ser mais felizes. Para isso, é necessário aprendermos o que é o sofrimento, porque sofremos e como podemos realizar uma transformação em nós mesmos para que ele comece a desaparecer dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos. Do planeta Terra, o sofrimento ainda vai demorar muito para desaparecer. Isto acontecerá apenas no dia em que todos os seus habitantes deixarem de ser egoístas, pararem de viver para si e de sofrer por si. Como se pode perceber, isso ainda vai demorar alguns milhares de anos…
Mas então, como podemos parar de sofrer? Em primeiro lugar, devemos perceber por quem sofremos. Vejam que está escrito “Por quem” e não “Por que” e esse é um detalhe fundamental para parar de sofrer.
Vejamos um exemplo: uma pessoa sofre porque não tem um amor. Anos e anos de sofrimento porque não tem namorado(a), chora, se desespera, bota em ação todos os mecanismos de defesa do seu ego (sublimação, negação, projeção, etc.), faz plástica, compra roupas novas, regimes, academias, e nada…
Não consegue alguém, entra em depressão, toma medicamentos, faz terapia, trabalha cada vez mais, e vai levando a vida, até que um dia – tchã, tchã, tchã, tchã – surge alguém! É ele(a)! Deus me ouviu, é exatamente o que eu queria, é perfeito(a)! Meu sofrimento vai acabar! E começa o relacionamento… e o sofrimento não acaba.
Tudo está dando certo, não é perfeito(a), mas afinal de contas também não sou, ninguém é, tem umas coisinhas que não gosto nele(a), mas é tão bom ter alguém, pra me escutar, ele(a) me entende, me aceita como sou, claro que algumas coisinhas diz que eu deveria mudar, mas tem razão, sou meio chatinho(a) mesmo… Passam os meses, todos estão felizes, mas meu sofrimento continua…
O que é? Por que eu ainda sofro? Eu sofria porque não tinha alguém, agora que consegui, continuo sofrendo? Tenho tanto medo de perder ele(a), e eu voltar a ficar sozinho(a), Deus me livre, espero que isso nunca aconteça, eu o(a) amo tanto, não poderia viver sem ele(a)… Mas ele(a) diz que me ama, por que eu continuo sofrendo? Não entendo… Vou voltar naquele(a) terapeuta…
O que eu tenho? Por que não consigo ser feliz? Hummm, é porque antes eu sofria porque não tinha ninguém e agora eu sofro porque tenho medo de perder esse amor? É isso? Mas todo mundo não é assim? Hummm, quando não tem alguém, sofre porque não tem, e quando tem, sofre porque tem medo de perder? E se perder? Hummm, vai sofrer porque perdeu? Então não tem solução! Se sofre antes, durante e depois, vai sofrer sempre… Hummm, tem de ver “por quem” sofre? Estás me dizendo que eu sou egoísta porque sofro por mim? Mas todo mundo não sofre por si? Vou sofrer por quem? O quê? Crianças aidéticas na África? Índios desnutridos e sem terra no Amazonas? Matança de focas no Polo Norte? Crianças abandonadas nas creches? Velhinhos sem ninguém nos asilos? Mendigos nas ruas? Mas o que eu tenho a ver com isso? Isso é coisa do governo, esse bando de ladrões, não fazem nada… Tenho de pensar em mim, cuidar de mim, faço o que posso, dou esmola, levo comida para um mendigo lá na esquina, mensalmente dou uma graninha pra LBV, pros Mensageiros da Caridade, pro Rotary… Já tá bom. Eu quero saber porque eu estou sempre sofrendo!
É POR QUE EU SOFRO POR MIM!!!!!!! EU PAGO PRA VIR AQUI E OUVIR TU ME DIZERES QUE SOU EGOÍSTA???????
EU NÃO TINHA NINGUÉM, AGORA EU TENHO, NÃO QUERO PERDER, ISSO “TÁ” ERRADO???????
Tá bem, vou me acalmar, desculpe… Me explique melhor isso. Deixa ver se eu entendo… O sofrimento vem do apego, de querer algo para si, de priorizar-se, de sofrer por si, de dedicar seus pensamentos primeiramente e principalmente para si, de não notar o sofrimento dos demais, de achar que seu sofrimento é maior do que de todos, DE VIVER PARA SEU UMBIGO???????????? ISSO JÁ É DEMAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Até logo!!!!!!!!!!!!!!!
Tá bem… eu me acalmo… OK, eu sento, mas me explica bem direitinho isso porque não estou entendendo. Existe o amor de barriga e o amor verdadeiro? Um amor adolescente e um amor adulto? O que as novelas tem a ver com isso? O que tu estás falando? Que elas ensinam o amor adolescente? O que é isso, meu Deus? Eu só quero parar de sofrer e tu vens com essas coisas, amor de barriga, amor adolescente, novelas, quanto tempo falta pra acabar essa consulta? E nem trouxe meu Valium…
Tá bem, eu te deixo falar. Amor de barriga é parecido com o amor mas não é amor verdadeiro, é misturado com necessidade, com carência, com falta de amor por si mesmo, é quase egoísmo, é baseado em “Eu”, “Meu” e “Minha”, é querer algo para si, é sofrer para ter algo, é sofrer para não perder, é sofrer quando perde, tu já me disseste isso… Tá bom, e o amor verdadeiro? Chico Xavier? Teresa de Calcutá? Gandhi? Eles priorizavam os outros, viviam para ajudar os outros, sofriam mais pelos outros do que por si mesmos… Tá, mas também sofriam! Ah, pela dor dos outros, pelo sofrimento dos outros, pensavam mais na dor dos outros do que na sua, não achavam que sua dor era a maior do mundo, que eram os mais infelizes do mundo, não viviam para si…
O que eu posso dizer? É o Chico, a Teresa, o Gandhi… Jesus? Bem, aí nem se fala, esse é hour concurs… Nesse momento tem pessoas do Greenpeace salvando focas no Polo? Tem gente na frente de baleeiras tentando salvar baleias? Tem pessoas na África ajudando mulheres mutiladas, crianças órfãs, doentes, aidéticos? E elas não estão sofrendo por si, estão sofrendo por outros, fazendo o que os grandes Mestres espirituais ensinaram e ensinam? E estão felizes sofrendo pelos outros? Poderiam estar em casa sofrendo por si mas preferem estar lá sofrendo por outros? E isso traz a felicidade?
Ai, meu Deus, é demais por hoje… Vamos fazer assim, eu vou indo, vamos marcar outro dia para continuarmos? Juro que vou pensar nisso. Afinal de contas, isso de ser feliz para sempre é bem de Conto de Fadas mesmo, basta morrer pra tudo terminar… Hum? Eu sei que não termina, que é só o corpo, que a gente sobe… Hum? Às vezes desce? Cruzes, nem me fala isso… O sofrimento baixa nossa freqüência, a tristeza rebaixa e após o desencarne nós vamos para onde a nossa freqüência nos leva? Posso ir para o Umbral por sofrer? OK, OK, por hoje deu. ‘Té logo, eu telefono pra marcar, ‘tá bem? Obrigado, quer dizer, nem sei se devo agradecer, acho que sim, vou pensar… Cheguei aqui sofrendo, saí sofrendo e mais confuso ainda… (beijinho, abraço, tchau).
Cannabis sativa (maconha)
A Cannabis sativa é uma planta herbácea da família das Canabiáceas e o seu principal composto químico psicoativo é o delta-9-tetrahidrocanabinol, comumente conhecido como THC. Possui também outros canabinóides, como o Cannabidiol e o Cannabinol, todos eles responsáveis pelos seus efeitos em nível do Sistema Nervoso Central. Entre esses efeitos, que atraem muitas pessoas, estão o relaxamento muscular, uma sensação de calma, uma certa sonolência, uma melhora do humor, um aumento do otimismo, um estímulo da criatividade e uma maior ou menor euforia.
Esses efeitos, no início do uso dessa planta, provocam uma sensação agradável, que cativa muitas pessoas, pois acalma, relaxa, interioriza, os problemas desaparecem, nada é mais tão sério ou grave, tudo tem solução e o uso dessa planta torna-se a solução para o stress diário, para a tristeza, para a irritação, para as coisas chatas da vida que têm de ser feitas, para voltar para si ao final do dia, para se acalmar durante o dia. O seu uso gradativamente começa a intensificar-se porque seu efeito é tão bom que não se vê motivo para não usá-la, afinal de contas, fica-se mais calmo, mais pacífico, mais alegre. Por que não usar, então?
A utilização da Cannabis começa a se intensificar, a tornar-se um ato rotineiro, um hábito diário e, aos poucos, essas sensações agradáveis começam a se transformar: o relaxamento vai virando preguiça, a calma vai se transformando em lassidão, a melhora do humor e do otimismo começa a virar postergação, a necessidade de fazer coisas chatas (coisas que não se gosta de fazer mas tem de fazer) começa-se a deixar para mais tarde (“Depois eu faço…”, “Amanhã eu faço…”), o aumento das idéias criativas vão se transformando em uma criatividade apenas teórica (“Tudo bem…”).
Quando seu uso começa na pré-adolescência ou na adolescência, com o tempo, a entrada no mundo adulto, que nada mais é do que tornar-se uma pessoa séria, responsável, dinâmica, trabalhadora, engajada no mundo, vitoriosa, começa a demorar para acontecer…
O jovem vai permanecendo jovem e não amadurece. Os anos vão passando e o jovem vai ficando sempre jovem, só que já não é mais tão jovem. A sua auto-imagem é de um jovem, e aí começa o pior: vai ficando ridículo. Veste-se como um jovem adolescente e já é um adulto, mas não se vê como adulto, sente-se ainda um jovem, mas não é mais… Os seus antigos amigos, “caretas”, tornaram-se adultos e ele, não. Quem estudou, esforçou-se, acabou a Faculdade está trabalhando, ganhando dinheiro, fazendo coisas, e ele? Ainda morando e dependendo financeiramente dos pais, que passam a ser, então, os culpados por sua situação. Ou se não são os pais, é a sociedade, o mundo, os políticos…
O que aconteceu é que as suas metas e idéias foram se transformando em apenas uma viagem mental, sem uma concretização prática das mesmas, pois o uso cotidiano dessa planta relaxa, acalma, interioriza, faz a pessoa sentir-se bem… E pode ir ocorrendo uma tendência ao isolamento, à solidão, ou a um excesso de sociabilização, um excesso de intimidade, sem critérios, com uma perda da autocrítica. O usuário não percebe mais a ruína evolutiva do seu aspecto físico, vai perdendo o cuidado com a roupa, com o cabelo, com a sua postura e atitudes, a ponto de todas as pessoas verem que ali está uma pessoa viciada em maconha, menos ela própria.
Ela vai a lugares com o odor característico da planta sem perceber isso, acha que colocar desodorante ou perfume vai disfarçar o cheiro, mas não disfarça, ou dá uma escapadinha, some, e depois volta com o sorriso infantilóide característico, falando bobagens ou escondendo-se pelo cantos.
A sua postura, a sua fala, a sua conduta começam a revelar que ela está substituindo a sua saúde, a sua maturidade, a sua energia positiva, por uma atividade egocêntrica, infantil, teórica, de quem não consegue amadurecer, tornar-se adulto, numa viagem mental por mundos pseudo-espirituais que não irão beneficiar nem a ela nem às pessoas com quem convive, e nem pessoas que necessitariam de sua atenção e cuidado, como os doentes, os pobres, os deficientes, num exercício de caridade, de cuidado, de carinho, que seu coração pede, mas que exigiria uma atitude ativa, madura, pró-ativa, e não passiva, adolescente, introvertida, como o uso dessa planta cria.
A felicidade que a pessoa sente ao início do uso, vai tornando-se uma alegria infantilóide porque o uso cotidiano dessa planta vai impedindo a pessoa de amadurecer. Um jovem de 18 anos comporta-se como um de 14, ou menos, um adulto de 20 e poucos anos parece um adolescente. Na linguagem, na maneira de vestir-se, na postura, e isso começa a se refletir nos estudos, no trabalho, e o uso de uma substância proibida por lei pode ir criando sintomas paranóicos e esquizofrênicos, como uma ilusão de perseguição, o surgimento de visões, o afloramento de idéias espirituais estranhas, principalmente se o usuário começa a ser (mal) acompanhado por espíritos desencarnados, ex-usuários, que passam a influenciá-lo em seus pensamentos, em seus hábitos, até dominarem completamente a sua mente e a sua vontade.
Muitas pessoas usuárias dessa planta afirmam que o seu uso, pela expansão da consciência que ela provoca, traz consigo uma abertura espiritual, uma nova visão a respeito da realidade, uma libertação da informação materialista da nossa sociedade egóica e capitalista, como se fosse um reencontro consigo mesmo, com a nossa identidade espiritual e, por isso, ela é considerada como uma “planta sagrada” e o seu uso é defendido como se fosse um direito espiritual, até baseando-se na liberdade de culto e opção religiosa.
Uma das alegações dos seus usuários é que essa planta é “pacífica” em sua mensagem, que ninguém sob seu efeito torna-se violento, nem agressivo, que a pessoa fica mais espiritual, mais calma, mais tranqüila, mais amorosa. E a comparação com a bebida alcoólica, que é legalizada e até incentivada e o seu efeito desrepressor, liberalizador de características escondidas, que muitas vezes degeneram em agressividade, em posturas auto e heterodestrutivas é um dos argumentos dos usuários da Cannabis. E não se pode tirar deles totalmente a razão desse raciocínio. Alguns usuários chegam a argumentar que se todas as pessoas usassem a Cannabis, terminaria a violência na Terra. Pode ser…
Então, fico pensando, quem sabe o uso sacramental da Cannabis poderia realmente ajudar a erradicarmos a nossa violência, a domesticar o ser humano, a amansar o nosso Ego, a nos espiritualizar? Talvez sim mas, infelizmente para essa potencial capacidade pacificante – pelo uso inadequado dela, pela utilização cotidiana, a qualquer momento, de qualquer maneira, sem nenhum respeito – exigiria-se, então, que a “sacralidade” dessa planta sem respeito por suas características de “planta sagrada” ocasiona o que se vê nas ruas, nos colégios, nas universidades, nos consultórios, que essa abertura espiritual, referida por muitos usuários nos primeiros tempos da utilização dessa planta, freqüentemente degenera numa experiência meramente teórica, numa espiritualidade egocêntrica e egoísta, numa busca de viagens internas de descobertas fantásticas, num exercício infantil de busca de prazer e curtição, de ampliação da capacidade de sentir os sons e as cores, visando apenas viajar, viajar e viajar. A “espiritualização” virou uma teoria, idéias espirituais, desejo de interiorizar-se mais e mais, ser calmo, pacífico, e isso me lembra uma história budista:
“Uma vez, um aprendiz se ofereceu como discípulo de um monge num templo nas montanhas. O monge perguntou o que ele sabia fazer. O aprendiz se sentou e entrou em estado meditativo. Passava o tempo e o candidato a aprendiz, ali, sentado, meditando, interiorizado… Os dias passando e ele ali, sorrindo, feliz, meditando… O monge num certo momento, resolveu interromper aquele exercício egoísta e perguntou se ele queria ajudar no templo, tinha de varrer o chão, limpar a cozinha, o banheiro… O candidato respondeu que queria iluminar-se, preferia ficar ali, meditando… O monge pegou a vassoura que estava lhe oferecendo para trabalhar e o expulsou a vassouradas dizendo que já tinha suficientes budas de pedra para enfeitar o templo…”



