Raciocínio X Contra-Raciocínio (2ª parte)

Por que esse assunto merece um estudo mais aprofundado e uma atenção mais redobrada do que comumente se dá a ele?

Porque aí está o que chamamos em Psicoterapia Reencarnacionista de Raciocínio X Contra-Raciocínio, ou seja, o raciocínio não-reencarnacionista a seu respeito, da nossa vida, da nossa infância, e das demais pessoas que fazem parte disso, incluindo a nossa família de origem e as demais pessoas que entram na história, e o raciocínio reencarnacionista disso tudo, totalmente oposto em sua visão e abordagem, em sua interpretação e resultado.

Vamos, então, explicar direitinho:

Uma pessoa vem à 1ª consulta para iniciar um tratamento de Psicoterapia Reencarnacionista, que consta de consultas e sessões de regressão e tem a finalidade de ajudar as pessoas a saberem para o que reencarnaram, qual a sua proposta de Reforma Íntima e como realmente aproveitarmos essa encarnação nesse sentido, que nos trará mais evolução espiritual, e a agradabilíssima sensação de dever cumprido após desencarnarmos e retornarmos para Casa.

Essa pessoa nos fala de si, da sua vida, vai nos contando o que lhe incomoda, os seus conflitos, frequentemente relata a sua infância, e nós vamos escutando a sua história que é, em 100% dos casos, o que chamamos de “A história ilusória de uma persona”. Ela não está nos contando a história verdadeira, está relatando o que sabe de si e de tudo o mais, como leu a sua infância, como lê a sua vida atual, como vê as pessoas, como sente e interpreta tudo isso e – geralmente – o relato vem impregnado de mágoa, de sentimentos de rejeição, de raiva, etc…

Com bastante freqüência, essa pessoa já consultou outros profissionais, já contou essa história muitas vezes tanto para eles como para pessoas amigas, para familiares e todos escutam e analisam a sua história exatamente da mesma maneira que ela: como algo real e verdadeiro.

Mas é ilusório… Como ilusório?

Basta ir para 1 ano antes da sua fecundação, da sua vida gestacional e lembrar de quem era, onde estava, por que o seu Espírito precisou dessa infância, necessitou dessa família, desse pai, dessa mãe, desses irmãos, ou ser filho(a) único(a), porque veio como o(a) mais velho(a), ou 2º(ª), ou  3º(ª), ou caçula, porque precisou vir homem ou mulher, bonito(a) ou feio(a), branco(a) ou negro(a), rico(a) ou pobre.

Se todos nós fizermos esse exercício de imaginação – no mínimo – começaremos a nos questionar a esse respeito, a nos perguntar “Por quê?” e, a partir daí, o nosso raciocínio – até agora vigente – começará a estremecer, a desmanchar-se e todas aquelas convicções do tipo “Meu pai não gostava de mim!” ou “Eu sou assim porque vim numa família muito pobre, muitos filhos, passamos fome…”, permeadas de mágoa e rejeição, dor e sofrimento, começarão a transformar-se no que chamamos de contra-raciocínio.

Ou seja, o raciocínio anterior, não-reencarnacionista, criado pela persona em conjunto com as demais personas, numa sociedade de personas, começará a dar lugar a um novo raciocínio, reencarnacionista, baseado nos questionamentos de por que o nosso Espírito “pediu” por isso.

Essa questão Raciocínio X Contra-Raciocínio é uma das bases fundamentais da Psicoterapia Reencarnacionista, a Terapia da Reforma Íntima, pois baseando-se na Reencarnação, ela lida com as Leis Divinas que regem a nossa encarnação e das demais pessoas que estão em nossa vida: A Lei da Finalidade, a Lei da Necessidade e a Lei do Merecimento.

A finalidade é para que o nosso Espírito tem de passar por situações desde a nossa vida gestacional, a necessidade é por que precisa passar por isso e o merecimento é o que merece receber do Amor Universal, que sempre está certo e justo, mesmo quando parece errado e injusto.

A principal tarefa do psicoterapeuta reencarnacionista é ajudar as pessoas que vêm realizar um tratamento, e acreditam na Reencarnação, a libertarem-se da história ilusória de sua persona e iniciarem uma busca da história verdadeira, a do seu Espírito. A primeira, que chamamos de “Raciocínio”, mantém as pessoas firmemente atreladas aos seus sentimentos negativos, de uma maneira tão forte e estreita, que torna-se praticamente impossível uma cura verdadeira desses sentimentos. A segunda, que chamamos de “Contra-Raciocínio”, vai fazendo com que, pela mudança da visão da nossa infância, dos fatos lá ocorridos, da interpretação que demos a ela quando éramos crianças, e que ainda mantemos em nossa criança interior, vão desmanchando-se os sentimentos negativos, vão enfraquecendo-os de uma maneira tão segura e gentil, de um modo tão profundo e regenerador, que, aos poucos, pela mudança do pensamento, os sentimentos vão desaparecendo por si só.

Um exemplo prático:

Uma moça vem a tratamento e me diz que sente uma imensa mágoa de seu pai, um rico fazendeiro, de seu irmão mais velho (ela é a 2ª filha), por que seu pai é muito machista e prioriza o seu irmão e esse, de alguma maneira, também lhe despreza por ser mulher, com o que ela sente-se muito mal, entra em depressão, magoa-se profundamente, e aflora nela momentos de raiva e irritação enormes, com agressões verbais e atitudes radicais de quebrar coisas, sair dali em seu carro em alta velocidade, etc. Enquanto ela me contava essa sua história e ficava vermelha, e sentia raiva, e chorava, eu me perguntava: “Por que será que esse Espírito veio mulher, com um pai assim?”, “Por que será que veio como 2ª filha quando podia ter vindo como filho homem e o mais velho?”, “Por que será que precisou vir em uma família rica?”, e assim por diante.

Escutei-a durante uns 20 minutos e em um certo momento perguntei-lhe se ela acreditava em Reencarnação. Respondeu-me que sim, inclusive estudava em uma Escola de Médiuns em Centro Espírita, havia lido os livros de Allan Kardec, de André Luiz, etc…

Pensei comigo: “Ela acredita em Reencarnação mas não é reencarnacionista, pois não coloca a Reencarnação em sua história, em sua vida.”

Vejam só: Mesmo acreditando em Reencarnação, ela realmente afirmava que era filha daquele pai, que era a 2ª filha, que era irmã mais nova do seu irmão, acreditava que era branca, brasileira e outros rótulos de sua “casca” atual. Essa era a história ilusória de sua persona atual, toda ela repleta de mágoa, de rejeição, de raiva, de crítica e – provavelmente – exatamente o que aquele Espírito viera melhorar ou curar nessa atual encarnação, ou seja, a sua proposta de Reforma Íntima.

Como eu poderia fazer com que ela mudasse o seu raciocínio não-reencarnacionista para um raciocínio reencarnacionista?

Não é difícil… Num momento em que ela parou para respirar, perguntei-lhe se poderíamos fazer um exercício de imaginação e ela, concordou. Pedi-lhe que me dissesse sua idade. Em seguida, pedi-lhe que me dissesse onde estava há 1 ano antes de sua fecundação, de sua vida gestacional.

Ela me respondeu algo como “No Mundo Espiritual, no Plano Astral, no céu…”. Perguntei-lhe se ela lembrava que lá em cima o nosso Espírito “pede” para o Grande Espírito (Deus) a infância que precisa, o pai/mãe que necessita, a circunstância familiar que merece.

Ela me respondeu que sim (o seu castelo de ilusões começava a ruir…) e então utilizei o “golpe final”:

“Por que será que o seu Espírito, que está aí dentro de sua “casca”, pediu para vir 2 anos após a descida de outro Espírito, que seria o seu irmão mais velho, sabendo que seu pai era um homem machista, que desprezava as mulheres, para vir como a 2ª filha – mulher – e que, quase certamente, passaria por tudo isso que estás passando?”.

E, nesse momento, seu castelo ruiu de vez!

Falei mais: “Se seu Espírito tivesse vindo antes do seu irmão, como homem, quem estaria aqui na terapia seria ele(a) e tu estarias em casa, feliz e contente, por ser o favorito do pai…”

E depois dessa aparente “maldade” minha, sentei ao seu lado e pegando sua mão, lhe disse: “Essa história que me contou antes e que já contou para tantas pessoas e tantos terapeutas, não é sua história verdadeira, é a história ilusória de sua persona.

É a história que seu Ego apreendeu desde sua infância e até hoje ainda acreditava nela. Se quiseres, podemos fazer um tratamento de alguns meses com a Psicoterapia Reencarnaconista, para que, nas nossas conversas e nas sessões de regressão, que são totalmente comandadas pelos Mentores Espirituais, em que nos colocamos como seus auxiliares, não dirigindo, comandando ou direcionando o processo e nunca incentivando o reconhecimento de pessoas no passado para não infringir a Lei do Esquecimento, como se fosse o Telão aqui na Terra, quem sabe podes encontrar a história verdadeira do teu Espírito e nela saber para o que você reencarnou, qual a sua proposta de Reforma Íntima e realmente aproveitar essa encarnação para realizá-la com competência, e que provavelmente é melhorar a mágoa, o sentimento de rejeição e a raiva?”.

Ela concordou e hoje, após alguns meses, algumas consultas e algumas olhadas no Telão (regressões), ela já começa a conhecer a sua história verdadeira, já sabe para o que e por que reencarnou.

Um dia, ela me disse:

“Como eu podia me magoar com uma infância que eu pedi, com um pai que eu precisei, com tudo o que meu Espírito necessitava e Deus me deu?”

Eu lhe dei a mão e disse: “Parabéns, agora sim, és uma reencarnacionista de verdade, começaste a realizar a Reforma Íntima, começaste a aproveitar a encarnação.”

Isso é a Psicoterapia Reencarnacionista e nesse exemplo podemos entender o que é a abordagem “Raciocínio X Contra-Raciocínio”, em que, com alguns meses de tratamento, podemos ajudar as pessoas que acreditam na Reencarnação a colocarem-na verdadeiramente em sua vida, em sua história, a fazer uma releitura de sua infância sob a ótica reencarnacionista, a entender a sua vida atual sob esse prisma e a começar a domesticar o seu Ego e ir passando, gradativamente, o comando para o seu Eu Superior, que sabe tudo a nosso respeito, conhece as histórias das nossas encarnações, já nos viu errar tantas vezes…

Anúncios

3 respostas em “Raciocínio X Contra-Raciocínio (2ª parte)

  1. Gostaria de entender melhor,pois sempre ouvi dizer que jesus morreu na cruz para nos salvar e perdoa nossos pecados,se reencarnamos sabendo o que fizemos na vida passada deveria chegar aqui zerados e nao sofrer por algo que fizemos na vida passada e sim fazer dessa uma melhor.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s