A MEDICINA OU AS MEDICINAS?

Existem afirmações que, com o tempo, passam a ser ”verdades” e quase ninguém percebe que não é uma verdade e, sim, apenas algo que, um dia, foi afirmado e, com o tempo, foi firmando-se e se firmou. Uma dessas afirmações que tornou-se uma “verdade” é de que a Medicina Alopática é “A Medicina” e que o Conselho Federal da Medicina Alopática deve fiscalizar o exercício da “Medicina”, quando, na verdade, não existe uma Medicina e, sim, várias Medicinas, a Alopatia sendo apenas uma delas, e o CFM não deveria ter esse nome e, sim, chamar-se Conselho Federal da Medicina Alopática (CFMA), e ter apenas um poder disciplinador e fiscalizador sobre os médicos formados nas Faculdades da Medicina Alopática, que é o nome que deveriam ter as “Faculdades de Medicina”.
Apenas mudando o “de” para o “da”, mostra-se a diferença, pois é diferente a denominação “Faculdade de Medicina” da denominação “Faculdade da Medicina Alopática”. E acrescentando o tipo de Medicina após o nome do seu Conselho, define-se a sua atribuição, poder e campo de ação.
O CFMA está extrapolando o seu direito que deveria ser apenas o de disciplinar e fiscalizar o exercício profissional dos médicos alopatas, formados nas Faculdades da Medicina Alopática, e não decidir quais Medicinas devem fazer parte da “Medicina”. Conforme visto anteriormente, com o tempo, a Medicina Alopática passou a se auto-intitular “A Medicina” e o seu Conselho Federal outorgou-se, então, um direito que não tem. As autoridades constituídas também não atentaram para essa questão e tratam a Medicina Alopática como “A Medicina” e o Conselho Federal da Medicina Alopática como o “Conselho de Medicina” e também consideram os demais médicos de outras Medicinas como “outros”, quando são também médicos.
Eu sou médico alopata formado em 1971 na Faculdade da Medicina Alopática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e durante vários anos exerci a Medicina Alopática, tendo feito especialização em Pediatria alopática no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro, que é um hospital de Medicina Alopática, e fui filiado ao Conselho Regional da Medicina Alopática daquele estado e, mais tarde, ao do nosso estado. Quando a Medicina Homeopática curou-me de um herpes “incurável”, fui estudar essa Medicina durante 3 anos em Curitiba e tornei-me um médico homeopata, passando então a exercer duas Medicinas. E aí começou o meu pequeno calvário, pois o CRM do meu estado (que deveria ter a sigla CRMA) acreditando-se um órgão disciplinador e fiscalizador da Medicina (quando deveria ser apenas o órgão fiscalizador da Medicina Alopática), começou a convidar-me a visitar suas dependências onde, entre cafezinhos, abraços, tapinhas nas costas e julgamentos, fui sendo condenado, primeiramente à advertência privada, depois pública, depois ao perigo de ser suspenso e, mais tarde, ao de ser proibido de exercer “A Medicina”. Mas, como eu não exercia mais “A Medicina” e, sim a Medicina Homeopática, a Medicina dos Florais, a Medicina da Psicoterapia Reencarnacionista e a Medicina da Regressão Terapêutica, ou seja, eu trabalhava com quatro Medicinas, decidi, em 2009, comparecer ao CRMA e entregar a minha carteira de médico alopata e deixar de ser “médico de um tipo de Medicina” para poder dedicar-me livremente ao exercício de quatro Medicinas, que é o que faço hoje em dia. Eu não deixei de ser médico, deixei de ser médico alopata. Assistindo atentamente ao debate e aos embates entre “A Medicina” e as demais Medicinas, a respeito dos “médicos”, depois que decidiram que a Medicina Homeopática e a Medicina da Acupuntura eram “Medicina”, estarem lutando para exclusivisá-las aos “médicos”, e os acupunturistas e homeopatas “não-médicos” lutando para poderem exercer esse seu direito, fico pensando: existem médicos e não-médicos?
A melhor maneira dos médicos da Medicina Homeopática e dos médicos da Medicina da Acupuntura lutarem por esse direito – e não estou falando de pessoas que formaram-se nas Faculdades da Medicina Alopática – é ficar claro e estabelecido que não existe uma Medicina e, sim, várias Medicinas. Dessa maneira, um dia existirão Faculdades das várias Medicinas e as pessoas formadas nelas, irão se filiar ao Conselho daquele tipo de Medicina e todos os Conselhos estarão unidos e subordinados a um Órgão superior, centralizador, disciplinador da profissão de médico, no sentido amplo do termo. Assim, encontraremos a paz entre todos nós, pois continuando como está, os médicos alopatas acreditando-se “médicos” e os demais médicos de outras Medicinas sendo considerados “outra coisa”, nunca teremos paz e a luta será interminável.
Da maneira como o assunto é visto, em breve, os médicos da Fitoterapia, os médicos da Terapia Floral, os médicos da Terapia de Regressão, e outros praticantes de outras Medicinas, e mesmo os psicólogos, poderão perder esse direito na “Justiça” e essas Medicinas passarem também para o controle de um Conselho Federal de uma Medicina, a alopática, e perderem o “direito legal” de exercê-las. E de liminar em liminar, de recurso em recurso, nunca chegaremos a um entendimento e ficaremos brigando, quando o que nos move, seja a Medicina que cada um escolheu, é o desejo de ajudar as pessoas que necessitam de ajuda e não de ficarmos brigando entre nós.
Então, as Faculdades de Medicina Alopática devem acrescentar um “A” após o seu nome, o seu Conselho Federal idem, os médicos formados por essas Faculdades e filiados a esse Conselho acrescentar “alopático” ao seu título e continuarem exercendo essa Medicina caridosa, maravilhosa e imprescindível nas urgências e emergências, onde ela reina soberana e deve continuar assim, salvando as nossas vidas, enquanto que as demais Medicinas devem criar as suas próprias Faculdades e Conselhos e formar os seus próprios médicos.
Assim, em breve, teremos as Faculdades da Medicina Alopática, as Faculdades da Medicina Homeopática, as Faculdades da Medicina da Acupuntura, as Faculdades da Medicina Fitoterápica, as Faculdades da Medicina Floral, as Faculdades da Medicina de Regressão, etc, e as pessoas que nasceram com o dom de ajudar seus semelhantes e tiverem a vontade de estudar em uma ou mais delas, poderão fazê-lo e, após formadas, filiarem-se ao CFMA, ao CFMH, ao CFMAc, ao CFMFito, ao CFMFlor, ao CFMReg, etc., todos esses Conselhos subordinados e dirigidos por um verdadeiro Conselho Federal de Medicina. E todos viveremos em paz, relembrando que Medicina é uma palavra derivada do latim “Ars Medicina”, e significa “A arte da cura”, e a cura pode ser alcançada através de vários tipos de Medicinas, cada uma apropriada a um tipo de paciente e a um certo momento, necessidade e indicação.

Por que a vida é assim?

A sociedade humana, ainda está em um estágio inferior de desenvolvimento, sob a hegemonia dos nossos 3 chakras inferiores (visão terrena, sexualidade e Ego) e vive no mundo de Maya, a Ilusão, no qual praticamente todos nós mergulhamos, só percebendo a Verdade após o nosso desencarne, ao retornarmos para Casa, no Mundo Espiritual. Lá, vão desativando-se os nossos chakras inferiores e ativando-se os chakras superiores, e vamos, então, percebendo o nosso erro, o nosso engano, o nosso egoísmo, ficando a tentativa de correção para a próxima encarnação.
Aqui na Terra revelamos as nossas inferioridades e no Plano Astral as nossas superioridades. Nós reencarnamos, entre outras metas, para encontrarmos as nossas inferioridades, e a nossa Missão é aprendermos a revelar aqui as nossas superioridades, aproveitarmos melhor a nossa inteligência, o nosso tempo, a nossa disposição, não em prol de nós mesmos e dos nossos e, sim, visando o bem comum, a melhoria da sociedade humana, colaborando para que um dia o Reino dos Céus instale-se definitivamente aqui na Terra.
Precisamos aprender a colocar o nosso Ego a serviço do nosso Eu Superior, mas para isso é necessário não dedicarmos o nosso tempo demais conosco mesmos, não desperdiçarmos os nossos dias e noites com atividades egocêntricas, em buscas infantis de auto-satisfação, de leviandade, de irresponsabilidade, numa atitude de desrespeito com o nosso Espírito.
A informação dos Seres Espirituais é de que, depois da morte do nosso corpo físico, a imensa maioria de nós retorna ao Plano Astral profundamente frustrados, arrependidos e envergonhados conosco mesmos, quanto ao real aproveitamento dessa atual passagem, uma parte sendo resgatados do Umbral e outra parte conseguindo lá chegar sem passar por essa zona, mas necessitando de atendimento em hospitais do Astral.
As frases mais ouvidas nos nossos retornos, são as ditas por nós: “Ah, se eu soubesse…” e “Ah, se eu lembrasse…” e a que escutamos: “Não te preocupes, tu terás uma nova oportunidade.” Devemos recordar que já estamos na nova oportunidade… Podemos aprender a nos libertar do comando do nosso Ego, elevarmos a nossa freqüência vibratória e ultrapassarmos o estágio ainda infantil ou adolescente da maioria da humanidade, rumo a um estágio adulto, como alcançaram os Mestres.
Podemos perceber o nosso grau de egoísmo, o quanto somos comandados pelo nosso Ego, contabilizando quantas vezes falamos, pensamos e agimos em prol de nós mesmos, dos nossos desejos, as nossas satisfações, o nosso prazer, o nosso lazer. Podemos perceber isso com mais clareza pelo número de vezes que pensamos e falamos iniciando por “eu”. Mas isso não significa apenas vaidade e orgulho, mas também o autocentramento da tristeza, da mágoa, do sentimento de rejeição, etc. O nosso Ego está no comando quando nos sentimos mais do que os outros, mas também quando nos sentimos menos, quando nos enaltecemos ou quando nos depreciamos, quando queremos brilhar ou quando queremos nos esconder, quando queremos vencer ou quando queremos perder, quando exaltamos os nossos feitos ou quando nos fixamos em nossas próprias dores e fracassos.
Existem três tipos de pessoas:

1.    As que acreditam-se mais do que os demais, no sentido da sensação de superioridade ou no equívoco do sofrimento por si mesmos.
2.    As que sentem que são iguais aos demais e, embora ainda bastante autocentradas, já vivem comunitariamente, pensando muito em si mas também nos demais.
3.    As que descobriram que os outros são mais importantes do que elas. Essas são Mestres na arte de viver.

Podemos perceber claramente em que tipo nos classificamos pela preocupação que norteia os nossos dias, pelo stress que sentimos na vida, pela sensação de tensão que nos aflige, pelas buscas de satisfação e alegria que nos chamam a atenção e pelo grau de sofrimento que sentimos. Sairmos do “eu” e vivermos para o “nós” é a grande lição que os Mestres nos ensinam. Poucos estão dispostos a aprendê-la e, menos ainda, a praticá-la em sua vida diária. Como sairmos do “eu” na prática? Uma das maneiras é percebermos como nosso Ego nos ilude, seduz e domina, por exemplo, nas polaridades:
1. “Eu” sou muito bom nisso ou “eu” sou um fracasso…
2. “Eu” quero alcançar o sucesso ou “eu” não consigo…
3. “Eu” vivo para ajudar os outros ou Como “eu” sofro…
4. “Eu” tenho um espírito de liderança ou “eu” preciso que me ajudem…
5. “Eu” sinto muita pena das pessoas ou “eu” tenho pena de mim…
6. A “minha” vida é ótima ou a “minha” vida é tão triste…
7. “Eu” adoro me divertir ou “eu” sou muito depressivo(a)…
8. “Eu” não tenho nada a ver com isso ou como “eu” fico indignado com as coisas…
9. Nada “me” afeta ou Como “eu” me magôo…
10. “Na vida é cada um por “si” ou Como “eu” me sinto rejeitado…

A ilusão da separatividade que o nosso corpo físico nos traz é a causa e a origem do “eu”. Os discípulos e os futuros discípulos ainda acreditam ser uma individualidade e vivem para “si”, os Mestres já se libertaram dessa ilusão. Cuidemos quantas vezes pensamos ou falamos a palavra “eu” e saberemos em que grau estamos.

Por que algumas pessoas usam drogas?

Nós somos um Espírito encarnado, novamente nesse planeta, como tantas vezes já, e somos representados por uma persona temporária, num ciclo milenar de encarnações e desencarnações, para aprendermos a curar o egoísmo. E o egoísmo é acreditarmos sermos a nossa persona atual e seus rótulos.
A recordação de que somos um Espírito encarnado, em uma “casca” temporária, faz com que possamos, então, perceber o que nosso Ego (persona) nos pede e o que o nosso Eu Superior almeja. A noção reencarnacionista traz o sentido da vida, a responsabilidade com a nossa encarnação, a meta a alcançar e como podemos cumprir a nossa missão pré-reencarnatória aqui na Terra. A nossa persona é muito egoísta, egocêntrica, e fala em “Eu”, “Meu” e “Minha” enquanto o nosso Eu Superior é altruísta, caridoso, e fala em “Nós”, “Nosso” e “Nossa”.
Contrariando a proposta de purificação, que é a meta do ciclo de reencarnações, o uso de cigarro, bebida alcoólica, cannabis, cocaína, crack e outras coisas criadas pela sociedade humana, pode representar:
1.    Uma postura egóica diante da vida que não condiz com o desejo do nosso Eu Superior: é o Ego no comando, aquela parte de nós que fala “eu”, “eu”, “eu”…
2.    Sentimentos negativos da nossa persona em relação aos pais ou outras pessoas: é a visão equivocada da nossa persona que, na Psicoterapia Reencarnacionista chamamos de “versão persona”. Ela deve ser
substituída pela “Versão Espírito”.
3.    Sentimentos negativos da nossa persona em relação à sociedade e ao mundo: é a vitimação, um dos maiores equívocos de quem esqueceu que pediu (necessitou) de sua infância e pede (necessita) dos fatos de sua vida. Tudo é baseado nas leis Divinas: do Retorno, do Merecimento e da Necessidade.
4.    Uma atitude egoísta baseada no prazer e no lazer, seguindo o exemplo da sociedade materialista na qual estamos imersos: é a infantilidade ou a adolescência espiritual da maior parte das pessoas aqui na Terra, contrastando com a maturidade espiritual dos Mestres encarnados, que falam em “nós”, “nós”, “nós”…
5.    Dificuldades de Espíritos mais sensíveis, o que faz com que queiram  ausentar-se, não comprometer-se com a vida terrena: são Espíritos mais antigos que não agüentam viver aqui, um lugar muito denso e pesado.
6.    Busca de transcendência por meios artificiais, confundindo elevação espiritual com “viagens” artificiais:
é o desejo de fugir, de viajar, artificialmente, externamente, ao invés, de procurar a mesma coisa pela maneira correta, internamente, com foco, disciplina e atenção.
7.    Repetição de um padrão autodestrutivo de outras encarnações, ou seja, estar errando novamente: são as pessoas que vêm, há muitas encarnações, repetindo o mesmo padrão de bebida, de drogas. Isso pode ser visto nas “Sessões de telão!” que é como chamamos as Regressões.
8.    Ação prejudicial de Espíritos desencarnados, os chamados Espíritos obsessores, sobre todos nós: são as vozes, os vultos, as vontades, os desejos de fazer coisas prejudiciais, sabendo que são erradas, mas mesmo assim faz…
Cada um desses aspectos deve ser abordado do ponto de vista reencarnacionista/espiritual, em consultório e em Centros Espíritas.
Estamos encarnados aqui na Terra, em uma sociedade egóica, ilusória, materialista, com a finalidade de aprendermos a amar realmente e a nos libertarmos de nossa infantilidade egocêntrica. A compreensão disso faz com que possamos estabelecer valores reais e profundos para a nossa vida, alinhados ao bem comum e
percebermos os valores ilusórios e superficiais oferecidos pelas mensagens cotidianas, endereçadas às nossas personas. O grande erro da maioria de nós é acreditarmos sermos nossa persona, em nossos rótulos atuais, quando somos Espíritos encarnados em situações baseadas na Lei de Causa e Efeito (Lei do
Karma).  O uso de substâncias, lícitas ou ilícitas, geralmente origina-se de uma mensagem ilusória do nosso Ego, um discípulo muito desobediente, e a visão reencarnacionista pode nos ajudar a passarmos o comando das ações da nossa persona para o nosso Mestre Interior.
Somos Espíritos eternos em busca de mais evolução espiritual e a conscientização disso faz com que possamos diferenciar o que é verdadeiro do que é ilusório, o que é útil do que é prejudicial para a nossa purificação, o que satisfaz o nosso Ego mas não beneficia o nosso Espírito, e o que retarda ou bloqueia a nossa elevação espiritual. O nosso Ego, que é o representante da nossa persona atual, tende a nos prender nas teias da encarnação, a nos aprisionar aqui, enquanto o nosso Eu Superior quer nos libertar dessa condição e nos levar a sintonizar com níveis superiores espirituais. O uso dessas substâncias pode representar um anseio do Ego, uma busca de libertação ilusória, uma fuga dos problemas ou das chatices
da vida ou uma postura autodestrutiva, e podem ser, então, um entrave à busca de evolução para o nosso Espírito.
Lidando com a Reencarnação, não utilizamos a terminologia usual de “drogas”, “drogadição”, “drogadicto”, “vício” e outros, e sim a questão básica, para aproveitarmos espiritualmente uma encarnação, é percebermos quem está no comando da nossa vida: o nosso Ego ou o nosso Eu Superior? O nosso Ego,
por sua visão limitada, horizontal, freqüentemente prende-se em mágoas e raivas, baseado na história temporária da nossa persona, enquanto que o nosso Eu Superior, por sua visão panorâmica, conhece a história verdadeira: a do nosso Espírito.
O nosso Ego é facilmente iludido pelas mensagens de uma sociedade egoísta, materialista, hipócrita e superficial, enquanto que o nosso Eu Superior vê as coisas de cima e sabe diferenciar o que é verdadeiro do que é ilusório. A nossa persona acredita em seus rótulos e conhece a sua história apenas desde a infância,
enquanto que o nosso Espírito conhece a história verdadeira, de milhares e milhares de anos, sabe para o que reencarnamos, o que devemos fazer e como realmente podemos aproveitar uma encarnação.
Podemos nos ajudar e ajudar os usuários de substâncias a libertarem-se do comando dos Egos, a transcender a nossa persona e nos aliarmos verdadeiramente ao nosso Espírito, aproximando-nos mais de
nosso Eu Superior e de nossos Mentores Espirituais, realizando com mais competência a evolução espiritual. E isso significa conseguirmos ultrapassar o estágio ainda adolescente da humanidade, sob o domínio do chakra umbilical, para um estágio espiritual adulto, sob o domínio do chakra cardíaco.
É a subida dos desejos e das necessidades pessoais para o Amor, a mudança do foco no “eu” para o “nós” e o entendimento de que, perante Deus, os outros são tão importantes quanto eu. Um dia, mais adiante na evolução espiritual, chega-se ao ponto de descobrir-se que os outros são mais importantes, mas isso é mais
adiante…

Indignação Pacífica – A Compaixão no Poder

Estamos iniciando uma Campanha em nível nacional que visa nos comunicarmos pela Internet, pelos vários canais que essa mídia proporciona, e começarmos realmente a criar um movimento forte porém pacífico, atuante porém digno, representativo da nossa vontade de que tipo de mundo queremos, que vida queremos para nós, que condições sociais queremos para toda a população brasileira, que tipo de programação queremos nas nossas televisões, que tipo de letras de música queremos que sejam veiculadas, que tipo de imagem de adolescência queremos que nossos jovens recebam, que remuneração salarial queremos que todas as profissões recebam, que tipo de energia queremos para movimentar o Brasil, que tipo de propagandas queremos, o que queremos que os políticos façam por nós, como podemos exercer o nosso poder de exigência, de veto, enfim, um movimento em que possamos, mais do que ficarmos nos queixando, reclamando, nos neurotizando, nos sentindo manipulados, impotentes, à mercê de decisões dos fóruns “superiores”, de um poder invisível que decide tudo por nós, mas geralmente não para nós, podermos exercer a nossa vontade, determinarmos o que queremos, o que é justo, o que é correto, o que é positivo. Durante vários meses, o movimento Indignação Pacífica – A Compaixão no Poder permanecerá apenas apresentando-se, expandindo-se, mostrando-se, tornando-se conhecido, recolhendo as opiniões das pessoas que quiserem participar dele, dando as suas sugestões, que idéias temos, o que pensamos do mundo em que vivemos, o que queremos e o que não queremos para o Brasil, o que achamos da nossa sociedade, que tipo de educação queremos nas Escolas, como podemos ter um Serviço de Saúde digno e honesto para toda a população brasileira, como podemos acabar com a fome, com a miséria e com a violência criadas por nosso sistema injusto e piramidal, qual o papel que queremos da televisão em nossa vida, o que pensamos a respeito do cigarro, das bebidas alcoólicas, como podemos mudar o Brasil para que diminua o uso de drogas ilícitas, como podemos nivelar os salários das diversas classes profissionais, sem os absurdos das diferenças astronômicas entre várias delas, como podemos transformar a imagem da nossa vida em uma imagem mais espiritual, menos materialista, mais coerente, menos agressiva, mais profunda, menos imediatista, enfim, que Brasil queremos? A Indignação Pacífica – A Compaixão no Poder é um modelo de movimento similar ao criado e desenvolvido com sucesso por Mahatma Gandhi, com o qual ele venceu a luta contra a injustiça, contra a violência, contra o abuso, sem briga, sem conflito, sem guerra. Todos nós queremos paz, todos queremos viver com justiça, com amor, todos queremos igualdade, fraternidade, todos somos irmãos, somos todos iguais, filhos de Deus, então por que a humanidade até hoje ainda não conseguiu o que todos querem? Que paradoxo é esse que faz com que a vontade de todos não consiga ser nunca alcançada? O que falta?
Esse movimento é suprapartidário, supra-religioso, não se vincula a nenhuma associação, instituição ou organização, seja de que linha ou ideologia for. A Indignação Pacífica – A Compaixão no Poder quer mostrar que acima de qualquer diferença aparente entre nós, as nossas similaridades e  as nossas concordâncias são infinitamente maiores, que devemos aprender a nos unir, a darmos as mãos, a viver como representantes de Deus aqui na Terra, cumprirmos nossa missão espiritual de oportunizarmos a todas as pessoas terem moradia, educação, alimentação, saúde, lazer, de uma maneira saudável, gratificante, oportunizadora de um bem viver, de uma vontade de viver em paz, de colaborar uns com os outros, de acabarmos com as disputas, com as competições egóicas, com o viver sem um rumo, sem uma finalidade maior.
A partir desse momento, a palavra está com todos nós. Através do site WWW.indignaçãopacifica.org todos poderemos opinar, nos conhecer, afirmarmos a nossa vontade, iremos compilando as idéias, as sugestões, o que nos angustia, o que queremos melhorar no Brasil, o que não queremos mais, e aos poucos, gradativamente, esse movimento irá crescer, tornar-se conhecido, ganhar adesões, e poderemos ver, então, o que a união entre nós pode acarretar, o que podemos fazer, onde podemos chegar, até que ponto a opinião da maioria das pessoas tem poder realmente, enfim, estamos iniciando um movimento forte e pacífico, firme e espiritual, o futuro dirá onde poderemos chegar. Criamos Seções onde colocaremos as idéias, as sugestões, as opiniões de todos que participarem do movimento através de e-mails, para que ali cada um possa encontrar o(s) ponto(s) para onde vai a sua indignação pacífica, onde o seu coração sente que pode haver uma melhora, uma mudança, onde possa responder, debater, criando assim canais de comunicação em áreas seletivas. Temos as Seções Moradia, Alimentação, Educação, Saúde, Comunicação, Política, Lazer, Arte, Caridade, Drogas lícitas, Drogas ilícitas, Violência, Racismo, Salários, Aposentadoria, Trânsito, Literatura, Cinema, Televisão, Rádio, Jornais, Internet, Censura, etc. A finalidade é conversarmos entre nós, sabermos o que os outros pensam, sabermos o que pensam do que nós pensamos, entendermos as diversas opiniões uns dos outros, vermos o que temos em comum, o que nos afasta, o que nos une, para que possamos ir chegando a um consenso minimamente satisfatório para que possamos exercer o nosso direito de criarmos o Brasil que queremos, o sistema de vida que desejamos, o mundo que sonhamos.
Outras Seções irão sendo criadas através dos e-mails recebidos. Nesse movimento todos tem o mesmo direito, aqui todos são iguais, todos são respeitados, todos terão o mesmo espaço para colocar suas idéias, sugestões e opiniões. Aqui todos aprenderemos a nos amar e a nos respeitarmos.
Recebam todos os meus votos de Boas Vindas! Participem, divulguem essa Boa Nova para seus contatos, para suas Redes Sociais. O exercício da Indignação Pacífica fará com que um dia a Compaixão assuma o Poder, não sabemos quando nem de que maneira, mas a Mensagem dos Grandes Mestres Espirituais de todos os tempos é de que um dia o Reino de Deus estará aqui na Terra, podemos então colaborar para que isso aconteça com maior brevidade.

A bebida alcoólica – quem nos viciou e vicia os nossos filhos?

O consumo de álcool é um hábito antigo que, um dia, vai desaparecer da face da Terra. E aí a bebida alcoólica receberá o mesmo status das drogas hoje consideradas ilícitas, será ilegal. Todas as bebidas alcoólicas, o vinho, a cerveja, o whisky, a vodka, a cachaça, e todas as outras bebidas alcoólicas só tem um objetivo: embebedar as pessoas. O álcool é a porta inicial para o uso das drogas chamadas ilícitas, junto com o cigarro. Depois dela e do cigarro, geralmente vem a maconha, depois a cocaína, e por aí vai. Todos nós fomos e somos criados em uma sociedade em que o seu uso é além de permitido, incentivado e estimulado. Alguém recorda alguma festa em sua casa, desde que era criança, em que não havia bebida alcoólica? E hoje em dia, isso não continua? Nós fomos habituados a acreditar que o uso da bebida alcoólica é algo normal e fazemos o mesmo com nossos filhos e netos, ou seja, nos venderam essa idéia e nós continuamos vendendo-a. Agregando isso ao incentivo maciço da mídia para o uso de bebida, nós crescemos sendo viciados e vamos viciando as novas gerações.
As manobras de divulgação e venda utilizadas pelo marketing, cuidadosamente planejadas, são baseadas no conhecimento de que quanto mais precoce é o consumo entre os jovens, maior é a possibilidade de cativá-los, por isso a publicidade é feita prioritariamente sobre os pré-adolescentes, os adolescentes e os adultos jovens, associando o ato de beber ao sucesso nos esportes, nas conquistas afetivas e no progresso financeiro, quando o que ocorre é o oposto, ou seja, quem bebe vai mal nos esportes, mal na vida afetiva, mal nos estudos e mal na vida profissional. Como os fabricantes de bebida alcoólica e as agências de publicidade conseguem convencer uma grande parcela de jovens e adultos de que beber faz bem e traz sucesso, é algo difícil de entender.
Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool é uma droga psicotrópica, pois atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter um grande potencial para desenvolver dependência. O álcool é a única droga psicotrópica que tem seu consumo admitido e incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada quando comparado com as demais drogas. Apesar de sua ampla aceitação social, que considera “beber moderadamente” como algo normal, o consumo freqüente de bebidas alcoólicas é um grave problema. Alcoolismo não é apenas viver bêbado, é beber todos os dias, mesmo que seja apenas uma cervejinha, uma taça de vinho, uma dose de whisky, uma caipirinha, etc. O ato de beber todos os dias caracteriza o vicio no álcool.
No Brasil, o consumo regular de bebida alcoólica inicia comumente a partir dos 14 anos de idade, causado pelo exemplo dos próprios pais e familiares, bebedores diários ou freqüentes em casa e em todas as festas. As nossas crianças são expostas desde a mais tenra idade a esse exemplo, e além disso, sendo estimuladas ao consumo através das rádios e das televisões. A propaganda da cerveja no Brasil é extremamente agressiva, endereçada prioritariamente às crianças e aos adolescentes, visando viciá-las o mais cedo possível. Se com isso forem mal no colégio, se ficarem doentes, se sofrerem acidentes, se destruírem suas famílias, isso não importa, o que importa é ganhar dinheiro, festejar o aumento do consumo, abrir novas fábricas sempre com a presença da imprensa comemorando aquele evento e de muitos políticos discursando e aparecendo nos jornais e nas televisões sorridentes por esse grande avanço do “progresso social”. Afinal, são mais empregos, mais impostos, mas a que custo? Doença, acidentes, mortes. Mas isso não importa, o que importa é ganhar dinheiro.
Os adolescentes que bebem com alguma freqüência, geralmente têm pai, mãe e familiares que também ingerem álcool com alguma ou bastante freqüência. O consumo inicia vendo-os bebendo nas festas, porque fomos criados em uma sociedade que não consegue imaginar uma festa sem bebida, em casa à noite “para agüentar o tranco”, nos finais de semana “para relaxar”, para “comemorar” uma conquista profissional ou financeira, para “festejar a vitória do seu time” ou para “esquecer a derrota”, para “brindar” nos aniversários, no Natal, no Ano Novo, enfim, qualquer festa ou acontecimento é sempre associado ao ato de beber.
E quando um jovem torna-se viciado em bebida alcoólica, pelo mau exemplo dos adultos e por ação da propaganda nas rádios, nas televisões, nos jornais, simplesmente está reproduzindo com a veemência dessa faixa etária, o mesmo comportamento de sua família e de quase todas as famílias, o que aprendeu desde criança vendo em sua casa e nas festas, o que lhe ensinaram e continuam lhe ensinando, o que lhe dizem seus ídolos do esporte, sempre sorrindo, sempre vencedores, com um copo ou uma latinha na mão, o que enxerga nos outdoors nos campos de futebol, nos carros de corrida. Enfim, nós viciamos os nossos filhos ou permitimos que os fabricantes de bebida alcoólica e algumas agências de publicidade o façam, com o beneplácito dos nossos governos, e depois os levamos aos psicoterapeutas para curar seu vício, criado, incentivado e permitido por nós mesmos, pela nossa irresponsabilidade e omissão.
A mensagem que incutimos neles, desde crianças, e que alguns meios de comunicação se encarregam com extrema competência de confirmar, baseado no interesse de vender e ganhar dinheiro, é de que temos de relaxar com algo, temos de nos ativar com algo, temos de comemorar as vitórias com algo e esquecer com algo as derrotas, preparando o campo propício para, simplesmente, o jovem, curioso, um dia mudar o objeto do consumo e passar, então, para as chamadas drogas: a cannabis, a cocaína, o crack e outras coisas. Mas quem viciou ou permitiu que viciassem os nossos jovens? Nós viciamos os nossos filhos nas drogas lícitas e depois infernizamos a nossa vida e muitas vezes acabamos com a vida deles, quando, simplesmente, agregam um “i” e passam a consumir as drogas ilícitas. A única diferença é um “i”.
Uma criança que cresce vendo seus pais e familiares bebendo, comemorando vitórias, derrotas, aniversários e festas em geral, começa a apreender como é essa vida de adulto, o que os adultos fazem, como eles fazem, e acreditam, então, que isso é o certo. E aliado a esse exemplo que damos a eles, as estratégias de vendas da indústria de bebida, principalmente da cerveja, estimula o consumo precoce dela entre crianças e adolescentes para viciá-los. Seguindo o nosso próprio exemplo, a publicidade passa uma imagem de festa, e alegria e de diversão associada à cerveja e, esmerando-se ainda mais, atua na área da sexualidade e do sucesso afetivo e profissional. A aparência é de incentivo à cultura, apoio às festas populares, de alegria, mas a finalidade é uma só: embebedar a todos e aumentar o número de usuários da droga. Ou seja, os governos permitem e nós concordamos, e muitas vezes participamos, de uma tática perversa de nos drogar e aos nossos filhos, sob os mais simpáticos e coloridos disfarces.
Os fabricantes de bebida alcoólica, indiferentes ao mal que provocam, sem amor ou consideração pelos jovens, visando apenas o lucro, incentivam eventos em que a promoção da bebida alcoólica é muito forte, e transformam manifestações culturais em estratégia de venda. O importante não é o evento, não é a cultura, o que importante é vender e ganhar muito dinheiro. Se algum jovem saindo dali, embriagado, bater o carro e ficar aleijado ou morrer, isso não importa, o que importa para o fabricante e o pessoal do marketing é quantas caixas venderam, quanto dinheiro ganharam, isso é festejado por eles, em seus escritórios, entre risadas e comemorações, enquanto os jornais, as rádios e as televisões noticiam os acidentes, as mortes, os assassinatos, provocados pelo uso da bebida alcoólica, mas para aliviar a sua consciência, também associam-se às campanhas anti-álcool, numa demonstração de como é possível adorar a dois Senhores.
Nenhuma campanha antidroga funcionará enquanto os pais não pararem de ensinar os seus filhos a beber, parando eles mesmos de usar essa droga, enquanto algumas agências de publicidade, parceiras dos fabricantes das drogas, não pararem de colaborar com a venda delas e os meios de comunicação não se recusarem a veicular anúncios dessas drogas. É uma grande hipocrisia afirmar que a maconha é a porta de entrada para as drogas: é a bebida alcoólica e o cigarro. Elas é que abrem a porta para a maconha, a cocaína e outras. Qualquer pai ou mãe que beba, diariamente ou freqüentemente, qualquer quantidade de bebida alcoólica e fume cigarro, não possui uma autorização interna para condenar seu filho se ele também beber, fumar cigarro ou usar qualquer outra droga.

Algumas agências de publicidade, buscando anunciantes sem nenhum critério a não ser o de ganhar muito dinheiro, ficarem famosas e disputar o prêmio de Melhor Agência do Ano, divulgam qualquer coisa, ajudam a vender qualquer coisa, cigarro, bebida, produtos supérfluos, “alimentos” artificiais, vale tudo. As propagandas de bebida alcoólica mostram modelos ou cantoras seminuas, ganhando dinheiro e vendendo sua alma, segurando garrafas geladas, com a espuma da cerveja transbordando dos copos e das canecas, numa celebração de festa, sexualidade e alegria. Alguns jogadores de futebol transmitem a mesma mensagem, de que o importante é festa, sexualidade, alegria, e eles são vencedores, ganham salários milionários, qual o jovem que não gostaria de estar em seu lugar, ser famoso, ganhar muito dinheiro, ter todas as mulheres aos seus pés, e eles conseguiram tudo isso porque bebem cerveja, são vencedores porque bebem, estão sempre sorrindo, felizes, realizados!  Vários cantores e cantoras participam desse crime, fazendo propaganda de cerveja, sempre sorrindo, adoecendo e matando os jovens, arrasando as vidas de pais e famílias, em troca de algumas moedas de ouro.
A mensagem que nossos jovens recebem desde criança em casa, nas festas familiares, na televisão que nós permitimos que eles assistam livremente, é de que, onde houver festas e pessoas, é obrigatória a presença das bebidas alcoólicas. É inviável uma festa, uma comemoração, sem álcool. Nós embebedamos nossos filhos com nosso exemplo e conivência e depois choramos quando eles viram bêbados ou drogados.

A culpa e o uso de substâncias prejudiciais

Algumas pessoas que usam substâncias prejudiciais para si são movidas por uma culpa que jaz escondida dentro do seu Inconsciente, que vem de alguma encarnação passada, e que faz com que elas adotem uma postura de vida autodestrutiva, sem saberem porque estão fazendo isso. É como uma angústia, um desconforto, que faz com que a pessoa sinta permanentemente algo dentro de si que a impede de ser feliz, de ter sucesso, seja na vida pessoal, na vida profissional, e até a sua vida espiritual é permeada de altos e baixos, de incertezas entre a sua capacidade e uma espécie de medo de soltar seu poder e, quando o faz, isso lhe faz mal, lhe traz uma sensação estranha, desagradável.
A culpa que vem de uma vida passada é decorrente de alguma coisa que fizemos lá no passado para uma outra pessoa ou para muitas pessoas. Certas pessoas têm uma grande força, um poder, que todos vêm e elas também, mas que não conseguem admitir isso, sentem-se culpadas quando assumem um lugar de destaque, uma posição, quando são elogiadas, quando são admiradas, apresentam uma falsa modéstia, olham para baixo, disfarçam, fingem humildade mas lá no fundo sabem que são orgulhosas, vaidosas, enfim, é uma espécie de martírio entre duas forças: o Ego puxando para cima e o Inconsciente para baixo.

Geralmente o Inconsciente vence e uma das maneiras desse nosso subterrâneo vencer a luz do dia é o uso de cigarro, de bebidas alcoólicas e outras drogas, como uma tentativa de amortecer a angústia, aliviar o desconforto, acalmar a inquietude interna, que geralmente vem de séculos atrás. É o caso de pessoas que apresentam o que chamamos de “Repressão do próprio poder”, que elas dizem ser timidez, introversão, mas é um medo de soltar o seu poder e fazerem, novamente, o que fizeram de errado em outra encarnação.

Uma possível solução para uma pessoa movida por culpa, e ajudá-la a libertar-se do vício em substâncias, é através de algumas sessões de regressão, que chamamos sessões de Telão aqui na Terra, acessar as encarnações passadas onde errou, recordar o que aconteceu, e libertar-se dessa ressonância que até hoje ainda está lhe influenciando negativamente. Muitas pessoas usuárias de substâncias e que sofrem desse tipo de culpa, podem assim libertar-se do vício.

Outro tipo de culpa que vem do passado é o que vem de situações em que a pessoa não fez o que deveria ter feito, não agiu como deveria ter agido, não ajudou alguém, não salvou alguém, cometeu um ato de traição, enfim, uma atitude que na época lhe pareceu a mais certa ou conveniente ou que acreditava não poderia fazer diferente, mas que ficou dentro do seu Inconsciente e até hoje ainda lhe traz angústia, inquietude, culpa, e o uso de substâncias tem nisso a sua origem. A Regressão Terapêutica pode ajudar a resolver essa situação, se os Mentores entenderem que está na hora disso acabar, que ela já pode livrar-se disso. Não precisamos mais esperar ver o Telão lá no Mundo Espiritual após nosso desencarne, podemos vê-lo aqui na Terra, num processo comandado pelos nossos Mentores Espirituais, essa é a Regressão que a Psicoterapia Reencarnacionista utiliza para ajudar quem vem tratar-se conosco.

As pessoas que trazem culpa dentro do seu Inconsciente tendem a culpar-se de tudo, se fazem, se não fazem, deveriam ter feito, não deveriam ter feito, e até culpam-se por atos cometidos por outras pessoas, quer estejam próximas, quer nem conheçam, como atos bárbaros cometidos por assassinos em outras cidades ou países, por ditadores, por terroristas etc. São reflexos do que fizeram em outras épocas e ressona dentro delas de uma maneira muito forte e inexplicável. Tudo o que for forte e inexplicável vem de outra época e pode ser entendido e resolvido com a Regressão, mas desde que ela seja comandada pelos Seres Espirituais, para não infringir a cosmo-ética e a Lei do Esquecimento.

Outro aspecto que deve ser levado em consideração em pessoas usuárias de substâncias e que sofrem de culpa, é a possível presença de Espíritos obsessores ao seu lado, buscando vingança de sofrimentos provocados por elas no passado, e que estão ali influenciando seu pensamento, perturbando a sua vida, incentivando-os a fumar, a beber, a usar outras drogas. Dificilmente uma pessoa usuária de drogas que esteja obsediada conseguirá libertar-se do uso se não realizar um tratamento espiritual em um Centro Espírita ou Espiritualista, de preferência gratuito ou que cobre um valor nada mais do que razoável para seus procedimentos, mas não de milhares de reais, isso é comércio com o sofrimento alheio.

Na verdade, a culpa que muitos de nós traz dentro do seu Inconsciente, de encarnações passadas, é decorrente de uma postura própria diante de algo que aconteceu há tempos atrás, ou durante a vida em que a situação ocorreu ou após seu desencarne lá, quando ficou na Terra remoído pela culpa ou foi para o Umbral levado por ela ou mesmo lá em cima, no Mundo Espiritual, quando a culpa leva um tempo para esmaecer-se e desaparecer. Após a cessação desse sentimento, a culpa fica guardada nos recônditos do nosso Espírito e assim que descemos novamente para a Terra, quando reencarnados, ela vai retornando, fazendo-se presente, mas ao contrário da época anterior, quando sabíamos porque e de quê sentimos culpa, a partir dessa próxima encarnação,e La jaz escondida mas fazendo-se sentir, sempre presente, às vezes mais, às vezes menos intensa, mas se ela for muito forte, pode fazer com que uma pessoa sinta necessidade de fumar, de beber ou usar as chamadas drogas para acalmar-se, para sentir um alívio, ou para punir-se sem nem saber que está fazendo isso, pois é uma força inconsciente. Através da recordação do seu passado (Regressão), essa pessoa pode acessar a situação original, recordar o que fez (ou não fez), lembrar aquela vida passada, o seu final, a sua subida para o Plano Astral, até libertar-se da culpa por meio dessa técnica (desligamento).

Muitos casos de tristeza, de timidez, de isolamento, de fracasso na vida pessoal ou profissional, são provocados por culpas advindas do Inconsciente e as terapias tradicionais, até a infância, são muito limitadas para resolver esses casos de séculos atrás. O Dr. Freud teve a genialidade de perceber a força imensa que vem de dentro do nosso Inconsciente mas faltou ao Mestre vienense libertar-se da concepção religiosa de que Reencarnação não existe. Se tivesse ele aberto a sua mente para a filosofia oriental, para os antigos filósofos ocidentais, para o trabalho do seu contemporâneo Allan Kardec, teria expandido ainda mais a sua genialidade e hoje em dia a Psicologia e a Psiquiatria lidariam com a Reencarnação, podendo auxiliar ainda mais as pessoas que necessitam de uma terapia mais abrangente, mais ampla do que a limitação a essa vida apenas.

A continuação do trabalho do Dr. Freud é a Terapia de Regressão e a Psicoterapia Reencarnacionista é a mais moderna Escola de Psicologia existente em nosso planeta, pois veio fazer a fusão da Psicologia com a Reencarnação. As pessoas que sofrem de uma culpa inconsciente vieram promover uma Reforma Íntima nesse sentido, mas como fazer isso sem abrir o baú de recordações e acessar seu passado centenário ou milenar? E sem desligar-se definitivamente de lá?

Culpar-se e destruir-se por causa dela não adianta nada, mas as pessoas que fazem isso, devido a culpas que trazem de outras encarnações, não sabem que estão se destruindo por essa culpa, apenas sentem que tem de destruir-se, e muitas vezes o fazem. Quando morrem e voltam para Casa, no Mundo Espiritual, descobrem que fizeram isso consigo desnecessariamente, mas aí só na próxima encarnação. Assistir o Telão aqui na Terra que é a Regressão Terapêutica da Psicoterapia Reencarnacionista, pode poupar tudo isso e fazer essas pessoas mudarem sua postura e decidirem evoluir ao invés de destruírem-se, crescer ao invés de apequenar-se, ajudar seus irmãos ao invés de viverem apenas para si e sua autodestruição.

O PERDÃO – Como entender e aplicar essa máxima de Jesus.

Muitas pessoas afirmam que já perdoaram um desafeto. Geralmente, quando afirmam isso, na verdade, decidiram entregar o caso a Deus, afastar-se da pessoa, como se diz “deixar pra lá…” e tocar a sua vida, deixando o Tempo decidir o que é certo, o que é errado, que irá mostrar a verdade. As pessoas boas de coração possuem a capacidade de aceitar as atitudes de outras pessoas que lhes fizeram mal, que lhes fizeram ou fazem sofrer e, muitas vezes, elas são até incompreendidas por essa capacidade de amar e perdoar. São Espíritos mais antigos e mais elevados em seu grau de consciência e discernimento, e sabem que perdoar faz bem principalmente para si mesmos, que entendem que não vale a pena permanecer aferrado a uma mágoa, a uma raiva, a uma aversão, pois é como um veneno que se ingere diariamente e que vai destruindo os pensamentos, os sentimentos e o corpo físico de quem costuma permanecer remoendo fatos passados.

Outras pessoas dizem que querem perdoar alguém mas acreditam que perdoar é impossível, e que apenas um Ser superior como Jesus poderia perdoar. São Espíritos em um grau um pouquinho menos elevado de consciência, mas que já tem a suficiente elevação para querer perdoar, já entenderam que o beneficiado maior é quem perdoa, conhecem as Leis Divinas da atração pelos cordões energéticos e até levantam a possibilidade de, em encarnações anteriores, terem agido mal, prejudicado, o atual “vilão”.

Outros dizem que não querem perdoar um inimigo porque tem razão na sua mágoa ou no seu ódio por essa pessoa. Não esquecem o que foi feito contra eles, ou o que deixou de ser feito, não toleram o que lhes fazem ou não fazem, enfim, acreditam-se com absoluta razão para decretar que aquela pessoa é um vilão, que esteve ou está errado, que é mau, não merece seu perdão e terá de se entender com Deus.

Enfim, nessa questão de “Perdão” encontram-se as mais variadas opiniões, os mais diversos raciocínios, dependendo do grau de elevação espiritual da pessoa que sofreu ou sofre um mal. Fico pensando que, se somos um ser espiritual com, no mínimo 500.000 anos de existência + as poucas décadas da nossa persona atual, como é arriscado ter uma opinião firmada a esse respeito. Quando alguém sente mágoa ou raiva do seu pai ou de sua mãe, pelo que lhe fez ou deixou de fazer na sua infância, como pode afirmar estar certo, ter razão nesse sentimento, se não lembra de duas questões importantíssimas:

1.    Por que seu Espírito “pediu”, o que significa em outras palavras, que necessitou desse pai ou dessa mãe?

2.    O que pode ter feito para ele(a) em encarnações passadas de igual ou pior teor?

Se a mágoa ou a raiva é em relação a seu marido ou ex-marido, sua esposa ou ex-esposa, outro familiar, um amigo que lhe traiu, lhe enganou, enfim, um acontecimento durante a vida, se pensar nessas mesmas duas questões, poderá afirmar com convicção que tem razão?

Nós somos um ser, que chamamos de Espírito, muito antigo, vivemos centenas ou milhares de encarnações, todo esse tempo, tudo o que aconteceu, o que fizemos, o que nos fizeram, guardado dentro do nosso Inconsciente, apenas lembramos dessa vida atual, poucas décadas de vida, vocês não acham extremamente arriscado decidir coisas como “Não vou perdoar!”, “Ele(a) me fez(faz) mal, sou(fui) sua vítima!”, “Ele(a) não merece perdão!”, etc?

Lá no Mundo Espiritual existe algo que aqui na Terra ainda não existe: o Telão. Quando voltamos para Casa, durante a nossa permanência no período intervidas, em um certo momento, somos chamados a assistir um filmezinho de nossas vidas passadas, o que fizemos, o que não fizemos, como éramos, e, ao contrário da Regressão Terapêutica realizada por nós aqui na Terra durante um tratamento de Psicoterapia Reencarnacionista, no qual é vedado incentivar o reconhecimento de pessoas no passado, lá em cima, na sessão de Telão, os Mentores oportunizam esse reconhecimento, tanto da “vítima” como do(a) “vilão(ã)”, e o resultado dessa viagem no tempo é uma cena chocante de arrependimento, de vergonha e de frustração, por não termos, na vida encarnada anterior, alcançado o que havíamos proposto a nós mesmos: o resgate e a harmonização com aquele Espírito que sabíamos iríamos encontrar aqui na Terra, para fazermos as pazes, e, pelo contrário, mantivemos a nossa tendência anterior, arcaica, de nos magoarmos, de odiarmos, de sentirmos aversão a ele. E nesse momento, quando a verdade está ali, escancarada à nossa frente, percebemos que perdemos uma grande oportunidade de nos reconciliarmos com aquele antigo desafeto e, com isso, elevarmos o nosso grau espiritual e, com bastante freqüência, nos redimirmos do que havíamos feito a ele, até pior, em encarnações passadas.

Em um livro acerca do uso de substâncias de tendência autodestrutiva (Como evoluir espiritualmente numa droga de mundo, ainda inédito, a ser lançado em 2011), em que muitas vezes por traz desse hábito encontra-se mágoa, rejeição, raiva, é muito importante trazer essa mensagem, de que é extremamente perigoso julgar alguém, condenar-se uma pessoa, decretar quem é o vilão e quem é a vítima, considerando que 20, 30, 40, 50 anos de vida é muito pouco comparado com milhares e milhares de anos, que é a idade do nosso Espírito. Em um tratamento com Psicoterapia Reencarnacionista, do qual faz parte as “sessões de Telão”, realizadas pelo terapeuta mas totalmente comandadas pelos Mentores Espirituais das pessoas, é relativamente freqüente encontrar-se depois da visita às encarnações mais recentes, vidas mais anteriores em que trocam-se os papéis, e a atual “vítima” descobre-se um “vilão” e o atual “vilão” como sua vítima… E a pessoa que fumava, bebia, usava drogas, para amenizar a sua mágoa, acalmar a sua raiva, para vingar-se ou para agredir o “vilão” (muitas vezes o seu pai ou sua mãe), o que faz agora com essa descoberta?

Tenho dito em palestras que podemos fazer duas coisas:

1.    Aguardarmos a morte do nosso corpo físico e o nosso desencarne e assistirmos as sessões de Telão no Mundo Espiritual e nos encaixarmos na estatística oficial de 99% de frustrações, arrependimentos e vergonha.

2.    Assistir essas sessões aqui, durante a encarnação, quando ainda estamos “vivos” e podemos, pela mudança radical do nosso raciocínio, perceber o nosso erro de interpretação, e resolvermos reavaliar completamente a nossa infância e a nossa vida, substituindo a “versão persona” da nossa história pela “versão Espírito”, e, com isso, amenizarmos os nossos sentimentos inferiores, elevarmos o nosso grau espiritual e nos reconciliarmos com antigos desafetos que “pedimos” para reencontrar.

E quando deixamos de nos sentir “vítimas” nem precisamos mais perdoar, precisamos é pedir perdão pelo que fizemos em nosso passado para o(a) atual “vilão(ã), e que Deus, em Sua Absoluta Justiça, nos presenteou com esse reencontro. Essa mudança de raciocínio, esse novo tipo de enfoque, essa abertura para a verdadeira história de conflito entre Espíritos há séculos digladiantes, opera verdadeiros milagres, pois ao invés de sabermos disso apenas lá em cima, para deixarmos para a próxima encarnação (quando provavelmente erraremos novamente…), podemos fazer isso agora, já, aqui na Terra, nessa encarnação mesmo, acertando o nosso rumo, retificando o nosso pensamento e sentimento, e aproveitando a atual encarnação para alcançarmos o crescimento espiritual almejado há tanto tempo e há tanto tempo adiado.