Os meninos e a galinha

Um dia eu vi dois meninos
Brincando de pegar os pintinhos
De uma galinha vizinha
Que não estava gostando.
E enquanto eles riam gritando,
Ela ficava furiosa
E cacarejava tão alto,
Que me levou até perto
Para ver o que se passava
E quem tanto barulho fazia
E por que se riam tanto
Aqueles meninos que eu via,
Meio de relance, por alto.
Mas quando cheguei lá bem perto
De imediato senti o drama,
Que se para uns era brincadeira
Era para ela de fato.
Pois os meninos eram meninos
Mas a galinha já era mãe
E protegia os filhotes
Como faria por certo
Quem pusera aqui nesse mundo
Os dois pequenos sapecas.
E foi então de repente,
Ao ver a galinha distante,
Que um dos meninos ligeiro
Tentou pegar seu infante.
Mas ela então surpreendente,
– e eu nunca vira tal coisa –
Voou de maneira rasteira
Mirando o bico nos dedos
De quem ameaçava seu ninho.
E bicando as mãos do menino
Salvou seu pequeno das garras
De quem ela imaginava perverso,
Sem saber que os meninos,
Que agora fugiam correndo,
Apenas brincavam daquilo.
E que hoje, um tempo passado,
A sua história viraria versos
Nas mãos de quem tudo assistira,
E que de perto aplaudira,
A sua coragem materna.

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