Os EUA não gostam de ser atacados

tio samHá décadas, os EUA atacam países, bombardeiam, aleijam, assassinam milhares de pessoas inocentes, crianças, jovens, homens, mulheres, velhos, destroem hospitais, escolas, casas, creches, asilos, mas sempre é para derrubar ditadores que estão matando o seu próprio povo, precisam ser derrubados. Chama o xerife! Para derrubá-los, os EUA vão lá e matam eles mesmos o povo… Mas geralmente esses ditadores foram colocados no poder pelos próprios EUA e, enquanto servem aos seus interesses econômicos e de domínio, são apoiados incondicionalmente mas quando, por algum motivo, um desses ditadores resolve não mais atender os interesses americanos, começam a ser chamados de ditadores e devem ser derrubados, nem que para isso, assassinem-se milhares de pessoas inocentes além, claro, de jovens americanos (geralmente negros e pobres) contratados por milhares de dólares mensais para ir lutar contra um ditador, em um país que eles nunca ouviram falar. Os que retornam, voltam com traumas terríveis, físicos e psicológicos, quando não sem braço, sem perna, cegos, surdos, e depois de receberem uma medalha pelos serviços prestados, ao som do Hino Americano, enquanto a bandeira é hasteada, passam a receber uma pensão vitalícia do governo americano. Os que não retornam, morreram para que os fabricantes americanos de armas consigam vender mais armas, bombas, aviões, navios, já que os fabricantes de armas são os mesmos fabricantes das guerras e o país que mais produz armas é também o que mais produz guerras.

         Sempre que os EUA está em litígio com algum país, em que algum ditador deve ser derrubado pelo xerife americano, alguma coisa acontece por lá… Derrubaram as Torres Gêmeas e o Iraque foi atacado. Quando a Coréia do Norte está incomodando (na verdade está fazendo exatamente o que os fabricantes de armas – e de guerras – americanos querem: incomodar) explodem bombas em uma maratona. Que horror! Atacaram o Império! Como ousam? Apenas nós podemos atacar! O que estão pensando?
         O ataque às Torres Gêmeas até hoje é denominado um “ataque terrorista” e os ataques dos EUA nessas décadas todas, no Vietnã, na Palestina, no Iraque, no Afeganistão, e em breve na Coréia do Norte, são o que? Por que a imprensa nunca chama os EUA de país terrorista? Por que os ataques covardes americanos nunca são chamados de ataques terroristas? Por que os terroristas são sempre os outros? Nesse ataque, que muitas pessoas afirmam com convicção que foi engendrado pela CIA – pode-se duvidar disso? – morreram cerca de 2.000 pessoas, um número muitíssimo inferior aos ataques americanos à “torres” nos diversos países onde eles foram derrubar ditadores, cerca de 50 ou talvez 100 vezes superior a isso. No momento do ataque, quando os aeroportos foram fechados, apenas um avião recebeu autorização para levantar voo, nesse avião estava a família de Bin Laden,  sócios da família Bush… Interessante. O dia do ataque às Torres Gêmeas foi consagrado como o Dia de Combate ao Terrorismo, ou seja, atacar o Império é terrorismo, atacar os outros países é uma ação justa e necessária.
         Por que a Coréia do Norte não pode ter a bomba atômica? Por que o Irã não pode? Eu sei, mas o que eu não sei é porque os EUA pode, Israel pode, a França pode, a Inglaterra pode, a Rússia pode, a Índia pode… Quem comanda tudo no mundo é a ONU, em cuja sigla deveriam ser acrescentadas algumas letras, e chamar-se ONUPPI (Organização das Nações Unidas em Prol de seus Próprios Interesses). Os países que comandam a autointitulada ONU, um seleto grupo de países onde não é qualquer um que entra, decidem o que pode, o que não pode e sempre funciona assim: o que serve aos interesses expansionistas e econômicos de seus membros, pode, o que contraria esses interesses, não pode.
         Eu sou um espiritualista e um pacifista, contrário a qualquer tipo de violência, mas anseio pelo dia em que a verdade venha à tona, os heróis sejam assim considerados e os vilões, desmascarados. Para isso, é necessário que tenhamos um olhar crítico sobre os acontecimentos, que não nos impressionemos com as notícias e sua rápida interpretação, que comecemos a pensar por nós próprios, que percebamos com clareza quem ataca e quem é atacado, quem é o vilão, quem é a vítima, para que não aconteça de, novamente, como no Velho Oeste, quando os americanos dizimaram os índios, escalpelavam-nos para vender seus couros cabeludos na Europa para confeccionar perucas, acabaram com as manadas de búfalos (Por que o “grande herói americano” Búfalo Bill recebeu esse nome?), atacavam suas aldeias, seus cemitérios sagrados, suas florestas e rios que aqueles “selvagens” reverenciavam como seres vivos, para, no final de tudo, os americanos serem considerados pioneiros e desbravadores e os índios de “malditos selvagens”. O que mudou de lá para cá? Os americanos continuam os heróis e os novos índios são esses árabes sujos e barbudos, todos com cara de terroristas, que querem – imagine! – que os americanos voltem para sua terra e deixem-nos viver em paz ou do jeito que quiserem ou puderem. O que os americanos estão fazendo lá do outro lado do mundo? Quem os nomeou xerifes do mundo? Por que não voltam para casa e vão cuidar de sua vida? Os fabricantes de armas não permitem, para eles o negócio é fabricar guerras, e aleijar e matar pessoas faz parte do seu negócio. Nem que tenham que derrubar as Torres Gêmeas ou soltar bombas na Maratona, a paz não é de seu interesse, ela não dá dinheiro.
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3 respostas em “Os EUA não gostam de ser atacados

  1. Uma análise certeira e com o tom de emoção necessária. Ser pacifista não quer dizer, necessariamente, não lutar. Devemos ter consciência do processo de dominação que se opera, dos interesses escusos em jogo, da manipulação das notícias, e denunciar. Esta é a luta. Espargir luz nas mentes ainda ´pouco esclarecidas.
    Pois estes senhores que, hoje, propõem a guerra e a destruição estão em sintonia com outros senhores desencarnados do umbral inferior. E a luta com eles não se dá só com doutrinação…

  2. um dia abriremos os olhos e será bastante perturbador descobrirmos que vivemos em mundo MATRIX . quantos enganos e ilusões em um mundo em que é impossivel aprendermos a amar o próximo , mas a campanha do ódio, da segregação racial e demais mazelas, irrompe fronteiras e atinge a milhares de corações,,, triste realidade

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