A duração de um tratamento com a Psicoterapia Reencarnacionista

Passados 16 anos desde que a Psicoterapia Reencarnacionista começou a formatar-se em nosso planeta, sinalizando a psicologia do futuro, começamos agora a enxergar que, sem perceber, sofremos uma grande influência da Terapia de Regressão (TVP), no seu aspecto dessa ser uma “Terapia breve”, de 2 ou 3 meses de duração. E, com isso, as pessoas chegando para curar sintomas focais como as fobias, o transtorno do pânico, as depressões severas, dores físicas crônicas, etc., a imensa maioria oriundas de vidas passadas, e sabendo que é realmente possível curar ou melhorar de 80 a 90% esses transtornos com 2, 3 ou 4 sessões de regressão, em poucos meses, o tratamento com a Psicoterapia Reencarnacionista passou a ter, para nós, o aspecto de ser uma “Terapia breve”. E começamos a passar isso para as pessoas.

fobiaCom o imediatismo que caracteriza o ser humano, a possibilidade de resolver ou amenizar significativamente transtornos que, com as Terapias tradicionais e mesmo com Terapias alternativas, levaria anos para acontecer ou nem haveria um resultado realmente satisfatório, as pessoas gostaram da ideia e começamos a proporcionar-lhes muito mais Terapia de Regressão do que Psicoterapia Reencarnacionista. Com poucas sessões de Regressão e poucas reconsultas, acontecendo uma melhora bastante satisfatória ou a remissão total dos sintomas de suas fobias, pânico, depressão, dores físicas, etc., elas estavam muito satisfeitas, e nós também. E mesmo que soubéssemos que o trabalho estava apenas começando, pois aí seria realmente iniciada a Psicoterapia Reencarnacionista, que é a Terapia da Reforma Íntima, a Terapia da libertação do Ego, a Terapia do real aproveitamento de uma encarnação, com enorme frequência, as pessoas abandonavam o tratamento, não por estarem descontentes com ele, pelo contrário, por estarem muito satisfeitas com o resultado das Regressões em seus sintomas. Mas e a Reforma Íntima? E a libertação do seu Ego? E a releitura de sua infância? E a versão persona X Versão Espírito (Raciocínio X Contra-Raciocínio)? E o entendimento dos gatilhos e das armadilhas como situações necessárias para o afloramento de nossas inferioridades e intensificação de nossa evolução espiritual? Enfim, as pessoas e nós muito satisfeitos com o resultado das Regressões, mas e a Psicoterapia Reencarnacionista?
A nossa Escola não pode transformar-se em uma Escola de Terapia de Regressão, pois a sua intenção é muito maior, ela veio para salvar almas, veio para nos ajudar a enxergar a nossa vida (começando pela nossa infância) com os olhos espirituais e não mais com os olhos personais, veio para colaborar com os resgates entre Espíritos conflitantes, veio para nos ensinar a retificar nosso Caminho, veio para nos ajudar a evitar desenvolver doenças físicas, psicológicas e psiquiátricas devido a equívocos na maneira de enxergarmos os fatos, situações e os personagens de nossa vida, enfim, Psicoterapia Reencarnacionista não é TVP, ela é a evolução da TVP, é a utilização das Regressões com uma finalidade muito maior do que apenas melhorar ou curar sintomas focais, é a possibilidade da conscientização salvadora, do entendimento retificador, dos insights transformadores. Ela é a mesma terapia utilizada no período intervidas e, como lá, as Sessões de Telão tem um efeito clarificador e esclarecedor, mas não são a terapia em si, essa inicia olhando o Telão e mantém-se por muito tempo, até a pessoa dizer para si mesma: “Tudo foi certo em minha vida anterior, tive a infância que precisei, recebi os gatilhos que necessitei, enfrentei as armadilhas que solicitei, Deus me deu tudo que eu precisava e merecia, o enredo foi escrito com esmero, o Autor é Mestre no Amor e na Justiça, tudo foi correto, onde eu errei? Na minha maneira infantil, egóica e egocêntrica de enxergar. E o que posso fazer agora além de me envergonhar, me arrepender, me sentir profundamente frustrado e aguardar a próxima vida terrena, para ver se, dessa vez, me liberto de mim, me endereço ao meu Eu Superior, enxergo as coisas como são realmente, de uma maneira adulta, e, finalmente, começo a aproveitar essas descidas para a Terra?”
Isso é a Psicoterapia Reencarnacionista no Mundo Espiritual e é a mesma aqui na Terra. É muito mais do que as Regressões (Sessões de Telão), é a mudança na nossa maneira de enxergar, de pensar, de sentir, de agir, é a releitura madura de nossa infância, é a visão clarificada dos fatos/situações/coadjuvantes de nossa vida atual, é a preparação de nosso futuro (nessa e nas próximas encarnações…), é a subida do foco no umbigo para o coração, é aprender a falar e a pensar sem dizer “eu”, “meu” e “minha”, é ir tornando-se um auxiliar de Deus em seu projeto para a Terra, para um dia, poder ser um Seu representante.
E isso pode ser obtido em 2, 3 ou 4 meses? Impossível! É necessário que conversemos com as pessoas que nos procuram (geralmente para fazer Regressão) sobre como é a nossa psicologia, o que ela visa, o que as Regressões proporcionam (o aspecto do desligamento e o aspecto consciencial), explicar que faremos um trabalho em conjunto com sessões de conversa e sessões de Regressão, que o tratamento tem a duração de vários meses, que podem ser encontros semanais, a cada 10 dias ou quinzenais, e qual a finalidade disso. As pessoas devem entender, na 1ª consulta, que Psicoterapia Reencarnacionista não é sinônimo de Terapia de Regressão, que melhorar ou curar sintomas focais não significa evolução espiritual, que libertar-se de uma Fobia ou do Pânico é muito fácil, basta encontrar as situações originárias e desligar-se delas, mas recordar qual a nossa programação pré-reencarnatória, qual a nossa proposta de Reforma Íntima, qual o nosso caminho nessa atual encarnação, recordar para o que reencarnamos, por que co-criamos nossa infância, por que atraímos tudo em nossa vida (o aparentemente positivo e o aparentemente negativo), realmente aproveitar essa passagem pelo Astral Inferior, retornar para Casa como um vencedor de si mesmo, chegar lá em cima como alguém que conseguiu, que sofreu mas venceu, ser parabenizado e não consolado, chegar pronto para o trabalho e não necessitar ser buscado no Umbral ou encaminhado em uma maca para um hospital, tudo isso necessita ser feito em vários meses de tratamento, 8, 10 ou mais. E isso o psicoterapeuta reencarnacionista deve entender e saber explicar para as pessoas que chegam em seu consultório.
cura-do-corac3a7c3a3oO Tratamento é assim: um tratamento inicial de 6 encontros (1ª consulta e mais 2 reconsultas intercalando com 3 Sessões de Regressão), e no 6º encontro, combinamos como continuaremos o Tratamento, se necessitaremos de mais Sessões de Telão ou não, se iremos conversar semanalmente, a cada 10 dias ou quinzenalmente, até quando precisaremos nos encontrar, antes da alta, e essa ser condicionada à mudança profunda que iremos sentindo na maneira da pessoa de pensar, sentir, enxergar a sua vida, entender a sua infância, endereçar a sua vontade e energia, como está evoluindo o seu grau de libertação.
Quando uma pessoa vai realizar um Tratamento com um psicólogo ou um psiquiatra, sabe que a duração será de vários meses ou anos, no nosso caso deve ser a mesma coisa, mas diferentemente dessas Terapias não-reencarnacionistas, a nossa alcança uma muito maior profundidade e abrangência e pode necessitar até mais tempo.
Mas, para que possamos ser eficientes e competentes nesse tipo de Tratamento, no qual somos escolhidos pelo Mundo Espiritual pra Lhes auxiliar com seus discípulos, que estão perdidos aqui na Terra, precisamos iniciar tudo isso conosco mesmos, praticar em nós mesmos todos os princípios da Psicoterapia Reencarnacionista. Muitos querem ser monitores, muitos querem ser Ministrantes, a nossa Escola necessita de muitos monitores e Ministrantes para que possa cumprir a sua Missão de abranger todos os estados do Brasil e outros países. Queremos milhares de psicoterapeutas reencarnacionistas em todos os estados, em centenas de cidades, colaborando com esse Projeto do Mundo Espiritual para seus filhos que estão vagando, adoecendo-se desnecessariamente, conflitando-se, brigando, magoando-se, isolando-se, trilhando desvios e atalhos escuros, quando o Caminho da Luz é tão lindo e tão claro!
Vamos fazer da Psicoterapia Reencarnacionista a Terapia da Libertação que ela é, começando por nós mesmos e estendendo-a aos irmãos e irmãs que nos procuram.
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O MAL NECESSÁRIO BEM NECESSÁRIO – 2a. Parte, por MILTON MACIEL

Milton Maciel, escritor

Milton Maciel, escritor

Postei aqui, no dia 2 de Dezembro, um texto onde, entre outras coisas, eu contava como foi difícil encontrar na Internet o nome do autor de MAL NECESSÁRIO, canção de melodia e poema incomumente belos, imortalizada na interpretação antológica de Ney Matogrosso,

Foi preciso chegar à DECIMA SÉTIMA busca para encontrar um nome: MAURO KWITKO. Surpreendente, pois esse nome eu o tinha associado ao de um médico homeopata espiritualista, que escreve livros sobre terapia reencarnacionista. Curioso, fui ao portal do Mauro Kwitko e lá, junto à fotografia de um simpático e vivaz senhor de 65 anos, encontrei, na Biografia, a foto de uma rapaz cabeludo, com seu violão. E a constatação: Sim, era ele o autor de Mal Necessário – Música e Letra!. Então eu escrevi:
“Só não posso saber ainda como é que essa composição genial chegou a Ney Matogrosso e seus produtores musicais. Mas tenho que dizer que, para todos nós outros, resultou em grande felicidade que isso tivesse acontecido.”
POIS BEM, hoje tenho a satisfação de contar como foi que isso aconteceu. A fonte: o próprio compositor Mauro Kwitko. Tive o prazer de entrar em contato com ele por e-mail, relatando a singela homenagem que este blog lhe havia prestado e aí recebi do Mauro a mensagem postada abaixo.. Prestem atenção na forma paranormal como a composiçào surgiu e fiquem sabendo que quem escolheu o nome foi o próprio Ney MATOGROSSO:
“Milton, obrigado pela citação a minha pessoa, fiquei bem emocionado com seu gesto. Vou te contar como o “Mal Necessário” foi feito:
 
Era o ano de 1978 e um amigo em comum me levou na casa do Ney para eu mostrar músicas para ele. Tocamos a tarde toda, eu naquela expectativa do Ney se apaixonar por alguma música, sabe como é compositor, né? Bem, ele gostou, foi tudo muito bom, tudo muito bem, voltei para casa (morava com outros músicos no Leblon), e, lá chegando, por sorte, não tinha ninguém em casa, fui para a sala, sentei no chão, peguei o violão, e PARECE QUE SAÍ DO AR… QUANDO DEI POR MIM, HAVIA UMA LETRA ESCRITA; e TOQUEI A MÚSICA, e achei-a linda! Tinha tudo a ver com o Ney daquela época.
 
Fui até um orelhão, liguei para o Ney, contei o ocorrido, ele pediu para eu voltar a sua casa, mostrar essa música nova. Peguei o ônibus e fui. Lá chegando, comecei a tocar e ele se apaixonou! Pegou um gravador (cassete!) e pediu para começar de novo que ele queria gravar no gravadorzinho. Perguntou o nome? Não tinha ainda… Falei que havia sido feita para ele, o que achava? Ele pensou um momento e disse: Mal Necessário. E foi assim. Ela toca até hoje, 34 anos depois. 
 
Atualmente, eu recebo Hinos Espirituais do Astral, já são cerca de 250 Hinos, podes escutar um pouquinho no link Cds no meu Portal (www.portalmaurokwitko.com.br). Gravei 2 Cds independentes com eles – Hinos de Paz e Hinos de Amor, e estou gravando outro no Garage Band do meu IMac. Então, Milton, assim é a vida, fazemos coisas, elas vão e vem, passam, ficam, vêm outras, e a vida continua. Abração, Mauro” 
Atualmente, Mauro Ktwiko dá cursos de Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica em várias cidades: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. Informações no seu portal.
(A letra completa da canção e o link para o vídeo  estão postados no texto de 2 de Dezembro)

O IMÃ E O FAROL, por Mauro Kwitko

Um dia, um imã e um farol encontraram-se para conversar. Como um imã e um farol foram ao encontro um do outro, como um deles caminhou até o outro, ou foi de alguma outra maneira, deixo a cargo da imaginação e da criatividade de quem ler esse texto. O que sei, é que um dia um imã e um farol encontraram-se para conversar, e conversaram.

– “Ando me sentindo muito mal.”
– “Por quê, imã?”
-“Não sei bem, na verdade estou sempre me sentindo meio mal, raro é o dia em que me sinto bem.”
– “Por quê, imã?”
– “Não sei, sou uma pessoa boa, não faço mal pra ninguém, procuro só fazer o bem, ajudo um monte de gente, trabalho na caridade, num Centro Espírita, mas estou sempre me sentindo pesado, como se estivesse carregando um peso nos meus ombros, a minha cabeça pesa, tenho dores, meu estômago dói, meu intestino não funciona bem, e outras coisas.”
– “Por quê, imã?”
– “Por que você só fica me perguntando “Por quê?”, “Por quê?”, se eu soubesse não me sentia sempre assim, tem alguma ideia do que pode ser?”
– “Tenho, mas você não vai escutar ou, se escutar, não vai concordar e se concordar, não vai praticar.”
– “Mas que negativismo, uma pessoa como você, um farol, sempre bem, sempre brilhando, irradiando essa luz, essa aura maravilhosa, nunca pensei que fosse pessimista, negativo.”
– “Não sou pessimista nem negativista, sou realista. Eu sei por que você está sempre sentindo-se mal, pesado, e posso lhe dizer.”
– “Então diz, estou preparado, ou tem de fazer uma preparação especial para escutar o conselho de Vossa Majestade?”
– “Sem ironia, imã. Escute: você sabe a diferença entre um imã e um farol?”
– “Sei, o imã está sempre mal e o farol sempre bem. Mais alguma coisa, Mr. Luz?”
– “Vou fingir que não escutei. A diferença é simples: o imã capta as negatividades, as densidades baixas das demais pessoas e do ambiente, e fica para si, enquanto o farol capta a Luz do Alto e irradia. O imã assimila as tristezas e as raivas dos outros, o farol endereça a Luz para eles. O imã sofre pelas dores dos outros, o farol endereça a Luz para eles. Por isso, o imã está sempre mal e o farol está sempre bem.
– “Quer dizer que ambos sofrem pelos outros mas o imã capta e pega pra si e o farol não?”
– “O imã sofre pelos outros e assimila esse sofrimento como seu. O farol não sofre, ele apenas observa e entende.”
– “Mas o imã faz mais pelos outros do que o farol! O imã está lá, vai lá, aproxima-se, sente a dor, a tristeza das pessoas, o farol fica lá, numa boa, sempre num lugar mais elevado, apenas irradiando, clareando, iluminando, isso não é egoísmo?”
– “Ambos fazem o seu trabalho, apenas o imã nasceu com a vocação de sofrer pelos outros, e pelo mundo, enquanto que o farol nasceu com a vocação de clarear a consciência das pessoas, de clarear o mundo. Digamos que você veio para sofrer pelas pessoas e eu vim para iluminá-las.”
– “Mas de que adianta iluminá-las? Elas têm tristezas, têm dores, têm doenças, vai ficar só iluminando? Tem que ir lá, curar suas feridas, tratar suas doenças, consolá-las, dar uma palavra amiga, pegar na mão, dar apoio. É muito fácil ficar aí em cima, nesse lugar alto, só olhando, captando Luz, irradiando, eu aqui em baixo me ralando, pegando as coisas delas, sofrendo pelas injustiças, sentindo as dores do mundo, na outra vida quero vir farol.”
– “Eu já fui imã, no passado. Um dia aprendi que captar as dores e as tristezas das pessoas, sofrer pelo mundo, é um misto de bom coração e identificação. E comecei a querer manter apenas o bom coração e me libertar da identificação.”
– “Como assim?”
– “A pessoa imã tem bom coração, quer fazer o bem, e faz, quer ajudar, e ajuda bastante, é uma pessoa indispensável, ela ameniza o sofrimento dos outros, ela consola, mas ela sofre junto, ela capta, agrega a si, e não sabe despachar, eliminar, libertar-se disso.”
– “E por isso sente esse peso, esse desconforto, essa sensação de tristeza, de dor?”
– “Sim, pois além de suas próprias mazelas, agrega as dos outros, além de seus próprios sofrimentos, assimila os dos demais, além de suas próprias tragédias, entra nas dos outros. Entende?”
– “Perfeitamente. Mas como faço para mudar? Você disse que antes era uma pessoa imã e agora é uma pessoa farol, como se faz isso?”
– “A primeira coisa a fazer é entender isso, e você está entendendo, depois tem que aprender a sintonizar com o Alto, mais ou menos permanentemente, e isso não é fácil, necessita uma postura de vida que selecione onde vai colocar a sua atenção, em que vai pensar, como vai sentir as coisas, os lugares que vai frequentar, o que vai ver na televisão, o que  vai acessar na Internet, os assuntos que vai entabular com os demais, enfim, estar com os pés na Terra e a cabeça nas alturas. Será que você consegue fazer isso ou viciou-se em sofrer?”
– “Viciou-se em sofrer? Você está insinuando que eu gosto de sofrer? Que eu sofro porque quero?”
– “Não, não estou dizendo isso, estou falando sobre o hábito de sofrer que as pessoas imã têm, é como um costume, uma atitude perante a vida, não é fácil promover essa mudança, pois muitas forças interiores, muitos ganhos secundários, muitas compensações psíquicas procurarão dar um jeito de boicotar o desejo de mudança, inclusive irritando-se, me criticando, e até sentindo uma inveja que faça com que acione os mecanismos de defesa, o da negação, o da contestação, como já está acontecendo agora.”
– “Inveja? Pra falar a verdade, eu lhe acho meio metido mesmo, sempre  brilhando, chega nos lugares, parece que ilumina o ambiente, todos querem se aproximar, parece que querem absorver a luz que brota naturalmente de você, enquanto eu procuro me esconder, me enfiar num canto, pra não pegar as coisas dos outros, a energia deles, tudo me faz mal, me dá dor de cabeça, dor no corpo, fico enjoado, acho que você tem razão, preciso deixar de ser imã e ir virando farol. Aceita discípulo, amado Mestre?”
– “Não sou Mestre e não aceito discípulos, eu sou um discípulo. Meu Pai é Deus, minha Mãe é a Nossa Senhora, meu Guia é Jesus, sou um instrumento da Consciência Universal, sou um canal por onde jorra a Luz Divina, sou um mensageiro da Esperança, sou um atalho para a Vida.”
– “Como faço para ser um farol?”
– Comece a evitar sofrer pelos demais, a perceber sem agregar, a escutar sem assimilar, a sentir sem captar, e quando não conseguir, tem de aprender a despachar, a eliminar, a enviar para o Alto, para que saia de você e retorne ao Todo.”
– “Eu vou procurar fazer isso, farol. De vez em quando posso vir aqui conversar com você?”
– “Sempre que quiser, imã, eu estou sempre aqui, lembra?”
– “É verdade. Obrigado pelos conselhos, vou procurar segui-los, eu ficarei melhor e as pessoas que se aproximarem de mim, também ficarão, não é mesmo?”
– “Certamente, e fico feliz percebendo que está entendendo que é melhor jorrar Luz do que captar a escuridão, que é mais saudável irradiar a Cura do que captar a doença, que é mais curador transbordar a Claridade sobre o sofrimento do que servir de esgoto para ele. Boa sorte, imã, apareça.”
– “Apareço, sim, farol, fique com Deus.”
– “Estou sintonizado com Ele. Mais do que acreditar em Deus, procure permanecer sintonizado com Ele.”
– “Sim, farei isso.”

O QUE É A INSEGURANÇA?

A insegurança geralmente é vista, abordada em tratamentos psicológicos e tratada como algo patológico. Nos tratamentos clássicos, dessa vida apenas, ela é entendida como algo que surgiu na infância. Nos tratamentos que lidam com a Reencarnação, como uma característica que nasceu com aquela pessoa, advinda de vidas passadas. Mas não se fala sobre o que ela é, por que assim se manifesta, o que significa. E é sobre isso esse texto.
A insegurança é um atributo de um Ego forte ou um Ego fraco? E o que é um Ego forte ou fraco? Quais os critérios que norteiam essa definição? Sob quais pontos de vista pode-se dizer que um Ego é forte ou é fraco? E uma pessoa insegura, apresenta um Ego forte ou fraco? Sempre considerou-se que a insegurança é atributo de um Ego fraco, mas será mesmo? Precisamos, então, considerar duas coisas:
1. O que é um Ego forte ou fraco?
2. Sob que ponto de vista isso é assim definido?
Para isso, precisamos lembrar quem somos, de onde viemos e onde estamos. Quem somos? Um Espírito. De onde viemos? Do Plano Astral superior. Onde estamos? No Plano Astral inferior. Evidentemente, esse texto sendo escrito por um autor que acredita na Reencarnação, abordará esse estudo sob esse enfoque. Entenda-se Espírito como uma Consciência, Plano Astral superior como o período intervidas e Plano Astral inferior como a Terra.
O que é ser forte? Pelos critérios espirituais, ser forte é ser amoroso, gentil, delicado, altruísta, generoso, desapegado de si, pensar mais nos outros do que em si, não querer sobrepor-se aos demais, não ser vaidoso, orgulhoso, autoritário, não querer ser chefe de nada, querer ser igual aos outros, tratar os demais como quer ser tratado, não fazer o que não quer que seja feito para si. Todos esses atributos são de um Ego fraco, obediente ao seu Espírito, aos seus Mentores Espirituais, a Deus. E as pessoas de Ego forte são, ao contrário, egóicas, egocêntricas, egoístas, irritadas, impacientes, agressivas, autoritárias, competitivas, querem sobrepor-se aos demais, querem dominar, querem mandar, querem ser melhores, almejam ser superiores. Evidentemente, entre esses dois polos existem inúmeras graduações, tanto para um extremo como para o outro. Digamos, para exemplificar, um Chico Xavier representando as pessoas de Ego super-fraco e um Hitler, os de Ego super-forte.
Aqui na Terra, quem são os “vencedores”? Quem são os “fortes”? Quem são os primeiros nas competições mundanas? Os de Ego forte. Quem são os inseguros, os medrosos, os tímidos? Os de Ego fraco. Então vejam: os de Ego forte são um “sucesso” aqui na Terra e ao chegarem no Astral superior são encaminhados para os Grupos de Estudos dos autoritários, dos vaidosos, para entenderem essa sua ilusão. Os de Ego fraco, frequentemente, são um “fracasso” aqui na Terra e ao voltarem para Casa, são recebidos com alegria, congratulações, parabenizados pela sua coragem, de manterem-se fiéis aos valores espirituais durante o teste terreno.
Jesus afirmou: “Bem-Aventurados os mansos porque eles possuirão a Terra.” e “Bem-Aventurados os pacíficos porque eles serão chamados filhos de Deus”. Precisa dizer mais? Os mansos e os pacíficos, aqui na Terra, são inseguros, medrosos, tímidos, retraídos. Por quê? Se eles são espiritualmente superiores aos “fortes”, aos agressivos, por que sentem-se assim, fracos, inseguros, às vezes até deslocados, aqui na Terra? Porque aqui predomina um sistema de vida masculino e, ainda pior, no mau sentido, no que o masculino tem de pior, na agressividade, luta e competição, enquanto que lá no Astral superior, predomina um modo de vida feminino, no que ele tem de melhor, no amor, suavidade e gentileza. Por isso, os Espíritos mais inferiores aqui na Terra se sentem melhor e os mais superiores, sentem-se mal. Os primeiros sentem-se em casa, os outros, deslocados. Mas quando da volta para nossa Casa verdadeira, os mansos e pacíficos sentem-se em casa e os vaidosos, competitivos e egóicos, sentem-se deslocados, até (e se) entenderem essa sua ilusão, baseada em um nível ainda inferior de evolução espiritual.

Por isso esse texto, para que as pessoas que sentem-se inseguras, fracas, que sentem medo, que são retraídas, mais caladas, que não querem competir com os demais, que não querem parecer ou ser mais que os outros, que não desejam vitórias materiais, reconhecimentos egóicos, sucessos materialistas, comecem a pensar se são realmente menos que os “fortes”, os “vitoriosos”, “os que conseguem”, ou se são mais (espiritualmente)? É importante que isso seja visto e entendido a partir dos critérios que regem essa sensação, a de ser mais ou de ser menos.
Quem trabalha com a Terapia de Regressão, sabe que as pessoas inseguras, medrosas, tímidas, são assim há várias encarnações e faz parte de sua proposta de Reforma Íntima, mudarem essa maneira de ser, por isso esse texto, para que essas pessoas comecem a enxergar-se e a enxergar os demais e seu entorno social como deve ser visto, com a clareza necessária para que coloquem nos pratos de sua balança, de um lado os valores que possuem, verdadeiros, espirituais, eternos e, do outro, os valores definidos e apregoados como “assim que devemos ser”, “assim são os vencedores”, “esses os valores pelos quais devemos lutar e alcançar”.
Como dizia Gurdjief, o Espírito ao reencarnar entra em uma espécie de hipnose da qual, geralmente, só liberta-se ao desencarnar e retornar ao Mundo Espiritual. Essa hipnose, fortemente alicerçada e reforçada pelas mídias, faz com que a maioria das pessoas queira ser como foi decidido que devemos ser, como priorizaremos proceder, o que vamos querer, o que iremos almejar, onde queremos chegar. As classes inferiores (do ponto de vista social) lutando para sobreviver, a classe media lutando para ascender na pirâmide, a classe alta lutando para aí manter-se, uma grande parcela da população trabalhando em qualquer coisa que oportunize isso, chegando em casa, cansados dessa luta diária, não querem pensar, querem apenas descansar, ligar a televisão e ver o que acontece por aí. E o que acontece por aí? O que a televisão mostra, de acordo com seus critérios. E quais são esses critérios? Os que atraem a audiência. E o que atrai a audiência? O não-pensar, o deixa-pra-lá, o não-quero-me-incomodar, o-que-está-na-moda, o-que-dá-na-novela. Pois isso é o que vende. E por que é o que vende? Porque uma enorme parcela da população foi viciada em televisão, esse é o maior vício aualmente, competindo com o vício na Internet. Existe algo de bom na televisao? Sim, mas não vende. Existe algo de bom na Internet? Sim, mas poucas pessoas acessam. A televisão vende o fútil, o supérfluo, o imediatista, a Internet vende “a comunicação” entre as pessoas.
O que isso tem a ver com a insegurança? Tudo. Como se sente um menino que não é bom de bola, que nunca será craque? E uma menina que não é magrinha, que nunca poderá ser manequim? Um adolescente espiritualista, calmo, que não gosta de bagunça, de gritaria, que gosta de ficar em casa, lendo? E um adulto que não quer ser chefe, não quer ser rico, quer apenas levar uma vida tranquila, honesta e digna? Uma pessoa velha que está fora de moda, que dizem que está na melhor idade, mas não se sente assim? Uma certa ocasião atendi uma moça que afirmava ser muito insegura, medrosa, tímida, retraída, estudava Enfermagem, gostava de frequentar Centro Espírita, que queria tratar isso. Percebi que estava diante de um Espírito acima de media, que no Mundo Espiritual estaria fazendo o maior sucesso mas que aqui achava-se um fracasso… Notei que falava com admiração de sua irmã, que, ela sim, era bonita, popular, desembaraçada, conseguia o que queria, vários rapazes aos seus pés, ao passo que ela era feia, sem criatividade, poucas amigas, ninguém se interessava por ela. Perguntei a ela como era sua irmã, internamente? Me disse que era muito egoísta, autoritária, tinha ataques de raiva, só pensava nela. Fiquei um tempo observando-a, escutando o seu relato, pensando: Como é que pode um Espírito superior achar-se menos do que um Espírito inferior? Só na Terra mesmo… Em seguida, pedi a ela que pegasse uma folha de papel que lhe alcancei com um traço vertical, separando-a em duas partes, onde, acima, eu havia escrito VOCÊ e na outra parte A SUA IRMÃ. Pedi a ela que colocasse na sua parte os valores verdadeiros, do ponto de vista espiritual, ou seja, os valores morais, éticos, eternos, e fizesse o mesmo na parte destinada a sua irmã. E a deixei sozinha por um tempo. Ao retornar, vendo que ela havia terminado a tarefa, e estava chorando, muito emocionada, pedi que me alcançasse a folha de papel e vi que na sua parte a lista era bem grande, com quase duas dezenas de qualidades, enquanto que na parte de sua irmã, não passava de duas… Então lhe perguntei: Fulana, quem é superior, você ou sua irmã? E como um Espírito realmente acima da média me respondeu: ”Somos iguais, apenas eu me recordo dos valores verdadeiros e ela os esqueceu.”

ALLAN KARDEC – LIVRO DOS ESPÍRITOS (A Ética na Terapia de Regressão)

399. As vicissitudes da vida corporal sendo, ao mesmo tempo, uma expiação das faltas passadas e provas futuras, segue-se que, pela natureza dessas vicissitudes, se possa deduzir o gênero da existência anterior? 

“Muito frequentemente, visto que cada um é punido por aquilo em que pecou; todavia, não se deve fazer disto uma regra absoluta; as tendências instintivas são um indício mais seguro, pois as provações que o Espírito experimenta referem-se tanto ao futuro, quanto ao passado.”

Chegando ao termo que a Providência lhe assinou à vida na erraticidade, o próprio Espírito escolhe as provas a que deseja submeter-se para apressar o seu adiantamento, isto é, escolhe meios de adiantar-se e tais provas estão sempre em relação com as faltas que lhe cumpre expiar. Se delas triunfa, eleva-se; se sucumbe, tem que recomeçar. O Espírito goza sempre do livre-arbítrio. Em virtude dessa liberdade é que escolhe, quando desencarnado, as provas da vida corporal e que, quando encarnado, decide fazer ou não uma coisa procede à escolha entre o bem e o mal. Negar ao homem o livre-arbítrio fora reduzi-lo à condição de máquina.

Mergulhando na vida corpórea, perde o Espírito, momentaneamente, a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as cobrisse. Todavia, conserva algumas vezes vaga consciência dessas vidas, que,mesmo em certas circunstâncias lhe podem ser reveladas. Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores espontaneamente lhe fazem, com um fim útil, nunca para satisfazer a vã curiosidade.

 As existências futuras, essas em nenhum caso podem ser reveladas, pela razão de que dependem do modo por que o Espírito se sairá da existência atual e da escolha que ulteriormente faça. O esquecimento das faltas praticadas não constitui obstáculo à melhoria do Espírito, porquanto, se é certo que este não se lembra delas com precisão, não menos certo é que a circunstância de as ter conhecido na erraticidade e de haver desejado repará-las o guia por intuição e lhe dá a ideia de resistir ao mal, ideia que é a voz da consciência, tendo a secundá-la os Espíritos superiores que o assistem, se atende às boas inspirações que lhe dão.

O homem não conhece os atos que praticou em suas existências pretéritas, mas pode sempre saber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual o cunho predominante do seu caráter. Bastará então julgar do que foi, não pelo que é, sim, pelas suas tendências. As vicissitudes da vida corpórea constituem expiação das faltas do passado e, simultaneamente, provas com relação ao futuro. Depuram-nos e elevam-nos, se as suportamos resignados e sem murmurar. A natureza dessas vicissitudes e das provas que sofremos também nos podem esclarecer acerca do que fomos e do que fizemos, do mesmo modo que neste mundo julgamos dos atos de um culpado pelo castigo que lhe inflige a lei.

O que são Afro-descendentes?

Venho acompanhando há algum tempo a iniciativa de dedicar uma certa parcela de matrículas nas Universidades Federais aos afro-descendentes e fico me perguntando: O que são Afro-descendentes? Se nós olharmos pela cor da pele, são mesmo, mas se olharmos pelo prisma reencarnacionista, são Espíritos que nessa atual encarnação vieram nessa cor de pele. Podemos dizer, então, que todos os negros são afro-descendentes? Quantos deles já foram brancos em outras encarnações? Quantos brancos já foram negros em outras encarnações? Os negros “são” negros ou “estão” negros? Eu “sou” brasileiro ou nessa atual encarnação, nasci no Brasil? Já me vi na encarnação anterior, um escritor russo, eu era russo ou tinha encarnado naquele país? Na encarnação anterior eu fui um mendigo, hoje sou médico…
No meio da Terapia de Regressão, existe uma piadinha que diz que se o Bush reencarnar iraquiano, vai atacar os Estados Unidos… Fico então pensando: um judeu que não gosta de árabes, se reencarnar árabe, não vai gostar de judeus… Um branco que não gosta de negros, se reencarnar negro não vai gostar de brancos… Um brasileiro que não gosta de argentinos, se reencarnar argentino, não vai gostar de brasileiros… Parecem piadinhas, mas essas “piadinhas” nos mostram a origem verdadeira da desigualdade social, da violência em nosso planeta, do racismo e das guerras.
Trabalhando com a Terapia de Regressão há uns 20 anos, em cerca de 10.000 pessoas regredidas, tenho escutado muitas histórias de vidas passadas e nelas as pessoas enxergam-se de várias cores de pele, várias nacionalidades, várias condições sociais, de gênero sexual, etc. O que a Reencarnação ensina (e cerca de metade da população mundial é reencarnacionista) é que existe uma identidade comum a todos nós – somos um Espírito – e rótulos que podem nos iludir e afastar, e até provocar discriminação, racismo, violência e guerra, que os orientais chamam de Maya, e que chamamos de “ilusões dos rótulos das cascas”, entre elas a nossa nacionalidade e a nossa cor de pele.
Então, pela noção da Reencarnação, não existe “Afro-descendentes”, e sim pessoas que vieram com essa cor de pele por desígnios que apenas a Deus compete saber a finalidade, como não existe “brasileiro” e sim pessoas que nasceram nessa encarnação aqui no Brasil, como não existe “americano”, “iraquiano”, afegão”, etc., e sim pessoas nascidas nesses países nessa vida atual. Também não existe “o povo judeu” e nem “o povo árabe”, são pessoas que nasceram em Israel ou reencarnaram em famílias judias e pessoas que nasceram em países árabes ou nasceram em famílias árabes em outros países.
Percebam o potencial igualitário e solidário que a noção reencarnacionista pode trazer ao nosso planeta, quando todos entenderem que os rótulos são verdades aparentes, temporárias, que somos todos filhos de Deus, somos todos irmãos, e que o que nos afasta são esses rótulos. Um negro e um branco, após desencarnarem e chegarem ao Mundo Espiritual, o que são? Dois Espíritos, iguais, sem cor de pele (e sem pele…) e lá entendem que caíram nas malhas da ilusão da separatividade. Uma pessoa rica e uma pessoa pobre ao voltarem para Casa, o que percebem? Que eram iguais, afastados por rótulos sociais de uma falsa hierarquia monetária. Um judeu e um árabe, ao final da jornada terrestre, chegam ao Mundo Espiritual, continuam judeu e árabe? São iguais, de nenhuma raça nem religião, apenas retornando à raça primordial e à religião divina, igualitária e comunitária. Um americano e um iraquiano, ao final da vida, encontram-se no “céu”, o que são? Irmãos de fé verdadeira, de amor divino.
Então, a Reencarnação ensina que não existe “Afro-descendentes”, não existem “brancos”, “negros”, “nacionalidade” e outros rótulos ilusórios, temporários, somos todos iguais e devemos nos amar, nos respeitar, nos ajudar, dar as mãos, trabalhar juntos, comemorar juntos o fim das desigualdades e da violência criadas pela ilusão dos rótulos, e colaborarmos com Deus em Seu projeto para esse planeta, para que, em algum tempo, findo o período das trevas e surgindo a Luz no horizonte, dentro do nosso coração, possamos todos nos enxergar como realmente somos, seres de luz, seres de puro amor, esquecidos de nossa condição divina, presos nas malhas das ilusões, cometendo atos dignos de crianças rebeldes e desobedientes, enquanto nosso Pai aguarda, pacientemente, que cresçamos, nos tornemos adultos espirituais, e deixemos de lado essas brincadeiras perigosas e letais. Como disse Divaldo Franco em uma palestra: “Grande parte das pessoas adultas necessita consultar com um psicólogo infantil.”

Alimentos Veganos

Fazer uma alimentação vegana não se resume a eliminar a carne, o peixe, os lacticínios, os ovos e outros produtos de origem animal. É preciso introduzir outros alimentos que tomem o lugar dos eliminados para não ficarmos com uma dieta nutricionalmente pobre — sobretudo se a nossa dieta já não era muito variada anteriormente.
Como vegano, podes descobrir todo um novo mundo de ingredientes e sabores. Uma coisa que a tua dieta não terá de ser é monótona! Contudo, não tens de mudar a tua alimentação radicalmente de um dia para o outro. Podes perfeitamente continuar a fazer os pratos que já fazias trocando os produtos de origem animal por produtos de origem vegetal e continuar a basear a tua alimentação em alimentos tradicionais como o feijão, o grão-de-bico, as lentilhas, o arroz e os legumes.
Cereais e Frutas
Numa dieta equilibrada, a principal fonte de energia (hidratos de carbono) devem ser os cereais integrais, nomeadamente arroz, trigo (massa, pão), aveia e milhete, entre outros. Claro que os veganos podem perfeitamente consumir cereais refinados (brancos), mas as alternativas integrais são muito mais ricas em nutrientes (nomeadamente minerais e vitaminas) e, por conseguinte, melhores opções.
Às vezes, ficamos com a ideia de que os alimentos integrais não sabem muito bem, mas a verdade é que são muito mais ricos em sabor. É uma questão de cozinhar e temperar os alimentos ao nosso gosto e também uma questão de hábito. Quando te habituares à riqueza do sabor dos alimentos integrais, vais provavelmente achar que os alimentos refinados têm um sabor muito pouco interessante.
 
Hortaliças e Frutas
As hortaliças e a fruta são extremamente importantes para a saúde e devem fazer parte da dieta diária de qualquer pessoa. Os legumes de folha verde escura são muito ricos em nutrientes importantes, nomeadamente vitaminas, ferro, cálcio e outros minerais, sendo recomendável consumi-los todos os dias. A tradicional sopa é uma excelente forma de consumir diversas hortaliças em conjunto e é fácil obter um sabor que nos agrade, combinando várias hortaliças e utilizando ervas aromáticas — as sopas não têm certamente de ser insossas, como algumas sopas de cantina que deixam os estudantes traumatizados…
A fruta, claro está, também é muito importante. Se não gostares muito de comer fruta individualmente, experimenta fazer uma salada de diversos frutos, de modo a misturar diferentes sabores. Por exemplo, uma combinação de banana, kiwi, maçã e laranja é uma escolha acertada. Se mexeres bem a fruta na saladeira, ainda mais saboroso fica.
 
Leguminosas
As leguminosas devem ser a fonte de proteína de eleição dos veganos. Mas, além de serem uma excelente fonte de proteína, as leguminosas são também ricas em fibra e minerais (incluindo ferro).
As leguminosas incluem diversos tipos de feijão/grão: feijão preto, feijão encarnado, feijão frade, feijão azuki, feijão mung, grão-de-bico, lentilhas castanhas, lentilhas verdes, lentilhas amarelas, ervilhas, tofu e tempeh (feitos de feijão de soja), entre outros. A escolha é muito variada e as formas de cozinhar as leguminosas também o são: desde comer o feijão simples (cozido), passando pela feijoada ou chili vegano, até ao hummus (preparado de grão-de-bico e tahini).
 
Tofu
O tofu é um alimento feito a partir de feijões de soja, água e um agente coagulante. Tem origem na China, onde já é utilizado há milhares de anos. O tofu é uma excelente fonte de proteína e de cálcio. É um alimento com um sabor neutro, mas que absorve muito facilmente diferentes sabores, o que o torna num alimento extremamente versátil que tanto pode ser utilizado em pratos salgados como doces.
Normalmente, o tofu vende-se embalado com água. Depois de aberto, o tofu não utilizado pode voltar a ser armazenado no frigorífico, imerso em água num recipiente fechado.
 
Seitan
O seitan é um alimento rico em proteína feito à base de glúten de trigo e utilizado na Ásia há centenas de anos. Embora seja feito de trigo, não tem grandes semelhanças com o pão. Quando cozinhado, o seitan tem um aspecto e textura extremamente idênticos aos da carne.
Normalmente, o seitan vende-se embalado com água. Depois de aberto, o seitan não utilizado pode voltar a ser armazenado no frigorífico, imerso em água num recipiente fechado.
 
Quinoa
A quinoa é um alimento nativo da América do Sul, conhecido como o “ouro dos Incas”. Embora seja conhecida como cereal, trata-se de uma semente de excelente valor nutricional. É muito rica em proteínas, incluindo todas as proteínas essenciais, o que faz dela um alimento bastante adequado para os veganos. A quinoa é também muito rica em fibra, magnésio, ferro e fósforo, e é isenta de glúten, sendo por isso um alimento de fácil digestão.
A preparação da quinoa é idêntica à dos cereais integrais (como o arroz), mas a sua cozedura é bastante mais rápida (15-20 minutos).
 
Tahini
O tahini é uma pasta feita a partir de sementes de sésamo sem casca e tem origem no Médio Oriente, onde é utilizado há centenas de anos. Existem pastas de sésamo feitas a partir de sementes de sésamo com casca, mas são mais amargas e espessas do que o tahini.
O tahini é idêntico à manteiga de amendoim em consistência e também em sabor, mas tem um valor nutricional superior. É muito rico em cálcio, sendo muito popular sobretudo como ingrediente para fazer hummus. O hummus é um alimento típico do Médio Oriente, feito à base de grão-de-bico e tahini. É delicioso, especialmente quando saboreado com azeitonas pretas.
 
Tempeh
O tempeh é um dos alimentos de soja mais saudáveis. É altamente nutritivo, rico em proteína, cálcio e isoflavonóides, e com muito baixo teor de gordura. É feito a partir de feijão de soja integral, cozinhado e fermentado.
Trata-se de um aglomerado firme e compacto, sendo recomendável cortá-lo em rodelas ou pequenos cubos para o cozinhar, por exemplo, num refogado. Ao contrário do tofu, tem um sabor distinto (pode ser necessário algum tempo até nos habituarmos ao seu sabor característico), sendo por vezes incluídos cereais na sua produção.
 
Molho de Soja (Shoyu)
O molho de soja é um condimento utilizado em substituição do sal e foi originalmente criado na China há milhares de anos. O molho de soja é feito com soja fermentada, trigo, sal e água.
No Japão, o molho de soja é denominado shoyu, sendo este o molho de soja mais popular de boa qualidade que se encontra à venda em Portugal. Também de origem japonesa, o tamari é outro molho de soja popular, mas com um sabor mais forte e sem trigo (ou com quantidade muito reduzida de trigo).
Dado que contém sal, o molho de soja deve ser utilizado com moderação. No entanto, o molho de soja permite conferir um sabor agradável e característico aos alimentos com menor quantidade de sal do que se fosse utilizado sal por si só.
 
Miso
O miso é uma pasta feita de feijões de soja fermentados ao longo de semanas ou anos. Por se tratar de um alimento feito de soja fermentada, o miso é um alimento rico em vários minerais, tais como o magnésio, zinco e cobre, para além de apresentar diversos benefícios para a saúde. A fermentação do feijão de soja pode ser efectuada em conjunto com outro cereal, como o arroz, a cevada ou o trigo, o que confere um sabor diferente e mais suave ao miso.
É originário do Japão, onde é amplamente utilizado na cozinha tradicional há largas centenas de anos. Pode ser utilizado como condimento (substituindo o sal) em diversos pratos, sendo o mais comum a sopa.
 
Proteína de Soja Texturizada/Soja Granulada
A proteína de soja texturizada (ou soja granulada) é uma fonte de proteína muito económica criada a partir de farinha de soja por um processo industrial. A proteína de soja texturizada é também rica em ferro, cálcio, fibra e zinco. Dado que se trata de um alimento desidratado, a proteína de soja texturizada tem de ser reidratada em água quente durante uns 10 minutos ou durante o processo de cozedura.
A proteína de soja texturizada tem cerca de 50% de proteína (antes de ser reidratada) e, depois de cozinhada, tem uma textura idêntica à de carne picada. Para além do granulado fino, existe também proteína de soja texturizada em pedaços maiores (mas não costuma ficar tão saborosa).
Dado que se trata de um alimento bastante processado, não é muito recomendável como opção frequente.
 
Leite Vegetal
O leite vegetal mais popular entre os veganos é o leite de soja, mas também existe leite de aveia, leite de arroz e leite de amêndoa, entre outros. Os diferentes leites veganos têm sabores bastantes distintos e os leites de soja também variam bastante de sabor consoante a marca.
A maioria dos leites vegetais é enriquecida com cálcio numa quantidade idêntica ao existente no leite de vaca, pelo que esses leites vegetais são uma fonte de cálcio equiparável ao leite de vaca.
Não te assustes se experimentares algum leite de que não gostes. Quase de certeza que há outros leites vegetais com um sabor que te agrade mais (os leites de soja simples mais saborosos costumam ser os que incluem aroma de maçã).
 
Iogurte Vegetal
Existem muitos iogurtes vegetais à disposição dos veganos que são tão ou mais saborosos que as alternativas de origem animal. A maioria dos iogurtes veganos é feita de soja e contém as benéficas bactérias probióticas que ajudam a fortalecer a flora intestinal. Não confundir os iogurtes com as sobremesas de soja: os iogurtes são nutricionalmente mais interessantes, pois tratam-se de alimentos fermentados.
Para além dos iogurtes veganos que é possível encontrar nas lojas de produtos naturais/dietéticos, existem diversos iogurtes vegetais na maioria dos supermercados. Algumas marcas disponíveis em supermercados incluem: Alpro, Soja Sun, Danone Savia e Soywell (Lidl).
 
Margarina Vegana
A margarina é um alimento muito popular para barrar o pão, mas a maioria das margarinas vegetais não são veganas, pois contêm soro de leite (para além de vitamina D e A, que poderão ser também de origem animal).
Felizmente, podes encontrar margarina Alpro, que é vegana, à venda na maioria dos supermercados e hipermercados. As lojas de produtos naturais/dietéticos costumam ter outras alternativas veganas e biológicas, como a margarina Vitaquell ou a margarina Provamel.
 
Queijo Vegetal
Para muitos veganos, o queijo é o alimento de origem animal que mais lhes custou abandonar. No entanto, cada vez há mais oferta de queijos vegetais com um sabor muito idêntico ao queijo de origem animal, pelo que podes continuar a desfrutar de um paladar semelhante ao do queijo sem contribuíres para a exploração animal.
Existem queijos veganos de diversos sabores e consistências, sendo inclusive possível utilizá-los em pizas veganas. Por exemplo, podes usar o queijo vegetal Mozarella da Provida, previamente misturado com azeite e água (fica em creme). 30 g de queijo + 30 g de azeite + 80-100 g de água misturados com a varinha dá um creme interessante para piza ou outro cozinhado. Mas é importante usar um azeite com acidez muito baixa (0,5 ou menos), senão fica a saber a azeite (que não é o objectivo).
 
Maionese Vegetal
Podes encontrar maionese vegana da marca Granovita (Mayola) à venda nas lojas de produtos naturais/dietéticos e maionese vegana da marca Diese à venda na maioria dos supermercados e hipermercados.
Ao contrário do que possa parecer, também é relativamente simples fazer maionese vegetal caseira. Basta utilizares uma quantidade idêntica de azeite ou óleo vegetal e de leite de soja, um pouco de sumo de limão ou vinagre, e uma pitada de sal e pimenta. Mistura todos os ingredientes com uma varinha ou robô de cozinha, excepto o óleo, o qual deve ir sendo gradualmente acrescentado à mistura (enquanto está a ser mexida) até obteres a consistência desejada para a maionese.
 
Salsichas Vegetais
Existem salsichas veganas que são tão ou mais saborosas do que as versões de origem animal. Mas, lamentavelmente, a maioria das salsichas sem carne à venda no mercado contém albumina de ovo.
Uma marca que tem excelentes salsichas veganas é a Taifun (que podes encontrar em algumas lojas de produtos biológicos). Outra marca com salsichas veganas é a Viana, sendo possível encontrá-las nas lojas Celeiro ou encomendar através da Dietimport.
 
Hambúrgueres Vegetais
Os veganos também podem comer hambúrgueres com batatas fritas quando lhes apetece! Existem diversas marcas que vendem hambúrgueres veganos. A Natursoy tem alguns hambúrgueres veganos muito bons, mas nem todos os hambúrgueres da marca são integralmente vegetais. Outra marca com hambúrgueres veganos é a La Finestra Sul Cielo (à venda em algumas lojas de produtos biológicos).
Podes encontrar (ou encomendar) hambúrgueres veganos em lojas de produtos naturais/dietéticos.
 
Enchidos e Fumados Vegetais
Os tradicionais chouriço ou farinheira de carne também estão disponíveis em versões veganas e o sabor é capaz de enganar os mais distraídos. Se quiseres fazer uma feijoada para deixar os omnívoros de boca aberta, o chouriço vegetal é uma boa opção.
Encontram-se à venda em lojas de produtos naturais/dietéticos e também em hipermercados.
 
Preparados Orientais
Existem alguns preparados orientais (incidentalmente) veganos, tais como crepes chineses e chamuças, que podes encontrar em supermercados e hipermercados e que podem ser bastante práticos quando se pretende elaborar uma refeição rapidamente ou para usar como aperitivo.
Os crepes chineses da marca Maggi são veganos e encontram-se à venda na maioria dos supermercados e hipermercados. No Lidl, podes encontrar embalagens com 8 chamuças e 8bhajji de cebola veganos bastante bons — o produto encontra-se na zona dos congelados e denomina-se Vitasia: 16 mini-snacks indianos.
Fonte: Templo do Sol