O que é a infância? Uma visão reencarnacionista

Muitos pacientes referem que sua infância foi muito dura, que passaram por dificuldades, quer seja de ordem afetiva, quer seja de ordem financeira, problemas com um dos pais, com ambos, ou com outras pessoas.

Muitos permanecem com esses traumas pelo resto de sua encarna­ção, influenciando gravemente em seu comportamento. A maioria dos doentes crônicos de asma, reumatismo, problemas cardíacos, digestivos ou renais “criam” essas doenças por sofrerem por essas questões da infância e encontramos neles, por trás dos sintomas físicos, questões emocio­nais como mágoa, ressentimento, medos, raiva, tristeza e insegurança.

Enquanto isso, a Medicina do corpo físico trata os órgãos, as partes, e busca os seus vilões: as bactérias e os vírus.

Os doentes acabam por acreditar que essas questões emocionais, que geraram suas doenças físicas, têm sua origem lá no início dessa atual trajetória terrena. Mas se esses sentimentos e essas tendências são intensas, já nasce­ram com eles e foram aflorados – não gerados – na infância por aquelas situações “injustas”.

Sabemos que a mágoa, a raiva, o medo e a insegurança são os fatores causais mais freqüentes das doenças crônicas.

Como resolver isso?

Aí é que entra a Psicoterapia Reencarnacionista, para ajudar no esclarecimento das questões kármicas e reencarnatórias do paciente. Devemos ajudá-lo a entender que não nascemos puros e imaculados, que trazemos sentimentos e características inferiores para tentar aqui melhorar ou eliminar.

Devemos mostrar a ele que não deve continuar acreditando que toda sua mágoa e sua raiva iniciaram na infância, como se tivesse nascido perfeito e não trouxesse esses sentimentos consigo ao nascer.

O problema é que a Psicologia oficial criou um mito de que nós nascemos puros e perfeitos (pois não existíamos antes) e então alguém nos “estragou” na infância.

Fazer o paciente se libertar disso não é uma tarefa fácil. É como o mito da pureza da criança. Mas, que pureza? Apenas um ser perfeito, como Jesus, pode ter sido uma criança pura. Nós não temos essa pureza, apenas as nossas imperfeições e inferioridades ainda estão latentes, aguardando os gatilhos para se manifestarem.

O psicoterapeuta que acredita na Reencarnação deve recordar ao paciente que seu pai e sua mãe são também Espíritos e, mais do que provavelmente, vêm se encontrando freqüentemente nessas passagens terrenas, e que eles também aqui estão tentando eliminar suas imperfeições, tentando se purificar.

Deve falar sobre os rótulos temporários e ilusórios da encarnação pois é preciso entender que ninguém é pai, mãe, filho, irmão, marido ou esposa, apenas as personalidades terrenas acreditam que são.

Ao estar convencido dessas verdades, o paciente entende que não nasceu puro e estando ciente da relatividade dos rótulos, a próxima etapa é conversar sobre o por quê d’ele ter nascido naquela família, naquele ambiente, filho daquele pai, daquela mãe e estar passando por tal ou qual situação.

O objetivo é ajudá-lo a entender o que é estar encarnado aqui em um Plano Físico de natureza passagei­ra, a enfrentar essas situações, superá-las e mostrar-lhe que, ao tornar-se um vencedor de seu destino, alcançará a meta única da reencarnação: a evolução.

Essa meta é atingi­da ou não, dependendo da atuação da nossa Personalidade Inferior, o que é diretamente proporcional aos nossos pensamentos e sentimentos e ao alinha­mento com a nossa Essência.

Colocar as questões aparentemente injustas ou desagradáveis como questões potencialmente positivas e não negativas, ou seja, experiências oportunizadoras necessárias para a nossa evolu­ção, faz com que o paciente, ao invés de vitimizar-se, passe a entender que esses reencontros, esses conflitos são, na realidade, testes necessários e indispensáveis e se ele os vencer estará cumprindo a sua Missão.

Se for derrotado, essa encarnação vai aos poucos perdendo seu sentido, pela repetição de erros e enganos já cometidos em encarnações anteriores. O caminho para a vitória é a liberdade emocional, de si mesmo e dos outros, através da compreensão da relatividade da perso­na e de suas ilusões, por seu caráter temporário, de apenas uma encarna­ção.

Na verdade, quanto mais “obstáculos” encontrarmos pelo caminho, mais estaremos sendo exigidos por nós mesmos para vencê-los e superá-los. E se os testes e provas parecem pesados demais, das duas uma: ou somos evoluídos o suficiente e nos propu­semos na fase pré-reencarnatória a enfrentá-los para tentar vencê-los, ou somos “me­recedores” daquilo por acúmulo de erros e enganos em vidas terrenas anteriores e optamos por vivenciá-los na esperança de superá-los.

O grande erro é esquecermos quem na realidade somos e caírmos na vitimação, no sentimento de injustiçado gerando, então, a grande causa das doenças emocionais e mentais e suas posteriores repercussões físicas.

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10 respostas em “O que é a infância? Uma visão reencarnacionista

  1. Sou sua leitora, aprecio sua maneira de dizer, o que precisamos saber, sobre como aproveitar bem nossa existência aqui na terra.
    Que Deus o ilumine sempre!

  2. O importante é a gente sempre se perguntar: Por quê minha Alma precisou dessa infância? Se ela foi “ruim” podemos ter quase a certeza que está em ação a Lei do Retorno, ou seja, passamos nessa infância pelo mesmo que fizemos em alguma vida passada… Só que lá, éramos o vilão e quem sofreu foi outro; aqui, nós somos a vítima e o vilão é aquele(a) lá… Um consultório psicoterápico é um desfile de vítimas… Não tem vilão consultando… Interessante isso…

  3. Pois esta estória sempre me intrigou.

    Porque só aprecem vítimas?

    Certa vez minha filha em regressão consigo teve acesso a um episódio em que foi empurrada de um penhasco por uma pessoa que hoje é familiar indireto.

    Eu questionei que ninguém tem uma atitude destas em vão e que possivelmente noutra regressão apareceria o motivo de tal conduta delituosa.

    Mas me disseste que possivelmente não aconteceria pois o que mais tinhas observado até então eram as situações em que a pessoa foi vítima.

    Penso que marca mais profundamente no incosciente a situação que o ser sofreu do que o sofrimento que infringiu aos demais, talvez até sem consciência ou se achando com razão o que proporcionaria, segundo penso uma certa satisfação íntima.
    Grande respeito pelo seu trabalho- já enviei a seu consultório metade dos prentes….rs…rs…
    Recentemente a norinha japonesa e sua amiga.
    Fico muito feliz em divulgar seu trabalho tb na rede.aquariana.brasil@grupos.com.br – Abraços!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  4. Que oportunidade maravilhosa de visitar seu blog. Também sou blogueira, sou espírita, estudante de medicina, futura psiquiatra, li seu livro recentemente (Dr. eu ouço vozes!), amei, e mandei um email faz pouco.
    Admiro sua iniciativa. Fica com Deus, sempre.
    Um café.

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